Nem melhor, nem pior, o novo Fifth Harmony é diferente

O novo Fifth Harmony é bom, assim como o antigo também era

No final do ano, fomos pegos (parcialmente) de surpresa com a saída de Camila Cabello do Fifth Harmony. Meses depois, o grupo anunciou seu terceiro disco, primeiro sem sua principal vocalista, e assim começaram as especulações: seria esse um álbum de despedida ou o que realmente as apresentaria para o mundo? Hoje, 25 de agosto, o "Fifth Harmony" já está entre nós e essas são nossas primeiras impressões sobre o novo debut da girlband. 

O "Fifth Harmony" tem letras poderosas sobre empoderamento e que coloca suas vocalistas como mulheres fortes e decididas. A ideia do disco é mostrar que elas amadureceram e que finalmente estão se encontrando como um grupo. No final, o álbum é bom, mas não impacta. Como o "7/27". Como o "Reflection"

Se a estrutura da girlband não mudou, é na sonoridade que reconhecemos o novo Fifth Harmony. Muito mais R&B do que seus outros trabalhos, inclusive o "Reflection", uma tentativa de ser Ariana Grande e Mariah Carey, o terceiro disco delas bebe de fontes mais atuais, misturando o pop de Skrillex e Poo Bear com referências urban que estão bastante em alta. Também podemos ver uma clara inspiração em The Pussycat Dolls e nas Destiny's Child, o que com certeza é um ponto positivo do material. 

Ao fazermos uma comparação direta com o "7/27", percebemos que Camila Cabello era mesmo o membro mais pop da girlband. O segundo álbum do grupo é essencialmente pop, mas não sabe aonde quer chegar, flertando com todos os ritmos e não soando nada coeso, algo que se reflete na carreira solo da cubana. O "Fifth Harmony", apesar de seus defeitos, como ser o dito "álbum de uma faixa só", em que tudo soa extremamente parecido (e cansativo), ainda assim merece elogios porque finalmente as coloca no rumo certo e trabalha para fazê-las alcançar uma identidade própria. 

Nem melhor, nem pior, o novo Fifth Harmony é diferente.