O segundo disco de Jullie, “Até o Sol”, soa como uma mistura de Sandy com Lana Del Rey

Quase oito anos após seu álbum de estreia, a cantora Jullie está de volta com uma proposta diferente e amadurecida em seu novo disco.

Se um ano já é o suficiente para mudarmos muito de nossos gostos, pensamentos e valores, quem dirá oito, e foi esse o tempo que separou o álbum de estreia da cantora Jullie, o pop e chiclete “Hey!”, do seu novo e recém-lançado material, “Até o Sol”.


A brasileira havia reconquistado os fãs brasileiros de música pop em 2013, quando lançou, sob o selo Deckdisc, o EP “Gasolina”, mas por conta das dificuldades em se manter como um artista pop no Brasil, bem como a frequente recusa do público nacional ao gênero cantado em português,  tirou um tempo para se dedicar aos outros projetos e compor novas canções, apresentando agora o resultado desse trabalho.

Revelado na última sexta-feira, o disco “Até o Sol” vem na contramão do pop radiofônico e chiclete dos seus trabalhos anteriores, mostrando não só o reflexo da sua redescoberta musical nesse meio tempo, como também um claro amadurecimento nas suas composições, bastante distantes dos versos acessíveis do outro álbum e EP. Sua capa foi ilustrada pelo artista plástico Franco Kuster.

“Até o Sol”, sua faixa-título, começa quase acústica, crescendo para um refrão apoteótico, semelhante ao que conhecemos da banda islandesa Of Monsters and Men. “Olá”, que nos encanta por seus vocais, traz um ponto de equilíbrio entre Sandy e a dupla brasileira Anavitória, enquanto “Filtro dos Sonhos” soa como o que Lana Del Rey faria se tivesse algum contato com a MPB.

Primeira música revelada do projeto, a folk-pop “Tão” encerra o disco, ditando um tom dançante, ainda que simplista, para a despedida de todo o material.

Ouça “Até o Sol”: