O clipe de “Team” evidencia o óbvio: como rapper, Iggy Azalea é uma ótima cantora pop

Iggy Azalea conseguiu virar o jogo para o lado dela com “Team”. Se a era “Digital Distortion” começou mal com toda a confusão que foi “Pretty Girls”, com a Britney Spears, neste primeiro single oficial, a australiana nos prova algo que já era inquestionável: ela se encaixa muito bem no que se propõe quando se aceita como uma artista pop.

Nessa quinta-feira (31), Azalea competiu a atenção da internet com os novos clipes de Rihanna e Ariana Grande, nos entregando o produtão pop que provavelmente esperávamos dessas outras duas, com uma fórmula que faz sua música nova parecer bem mais comercial do que pensávamos. A última vez que ela conseguiu um efeito assim foi com seu maior sucesso, “Fancy”, ao lado da Charli XCX.

Com a mesma grandiosidade que rodeia toda sua videografia, o clipe de “Team” traz referências do filme “A Ilha”, do Michael Bay, e começa a traçar parte da identidade visual da era “Digital Distortion”, visto que, na trama de Iggy Iggz, seus clones aparecem “digitalmente distorcidos”, como a capa do seu single já sugeria.

Por trás de toda a aventura, entretanto, há uma história simples, dela tentando viajar com algumas latas de tinta para marcar território com todo o seu bonde, o seu time, ainda que, na canção, afirme só precisar dela pra fazer as coisas funcionarem.

Não olha pro lado, quem tá passando é o bonde da Iggy Azalea:



Que foda! E a música gruda fácil, né? Todo o visual futurista, emprestado da produção de Michael Bay, também nos lembrou do “Bad Blood”, da Taylor Swift. Não seria nada ruim se a música repetisse o sucesso dessa outra também.

Inevitavelmente envolvida em questões sobre a apropriação cultural e racismo, é inegável que os melhores momentos da carreira de Azalea foram quando ela se assumiu uma artista pop. O bollywoodiano “Bounce” é, de longe, um dos seus melhores clipes, ao lado da parceria com o T.I. no maravilhoso “Change Your Life”, enquanto os vídeos dos seus maiores sucessos beberam e muito da cultura pop cinematográfica, com referências que vão de “As Patricinhas de Beverly Hills” ao “Kill Bill”.

Em “Team”, a faceta pop de Iggy também é evidenciada pelo fato dela estar cantando mais do que rimando, assim como fez em “Pretty Girls”, com a Britney, e isso já descarta o trabalho dela contar com participações especiais em todos os seus principais singles, como aconteceu com o disco de estreia “The New Classic”. Sem falar que, enquanto deve como rapper, ela promete ainda render bastante como cantora e, cá entre nós, a indústria pop anda precisando de alguém disposta a virá-la de cabeça para baixo.

Seguindo uma estratégia de divulgação semelhante ao que Justin Bieber fez com as músicas do disco “Purpose”, incluindo o hit “Sorry”, e, antes dele, já era corriqueiro no mercado do k-pop, Azalea estreou seu novo single com um vídeo de dança. Ela não participa, mas o que não faltam são carões e muitos passos ao som do seu provável novo sucesso:



“Digital Distortion” tem previsão de lançamento para junho desse ano e, segundo a própria australiana, não deve ganhar novos singles até que esteja oficialmente entre nós. Sobrando, desta forma, as canções “Pretty Girls” (pode contar com ela, né? RS), “Azillion” e “Team” para satisfazer a nossa ansiedade até lá. Em entrevistas, Iggy tem falado bastante em possíveis parcerias e, até aqui, mencionou o nome de cantoras como a Kesha e Lorde. Será que teremos alguma surpresa pela frente? Fode mais que tá pouco, nova Tupac!
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