Se você não achar "Guardiões da Galáxia Vol. 2" incrível, você viu errado; veja de novo!

A gente não acredita que James Gunn reinventou o space opera.

James Gunn inventou o space opera com "Guardiões da Galáxia" em 2014, isto todo mundo sabe, né? O cara trouxe um filmão foderoso de maravilhoso que se passava todo no espaço e conseguiu fazer com que um grupo desconhecido de personagens dos quadrinhos se tornassem top da bala, gatos do rolê. Entretanto, você sabia que o diretor conseguiu se superar na sequência, o "Volume 2", reinventando o gênero?

"Guardiões da Galáxia Vol. 2" chegou aos cinemas na última semana e reúne novamente Senhor das Estrelas (Chris Pratt), Gamora (Zoë Saldaña), Rocket Raccoon (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel) e Drax (Dave Baudista) em uma nova aventura que celebra a família de uma forma incrível — você quer, "Velozes 8"? 

Não vamos mentir, o roteiro é bem ordinário, mas tenta ao máximo não soar repetitivo para dentro do gênero e seu universo inserido. Mais uma vez James Gunn consegue trazer um filme quase desprendido do Universo Cinematográfico Marvel, algo muito bem-vindo visto que, seremos sinceros, é um saco ter sempre estas ligações entre uma produção e outra. Claro, isto acontece de maneira absurda em uma das 452 cenas pós-créditos, mas não temos aquela necessidade gritante de interligar tudo durante o play. É um longa para curtir e se divertir sem a preocupação de ter visto o filme anterior do UCM.

Gamora e sua turma são talvez um dos maiores atrativos da produção. Já no primeiro filme tínhamos uma química maravilhosa entre os personagens. Agora nesta sequência vamos além. Por já estarmos envolvidos com os personagens por conta do primeiro filme, se torna fácil se envolver ainda mais neste. Além da empatia, a trama de cada um deles (ou entre eles) nos faz com que nos aproximemos mais dos mesmos, tornando também seu desenvolvimento ainda mais profundo. 

Um ponto interessante a ser relevado, é como cada personagem é tão único em meio a tantos, com suas personalidades tão fortes. O destaque fica para a estranhamente simpática Mantis, interpretada por Pom Klementieff, um adicional que hoje não conseguimos ver sem. Parecida até certo ponto com o personagem de Dave Bautista, ela ganha todos com sua inocência e fofurinha — calma, Groot, ainda te amamos.

O humor novamente é certeiro. Como esperado, a produção usa e abusa do nenis Groot. O personagem surge como alívio cômico em momentos inesperados, inclusive na sequência de abertura, que é praticamente toda dedicada ao personagem. Drax também não fica para trás; por falar sem ao menos pensar no que está dizendo ele se torna o motivo de várias gargalhadas. Também não podemos esquecer de Mantis que rouba a cena inúmeras vezes.

Indo pelos aspectos técnicos, "Guardiões 2" ganha muitos pontos. Se em "Doutor Estranho" ficamos encantados com as inúmeras cores jogadas em tela, aqui não é diferente, visto que o filme também é super colorido, mesmo se apoiando boa parte da trama em tons amarelados. Apoiado em efeitos visuais foderosos, a fotografia nos proporciona sequências belíssimas. Por fim, a trilha sonora é outro acerto; deixamos as canções agitadas lá no primeiro filme, e ganhamos músicas que contribuem para o dosado tom dramático da produção. 

Com roteiro bem amarrado, um grupo de personagens com uma química e simpatia excelentes, um humor pontual e aspectos técnicos dignos de serem reconhecidos pela Academia, "Guardiões da Galáxia Vol. 2" se torna a melhor produção da Marvel até o momento, e se você não o achar incrível, você viu errado; veja de novo. Brincadeira, mores.