E se Kanye West realmente se candidatar à presidência dos EUA em 2020?

De certo, ninguém realmente esperava que Donald Trump se tornasse vitorioso nas eleições para a presidência dos Estados Unidos e, como já sabe, isso aconteceu. Mas enquanto muitos já se abraçam a desesperança, por conta dos discursos de ódio defendidos pelo ex-apresentador do reality show “O Aprendiz”, outros se apegam ao que o futuro pode nos reservar, e isso inclui uma provável candidatura de Kanye West, em 2020.


Como você deve se lembrar, durante seu discurso no MTV Video Music Awards 2015, ao receber o prêmio ‘Michael Jackson de Artista Vanguarda’, o rapper Kanye West afirmou que iria tentar a sua chance na presidência dos EUA e, até então muitos ainda viam a declaração do cara como uma brincadeira, mas se teve uma coisa que a eleição de Trump provou, é que não devemos duvidar de mais nada e, por conta disso, eis que surgiu a dúvida: seria o rapper um bom presidente?

Para responder essa pergunta, reunimos então algumas pautas que julgamos necessárias para o bom desempenho de um presidente, principalmente falando de uma potência como os EUA, e aqui está o nosso veredito.


Black Lives Matter

O carro-chefe da campanha de Kanye West para presidência provavelmente seria contra a violência policial aos negros americano, pautada pelo movimento apoiado pelo rapper e outros artistas, Black Lives Matter. 

Numa entrevista para a BBC’s Radio 1, o rapper de “Famous” afirmou: “Nós fechamos nossos olhos... Fechamos nossos olhos para as 500 crianças que são mortas em Chicago por ano, fechamos os olhos para o fato de que houveram sete tiroteios policiais no começo de julho... Fechamos os olhos para lugares do mundo em que não vivemos – tipo, nossa vida está bem, mas está tudo bem quanto a vida de outras pessoas não estarem bem?”.

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Em suas músicas, incluindo os trabalhos com o disco “The Life of Pablo”, Kanye West também discute bastante sobre racismo. Se tratando desse último álbum, o rapper chegou a pedir, pelo Twitter, pra que publicações escritas por brancos, como Pitchfork, Rolling Stones e New York Times, poupassem seu tempo e opiniões sobre suas canções. 
“Eu amo, amo pessoas brancas, mas vocês não entendem o que significa ser o bisneto de um ex-escravo e ter chegado tão longe.”

Ele daria apoio aos LGBT+

A comunidade LGBT+ americana nunca recebeu tanto apoio de um presidente como aconteceu com Barack Obama, mas enquanto pode estar prestes a vivere um pesadelo com Donald Trump, as coisas estariam sob controle com Kanye West.

Desde 2005, quando ainda promovia seu segundo disco, “Late Registration”, o rapper se mostra crítico à homofobia presente no hip-hop e, ao longo dos anos, falou bastante sobre a forma como busca não reproduzir esses discursos preconceituosos.

Na biografia “Kanye West: God & Monster”, tem uma declaração em que Kanye West explica: 
“Quando você vai para o ensino médio e você não costumava ficar na rua, não tinha a figura de um pai ou não ficava por aí o tempo todo com ele, você vai agir como quem? Você vai agir como a sua mãe. Daí, todos na escola ficavam como, ‘Ei, você parece um viadinho. Você é gay?’”.

O rapper conta então que ter sofrido bullying na época da escola, fez com que visse a homossexualidade como algo pejorativo e, desta forma, se tornado homofóbico. “Quando você vê algo que não quer ser, porque há uma grande conotação negativa sobre isso, você tenta tanto se afastar disso, que me tornei homofóbico nesta época em que estava na escola. Para qualquer um que era gay, eu dizia tipo ‘yo, fica longe de mim!”.

E conforme passou a se dedicar à arte e, posteriormente, ao rap, viu as coisas não mudarem muito. “Era como se eu corresse atrás de um modelo de masculinidade que estava o tempo todo na minha frente. Eu usava a palavra ‘viado’ e sempre desprezava os gays.”

As coisas só mudaram mesmo quando Kanye descobriu que seu tio era gay: “Eu o amava, ele é um dos meus tios favoritos. (...) E neste momento, eu percebi, ‘ele é meu tio, eu o amo e tenho discriminado gays.”

“Eu acho que isso deveria ser dito como um elogio”, brinca Kanye. “Tipo, ‘Cara, isso é tão que está quase gay.’ (...) Mas todo mundo no hip-hop discrimina as pessoas gays... E eu só queria ir na TV e dizer aos meus rappers, contar aos meus amigos, ‘Pô, parem com isso, manos!’”.

