Distopia e realidade se confundem no novo clipe de Katy Perry, “Chained To The Rhythm”

“Jogos Vorazes”, “1984” e “Admirável Mundo Novo” são algumas das referências visuais do novo clipe da cantora.

Katy Perry acabou de lançar o clipe do seu novo single, a parceria com Skip Marley em “Chained To The Rhythm”, e o vídeo, dirigido por Mathew Cullen, é tão cheio de referências, que poderíamos passar o dia falando só dele e cada um dos seus detalhes.

Assim como a canção, “Chained To The Rhythm” faz uma crítica não só ao governo dos Estados Unidos, como também ao conformismo da sociedade sobre os problemas que, aparentemente, não a atingem, tratando do sexismo, belicismo, superficialidade das redes sociais, política contra imigrantes, entre tantas outras coisas.

O clipe acontece no parque Oblivia, um convidativo universo paralelo, no qual você esquece dos seus problemas, e o visual colorido pode ser facilmente comparado à Capital de “Jogos Vorazes”, enquanto a intercontextualidade também alcança obras como “1984”, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Huxley, principalmente quando a cantora é despertada por Skip Marley, que sai de uma televisão gigante, tentando se desvencilhar do ciclo vicioso que aliena todos ao seu redor. Todas as histórias são distopias facilmente confundíveis com nossa realidade.

Donald Trump, referenciado de forma implícita nos versos de Marley, que é um imigrante jamaicano, também é lembrado em alguns momentos, como quando um brinquedo lança um casal negro para fora de uma grande cerca.

“Chained To The Rhythm” foi produzida por Max Martin e co-composta pela australiana Sia, embalando dentro de uma proposta pop uma crítica implícita, controversamente divertida e, claro, mais do que necessária para o contexto atual. Estamos bastante orgulhosos, Katy!

Seja muito bem vindo à Oblivia: