Já ouvimos: em seu novo disco, “Lady Wood”, Tove Lo quer marcar o seu nome no pop

Você demora para perceber, mas quando nota, já está acompanhando o ritmo com alguma parte do seu corpo, naquela dança tímida. Essa é a nova Tove Lo.

“Lady Wood”, segundo álbum da cantora sueca, que conquistou o mundo com o hit “Habits”, do CD “Queen of the Clouds”, será lançado nesta sexta-feira (28), mas contou com uma audição exclusiva em São Paulo na última quarta, 26, e aqui estão nossas primeiras impressões.

No geral, os singles “Cool Girl” e “True Disaster” falam muito sobre a direção que a sueca segue nesse novo trabalho: o CD é composto por músicas com a entrada lenta, sob poucos acordes, que somem e reaparecem, até que seus vocais deem forma para as batidas constantes, atingindo um refrão quase em acapella, acompanhado por frase chiclete e toda ritmada. Todas seguem a mesma repetição.



Seguindo essa linha, “Lady Wood” deixa a impressão de que Tove Lo acredita ter encontrado a fórmula para o sucesso, num conjunto que, facilmente, poderia ser confundido com o disco do último DJ do momento, que emplaca vários hits sem que você sequer perceba quem está cantando-os.

Mas as novidades são mais animadoras do que parece: em relação ao disco anterior, “Lady Wood” apresenta muitas melhoras, dos arranjos às letras, agora mais maduras, que formam uma história na cabeça de quem as ouve, como se todas estivessem dentro de um clipe – o que talvez explique a chegada do curta “Fairy Dust”, que fará o visual do álbum.



Numa primeira audição, as faixas que mais chamaram nossa atenção, com exceção dos singles “Cool Girl” e “True Disaster”, foram “Don’t Talk About It”, “Keep It Simple” e a parceria com Joe Janiak em “Vibes”, sendo essa última uma das propostas mais diferentes do álbum, guiada por acordes de violão, embora mantenha os ares eletrônicos desse trabalho.

“Lady Wood” estará disponível na íntegra na meia-noite desta sexta-feira (28) pelo Spotify.
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