Entenda porque a Logo TV vai “censurar” todo o seu conteúdo LGBT

Enquanto o momento que o Brasil tem passado não é nada bom para os LGBTs, com pautas retrógradas no Congresso, deputados conservadores, pessoas usando a religião como desculpa para destilar seus preconceitos e um cenário político catastrófico; lamentamos o atentado que aconteceu em Orlando e suas 50 mortes, causadas apenas pela intolerância.

Motivados pelos projetos anti-minorias que tramitam pelo Congresso dos EUA e pelo lastimável fato da intolerância ainda existir, a Logo TV, uma emissora gay de lá, também responsável pela produção e exibição de "RuPaul's Drag Race", vai censurar seu conteúdo LGBT no chamado Day of Disruption (ou Dia de Interferência, em português), como parte do Global Ally Project.

A programação dos caras nesse dia começaria logo às 10h00 com uma maratona de "RuPaul's", mas, ao invés dos episódios normais, teríamos as roupas de todos os gays, lésbicas, transexuais e travestis pixelados, seus rostos com tarjas e os discursos pró-minorias substituídos por beeps. O conteúdo seria censurado de maneira similar no site da emissora, em suas redes sociais e no NewNowNext.com.



Ao longo do dia, haveriam debates sobre tolerância e a vida em países extremistas, como a Rússia. A programação seria fechada pelo documentário "Out of Iraq", que mostra um soldado iraquiano e um tradutor de curdo (língua oficial do país) a serviço dos EUA que se apaixonam, em meio à discriminação, violência e mortes.

A parte chata disso é que a Viacom decidiu adiar o projeto, para que a Logo foque no massacre de Orlando, trazendo notícias e programas para confortar os atingidos pela tragédia. De qualquer maneira, entendemos o motivo da mudança de data e estamos ansiosos para conferir o Dia da Interferência.

Por fim, ainda falando sobre a Pulse, gente queria destacar o discurso da ganhadora da última temporada de "RuPaul's", Bob The Drag Queen, em memória às vítimas do atentado e em nome do orgulho LGBT:


No discurso feito no Capital Pride, em Washington, Bob fala que as pessoas terem ido ao evento, mesmo com medo, já representa uma vitória. No trecho, ela ainda defende que devemos nos divertir e celebrar o orgulho, ao invés de se abater. É bacana lembrar que a drag sempre foi uma grande ativista, até já tendo sido presa por isso.
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