Kesha não está livre: cantora perde processo contra Dr. Luke e continua presa ao seu contrato

Nem toda a pressão pública e de grandes artistas da atualidade contribuíram para a briga judicial da Kesha e o produtor Dr. Luke, com quem está presa a um contrato e acusa de abuso sexual e psicológico.

Nesta semana, o Supremo Tribunal de Nova York finalmente deu o seu parecer sobre o caso e, infelizmente, derrubou todas as acusações do processo de Kesha, mantendo-a, sendo assim, presa dentro do mesmo contrato com o produtor que a revelou com o hit “Tik Tok”.

As principais bases para a decisão do tribunal, como esperadas, são as faltas de provas para as acusações de Kesha que, infelizmente, teve como principal fonte do seu processo declarações próprias e, apenas piorando a sua situação, a questão temporal também foi questionada, visto que os abusos denunciados pela cantora aconteceram entre 2005 e 2008 e, seguindo as leis americanas, “perderam a validade” ao ponto de serem inválidos para o processo atual. Eles poderiam levá-los em conta se esse processo tivesse ganhado vida em 2013.

De maneira bastante preocupante, a conclusão do processo explica que as ações abusivas de Dr. Luke não foram motivadas por questões de gênero, como propunha Kesha, e, ainda generalizando, garantem que nem todo abuso sexual ocorre por essa razão.

Sem grandes avanços pela frente, o que Kesha tem em mãos é a garantia de que pode trabalhar com outros produtores, mas terá que lançar esses materiais com a gravadora de Dr. Luke, que também terá influência quanto ao seu processo de divulgação, escolha de singles, distribuição, entre outras coisas.


Pelo Instagram, pouco antes da decisão ser revelada, Kesha afirmou que recebeu uma proposta de Dr. Luke: se desmentisse todas as acusações, teria sua tão desejada liberdade. A californiana, entretanto, garantiu preferir arruinar sua carreira à mentir pelo bem do produtor mais uma vez.

Nesse ano, a campanha criada pelos fãs, “Free Kesha”, ganhou o apoio de inúmeras cantoras que se sensibilizaram com a causa de Kesha, incluindo nomes da própria Sony Music, como Adele e Kelly Clarkson, além de outras como Lady Gaga, Taylor Swift e produtores como Jack Antonoff e Zedd.

A gente espera que essa história não acabe por aqui. :(
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