Esse é um post de agradecimento à Kesha pelo "Rainbow" e por não ter desistido

A motherfucking woman.

Não foi fácil, mas Kesha conseguiu. Hoje, 11 de agosto, finalmente podemos escutar o "Rainbow", álbum que reflete as experiências que a cantora viveu nesses últimos anos: a depressão, o transtorno alimentar e a necessidade de se ver livre da presença de um homem abusivo. 

Travando uma batalha judicial para quebrar o contrato que assinou aos 18 anos de idade com Dr. Luke, Kesha pôde gravar seu novo disco com diferentes colaboradores e sem a presença do produtor, ainda que não esteja livre dele: os lucros sob seu trabalho são dele e de sua gravadora, a Kemosabe Records. O cara continua tendo influência sobre a carreira dela a ponto de ter que aprovar tudo que ela lança – como foi o caso de "Praying", música que serve como uma resposta a ele e a toda essa situação. 



Mas Kesha não desistiu, não se calou e, ainda que não esteja totalmente livre, fez o que pôde com a sua meia liberdade e lançou um dos melhores disco de 2017. "Rainbow" é uma evolução do que já vimos a americana fazer e é também seu momento mais autêntico. Com letras sobre superação do passado, empoderamento feminino, autoaceitação e amor próprio além de, claro, os bons e velhos relacionamentos, a cantora entrega um material que, ao fim, nos faz pensar o quão injusto foi esse talento estar preso por quase cinco anos. 

Abrindo o disco, temos "Bastards", uma das melhores canções do registro. Contextualizando de primeira o trabalho, Kesha fala para que não nos deixemos abater pelas pessoas ruins que cruzam o nosso caminho. Em "Let 'Em Talk" a temática é a mesma, só que mais raivosa e rockeira, afinal, é uma parceria com o Eagles of Death Metal. A busca pela superação atinge seu ápice na faixa título, uma das melhores – se não a melhor –  do CD. 



Entre as músicas já lançadas, como a balada poderosa e que só faz subir no iTunes US, "Praying", nossa favorita é "Woman", faixa divertida (as risadas da Kesha, gente!) onde, mesmo tendo sido abusada sexualmente e psicologicamente, a hitmaker grita pra quem quiser ouvir que ela é um mulherão da porra e que não precisa de ninguém. 

O disco termina com "Spaceship", música onde Kesha mostra sua influência country que permeia todo o trabalho, como em "Hunt You Down" e em "Old Flames (Can't Hold a Candle To You)", parceria com a Dolly Parton, e canta sobre a vez que, segunda a própria, estava completamente sóbria e sem nenhuma substância alucinógena em seu corpo quando viu discos voadores. Quem sabe? In Kesha we trust

Obrigada, Kesha, pelo "Rainbow", por não ter desistido e por nos inspirar todos os dias. Esse momento é seu! <3