Todas as referências que você talvez não tenha pego em “Look What You Made Me Do”, da Taylor Swift

Se tem uma coisa que Taylor Swift manja, é sobre como mandar shades geniais.

A nova era da Taylor Swift mal começou e já está nos deixando mais animados do que muita coisa que ouvimos e acompanhamos neste ano. 

O primeiro clipe do disco “reputation” foi para o single “Look What You Made Me Do”, uma resposta da cantora para várias das tretas que acumulou nos últimos anos e, após sua estreia no MTV Video Music Awards, foi preciso que o assistimos váaaarias outras vezes pra catar todas suas referências.

Com direção do Joseph Kahn, com quem Swift trabalhou em clipes como “Blank Space” e “Bad Blood”, o vídeo de “Look” consegue levar a provocação de sua letra para outro nível, enquanto a cantora vai das críticas que recebeu da mídia, público e outros artistas às zoeiras com suas próprias personas, que até se encontram numa das cenas mais icônicas de sua carreira.



Logo no começo do clipe, Taylor Swift já anuncia a morte da sua reputação. A lápide diz “aqui jaz a reputação de Taylor Swift”:

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E ela surge com o mesmo visual de “Out of the Woods”, clipe que encerrou a era “1989”, mas como um zumbi, significando a sua morte - e, consequentemente, volta das cinzas. É uma resposta pra quem pensou que ela havia sido enterrada após todas as confusões que rolaram de lá até aqui.

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Bastante perfeccionista, a antiga Taylor Swift endireita o cemitério ao cantar que não gosta do “seu palco inclinado”. Kanye West usou um palco torto e flutuante na turnê do álbum “The Life of Pablo”, assim como Katy Perry durante sua apresentação no Super Bowl.

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Segundos depois, ainda é possível ver a lápide de Nils Sjöberg, pseudônimo usado pela cantora para a composição de “This Is What You Came For”, do seu ex-namorado Calvin Harris.

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A cena na banheira nos remete a três episódios. O primeiro é porque a cantora está rodeada de diamantes, mas com apenas um dólar. Foi esse o valor que ela recebeu após vencer o processo contra um radialista que a assediou em 2013. O segundo foi uma entrevista dada por ela ao Grammy em 2015, em que ela falou sobre a mídia pintá-la como alguém que fica em casa chorando numa banheira cheia de jóias.

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E o terceiro, com um significado mais pesado, foi o assalto sofrido por Kim Kardashian em outubro de 2016, sobre o qual ela contou ter ficado aterrorizada e sido mantida refém no chão de um banheiro. 

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É ainda nesta cena que ela canta: “eu não gosto do seu crime perfeito, nem da forma que ri quando mente. Você disse que a arma era minha. Isso não foi legal, eu não gosto de você”. O “crime perfeito” seria a gravação que Kim Kardashian fez da ligação entre Kanye West e Taylor, quando o rapper contou para ela sobre a letra de “Famous”, história que a cantora negou até que Kardashian apresentasse as provas.

Taylor Swift está no seu trono e cobras rastejam para servi-la. Essa personagem vem acompanhada de um escrito de Shakespeare que diz “Até tu, Brutus?”, talvez fazendo referência aos nomes que ela acreditava estar ao seu lado, mas só se aproximaram por algum interesse ou a decepcionaram posteriormente.


Ainda no trono, ela aproveita os favores das cobras tomando um chá. “Sipping a tea” também é uma gíria para quando você joga um shade bastante sutil. Os versos cantados nesta hora são sobre ela ter seu próprio “burn book” e checar os seus nomes duas vezes.


O acidente de carro também dá margem para várias interpretações. A mais óbvia se refere a Katy Perry: ela está com um leopardo que ruge em silêncio no carro, segurando um Grammy e, com as mãos, aparentemente simula a franja usada por Katy na era “Witness”.


A cena também lembra bastante o acidente de “Unconditionally”...

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O assédio da mídia, por sua vez, nos remete ao clipe de “Piece of Me”, de Britney Spears, enquanto o Grammy pode ser associado ao ano em que a cantora venceu Kendrick Lamar: uma das poucas vezes em que a imprensa se dividiu quanto ao favoritismo sobre seu trabalho, dando espaço para discussões sobre o privilégio branco.


