Esta é uma teoria sobre a treta entre Taylor Swift e Katy Perry terminar no VMA 2017

Taylor Swift não dá ponto sem nó.

Quando vazaram os primeiros rumores sobre retorno de Taylor Swift, disseram que o tema central seria relacionado ao “tempo”. Voltar no tempo, avançar alguma coisa, retomar narrativas? Não sabemos. Mas sabemos que a Katy Perry, inspiração de “Bad Blood”, disse uma vez pelo Twitter: “o tempo dirá a verdade final”.


Corta pra 2017. Após cambalear com alguns singles, Katy lança o disco “Witness”. No mesmíssimo dia, Taylor Swift dá trégua a sua batalha contra as plataformas de streaming e disponibiliza toda a sua discografia no Spotify e afins. Até as versões instrumentais do disco ela lançou, pra vocês terem uma ideia de como estava inspirada.



Eis que, ainda buscando equilibrar a fase do disco “Witness” comercialmente, Katy Perry aceita uma oportunidade de ouro: vai apresentar o VMA, uma das maiores premiações da música pop, e na mesma semana, se prepara também pra estrear o clipe de “Swish Swish”, nada menos que sua resposta pra “Bad Blood”. E quem é que acorda do coma? Sim, a Taylor.



Na contramão da Katy, que esteve mais presente do que nunca nas redes sociais para a divulgação desse CD, tendo feito até mesmo uma transmissão ao vivo de 24 horas pelo Youtube, Taylor optou pelo silêncio. Voltou apagando tudo de todas as suas redes sociais. Uma volta no tempo, aquele que dirá toda a verdade. E, logo depois de Katy soltar uma prévia do clipe de “Swish Swish”, soltou também o que pode ser uma amostra do seu retorno.


Joseph Kahn, diretor de “Bad Blood”, que ironizou a letra de “Swish Swish” na sua estreia, já correu pra compartilhar o vídeo da Taylor. Alguns segundos com um animal peçonhento. É uma cobra, como os emojis que tomaram conta das menções a Taylor? Um crocodilo, quem sabe? Ou, no clima de “Game of Thrones”, um dragão? Sei lá. É um vídeo misterioso, que dá início a esse novo momento. Dá início ao relógio.


VMA tá aí. E a Taylor ama o VMA.

Foi nessa premiação que ela “fez as pazes” com Nicki Minaj, logo após uma discussão sobre empoderamento feminino e o racismo por trás do boicote de “Anaconda”. Fico desconfortável com essa apresentação até hoje.



Foi nessa premiação que, anos após ser interrompida por Kanye West, que acusou o privilégio branco sobre a vez em que ela venceu Beyoncé, Taylor subiu ao mesmo palco para homenageá-lo e vê-lo receber o título de artista vanguarda. Outro momento que ainda me embrulha o estômago.

E aposto várias fichas que será nessa premiação que ela retomará essa história. Com Katy Perry como a anfitriã. Tudo o que a MTV precisava para uma edição em que compete com a final da série mais comentada do momento.



Mas tem algo errado nessa conta. O VMA desse ano tá todo político, na medida do possível. Abriram mão das categorias separadas por gênero, por exemplo, e até mudaram o nome do “Moonman”, que agora se chama “Moonperson”. O quão controverso seria darem palco para uma disputa feminina que já se estende por anos? Ou, melhor, seria essa a oportunidade dessa história finalmente ter um ponto final?

Como a Katy nos avisou, só o tempo nos dirá. Vocês são testemunhas.