A versão estendida de "Esquadrão Suicida" é quase o filmão da porra que tanto queríamos


"Batman VS Superman" veio com a função de estabelecer e expandir o universo da DC Comics no cinema. Entretanto, o que vimos nas telonas foi um material muito mal executado e uma montagem que deixa a desejar, porém com personagens interessantes. Foi só com a sua versão estendida, apelidada de "Ultimate Edition", que pudemos ver todo o seu potencial. Com "Esquadrão Suicida" não foi diferente.

O filme começa idêntico ao que vimos no cinema. A primeira meia hora que parece um grande clipe que destoa completamente do tom imposto nas cenas seguintes continua lá. A sensação de ver dois filmes num só também, mas o carisma dos personagens e sua construção no decorrer dos dois últimos atos fazem com que esqueçamos daquele começo desconexo. Falando assim, soa bem similar a versão do cinema, não é mesmo? Mas a versão estendida vai além.

A personagem de Margot Robbie, Harley Quinn se torna, novamente, o grande atrativo daqui. Porém, esqueça pontos sub-entendidos da primeira versão. Aqui acreditamos que ela é realmente só uma peça do Coringa (Jared Leto) e que sua relação com o mesmo é problemática e abusiva. A romantização do casal morre com um maior número de cenas que visam explorar o passado da personagem. Não vemos a hora de termos ela se libertando do Coringa numa produção futura — quem sabe em seu filme solo.

Por falar do personagem, até aqui ele se prova apenas como um elemento para estabelecer a Arlequina. Só. E isto é ótimo! Não há necessidade de usar e abusar de um vilão tão icônico simplesmente por ele ser quem ele é numa trama que não tiraria proveito algum de sua participação. Deixem o Coringaleto para um filme futuro do morcegão para vermos toda sua potencia real.

Surpreendentemente, a dinâmica do grupo se torna mais atrativa. Boa parte das cenas adicionais nesta versão envolvem o grupo como um todo com a necessidade de mostrar que, apesar das diferenças, uns se importam com os outros ainda que da maneira deles. A cena do bar, agora maior e melhor, é um ótimo exemplo disto.

Apesar da montagem da versão estendida não destoar tanto da versão dos cinemas, a sensação que temos é que a produção caminha melhor com as cenas novas. Mesmo que poucas, conseguem fazer uma diferença gritante e estabelecer aquilo que deveria ter sido estabelecido. Porém, algumas coisas continuam grotescas e não era de se esperar que fossem melhoradas nesta versão.

Cara Delevingne é péssima como vilã. O problema vai além da atriz e sua atuação duvidosa. A partir do momento em que estabelecem a Magia como uma grande ameaça, ainda mais com o famigerado raio azul (risos), é impossível crer que o problema não chegue até os ouvidos de algum herói. Ela quer dominar o planeta Terra e ninguém. fica. sabendo. disso. Ponto negativo para o roteiro.

Enfim, os minutos adicionais se tornam drásticos para o longa, mudando-o quase por completo. Com as novas cenas, o ritmo é outro e o saldo final é bem mais positivo apesar de alguns erros permanentes. A versão estendida de "Esquadrão Suicida" é só mais uma prova de que a DC em conjunto com a Warner precisa urgentemente confiar em seus diretores para que eles possam entregar o material desejado. Em outras palavras, um filmão da porra.

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