Quando canta sobre as chaves de um reinado, Taylor aparece presa numa gaiola gigante, na qual só não é privada de seus luxos. Essa poderia ser uma alusão ao tempo que passou fora dos holofotes, como uma forma de descansar a sua imagem passada tantas discussões.


Com uma gangue disfarçada de gatos, a cantora saqueia o cofre da Stream Corporation, fazendo referências às discussões sobre seus trabalhos nas plataformas de streaming. Tanto quando saiu do Spotify, quanto quando voltou, a cantora foi tida como “mercenária”, que estava saindo do serviço para lucrar em vendas e voltando quando percebeu que se tornou um grande negócio.


Numa pose de ditadora, agora Taylor Swift está à frente de uma fabricação em massa de manequins padronizados. Na tela, temos uma chamada para o seu squad, frequentemente criticado pela falta de diversidade.

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Na cena seguinte, a cantora lamenta rodeada de manequins destroçados. Seu squad está acabado.

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Em 2015, uma jornalista do Sunday Times publicou um artigo no qual denunciou o quão exigente era Taylor Swift em relação a sua imagem. No texto, a jornalista afirmava que viveu um dos melhores momentos de sua carreira quando esteve no hall de profissionais queridos pela cantora, até que fez uma crítica negativa para um dos seus shows e passou a ser cortada de inúmeros eventos, além de ignorada por outros jornalistas.

Esse lado mandão da cantora surge na cena em que “a nova Taylor” entra em ação, com seus funcionários se apressando para atender suas exigências.


Bastante criticada por representar uma figura extremamente heteronormativa para a música pop, aqui ela é aclamada por um grupo de dançarinos bastante diverso. Incluindo o também músico e abertamente gay Todrick Hall. Todos usam roupas com estampas que dizem “Eu amo Taylor Swift”, assim como Tom Hiddleston usou uma vez que foi fotografado com a cantora.


Na época, especulavam que os dois não estavam namorando e as fotos teriam sido forjadas para virarem notícia.

No ponto mais alto de uma pirâmide, a nova Taylor parece se vangloriar enquanto diz não confiar em ninguém e, aos seus pés, estão “todas as outras Taylors”. As personagens que ela deixa pra trás incluem vários momentos marcantes de sua carreira, como os clipes “You Belong With Me” e “Shake It Off”, além de eras inteiras, como “Fearless” e “Red”.


Ela atende uma ligação em que procuram pela antiga Taylor. “Ela não pode atender agora. Por quê? Porque ela está morta”, ela diz. A frase resgata a mesma estrutura de “Famous”, de Kanye West, no qual o rapper diz: “Eu acho que eu e Taylor devíamos fazer sexo. Por quê? Eu fiz essa vadia famosa”. E então somos apresentados a versão final dessa transição: uma Taylor Swift sexy, ousada e dançando como nunca antes.


Como uma demonstração da sua força atual, ela casualmente se mostra capaz de erguer duas motos:


E então chegamos na cena do grandioso diálogo entre todas elas, agora reproduzindo muitas críticas que a cantora recebeu ao longo da carreira.

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A Zombie Taylor critica a Taylor de “You Belong With Me”: “não me diga que você está surpresa, isso é tão irritante”. E a Taylor de “Shake It Off” concorda: “não é possível você ficar tão surpresa o tempo inteiro”.

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Fazendo referência a música de Kanye West mais uma vez, a nova Taylor pergunta: “o que essa vadia quer agora?”, e a Zombie Taylor rebate, assim como a cantora fez com o rapper. “Não me chame de vadia.”

“Chega de fazer a boazinha, você é tão falsa”, diz a Taylor de “Red” para a “Fearless”, que chora. E a nova volta a reclamar: “Lá vem ela bancando a vítima. De novo.”

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A Taylor de “Blank Space” pergunta o que a Taylor ‘Socialite’ está fazendo e ela responde: “guardando os recibos, tenho que editá-los depois”. Uma referência aos versos de “Swish Swish”, assim como à gravação de Kim Kardashian, até que a Taylor interrompida por Kanye West no VMA surge com as mesmas falas dela após o clipe de “Famous”. “Eu só gostaria muito de ser excluída dessa narrativa que eu…”

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“Cala a boca”, gritam todas. Icônico.