Kanye West também é amigo e grande fã de Frank Ocean, e afirmou, quando o cantor revelou ser gay: “Pessoas que quebram estereótipos fazem história.” Além de, segundo Caitlyn Jenner, ter sido o responsável por ajudar Kim Kardashian a compreender e aceitar o seu processo de transição.

E também estaria ao lado dos imigrantes...

Além de, obviamente, ser uma pessoa horrível, Donald Trump pensa em medidas extremamente xenofóbicas sobre os imigrantes nos EUA, com projetos como a construção de um muro que inviabilize a entrada de pessoas pela fronteira com o México, entretanto, Kanye West também poderia fazer algo sobre isso.

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Em 2010, o rapper chegou a convocar outros músicos para boicotar Arizona, após uma controversa lei que prejudicaria imigrantes. Pelas redes sociais, Kanye comparou seu protesto com o movimento Montgomery Bus Boycott, de 1955, no qual ativistas começaram uma campanha contra a política de segregação racial nos transportes públicos de Montgomery, em Alabama, afirmando: “E se nós assinarmos juntos uma carta, dizendo ‘nós não vamos concordar, nós não vamos tocar  no Arizona. Vamos boicotar Arizona?!”.

Sua primeira dama seria Kim Kardashian (!)

Assim como muitas pessoas cogitaram deixar os EUA após a eleição de Donald Trump, não ficaríamos surpresos em ver todos voltarem por conta de Kim Kardashian.

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Os últimos anos foram ótimos para a modelo, que calou a boca dos que duvidavam do seu potencial, enquanto se mostrava, entre outras coisas, uma grande empreendedora, fazendo do seu nome a marca que todos gostariam de contratar, e tê-la como a primeira dama dos Estados Unidos significaria muitas selfies na Casa Branca, o que, definitivamente, todos gostariam de ver, não é mesmo?

Os EUA teriam o primeiro presidente realmente viciado no Twitter

As redes sociais foram um ótimo canal de comunicação entre Obama e seu eleitorado mais jovem, incluindo até mesmo um perfil oficial do presidente no Spotify, mas, embora não utilize o Facebook, Kanye West poderia facilmente manter essa conduta, acrescentando ainda plataformas como o Tidal.


O Twitter, entretanto, seria o foco do rapper, que já utiliza a rede social o tempo todo naturalmente. Enquanto músico, Kanye West utiliza o site para dividir boa parte dos seus processos de criação, além de, publicamente, tocar por lá diversas discussões com outros usuários e artistas, de forma que daria sequência a mesma transparência ao se tornar presidente.

Legalização da maconha

Quando se fala da legalização da maconha, muitos enxergam a posição dos que apoiam como  uma mera maneira de liberá-la apenas para o uso próprio, mas, por trás dessa reivindicação, está uma importante forma de avançar um mercado que já existe, além de, por meio da legalização, cessar de vez o tráfico, responsável pela morte de muitos jovens na periferia.

Kanye, durante o mesmo discurso em que anunciou sua candidatura, confessou em rede nacional ter usado a droga para relaxar um pouco, o que nos leva a crer que também apoiaria sua legalização.

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O único problema seria a economia

Por mais que faça muito dinheiro com sua música, além de investimentos como sua linha de roupa, Kanye West já demonstrou ser um pouco desorganizado quando a missão é cuidar de suas finanças e, pensando num país como os Estados Unidos, isso talvez se tornasse um problema.

Neste ano, por exemplo, o rapper protagonizou um episódio verdadeiramente desesperador, no qual usou seu Twitter para pedir publicamente US$1 bilhão ao dono do Facebook, Mark Zuckerberg, para seus investimentos e acerto de dívidas. O criador da rede social, por sua vez, se limitou a curtir uma publicação em que o ex-engenheiro de seu site sugeriu: “Querido Kanye West, se você vai pedir um bilhão de dólares ao CEO do Facebook, talvez não devesse fazer isso pelo Twitter.”


Mas, vamos lá, estamos certos de que esse problema com a economia pode facilmente ser resolvido com alguns conselhos de Kim Kardashian, que, ao contrário do marido, tem cuidado muito bem do seu dinheiro.

Por fim, não podemos encerrar esse post de outra forma, senão com esse vídeo maravilhoso, feito por um perfil do Twitter que, desde já, começou sua campanha a favor de Kanye West para 2020:


A concorrência será dura para Donald Trump. Yes, we Kanye!
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