Stream: “Slay Z” é a prova de que Azealia Banks pode fazer bem o tipo de música que ela quiser

Azealia Banks promete, ela cumpre. A rapper usou seu Twitter pelos últimos meses pra falar sobre a mixtape “Slay Z”, que começou como um projeto de covers do rapper Jay Z e evoluiu para um alter-ego no qual ela explora os mais variados lados de sua musicalidade, e após dar um tempo na rede social, ela voltou com o que seus fãs queriam: as músicas novas.

Com uma capa em que a novaiorquina posa com os seios à mostra, “Slay Z” ganhou a internet, inicialmente, por conta do vazamento de um dos seus produtores, mas bastaram alguns instantes para Azealia Banks dar o ar de sua graça e, de quebra, o download gratuito do seu novo trabalho, que só será lançado oficialmente nas plataformas digitais quando ela finalizar seu novo clipe, para o single carro-chefe “The Big Big Beat”.


Sua nova mixtape é grandiosa em todos os sentidos. Por mais que explore sua sonoridade de uma forma mais ampla e controversamente radiofônica, “Slay Z” é uma versão aperfeiçoada de muito do que Azealia Banks já fez e o que ela andou dizendo que podia fazer também, como quando afirmou, pelo Twitter, que era capaz de reproduzir o que nossas divas favoritas sabiam. 



“Nós podemos começar um tumulto”, ela canta em “Riot”, que abre o material. A parceria com a Nina Sky é uma das mais comerciais desse trabalho, totalmente levada por sintetizadores e uma batida pulsante, também acompanhada do seu refrão cantado quase que em coro ao fundo. 



A agilidade de “Skylar Diggins” nos lembra da razão de Azealia Banks ser uma das melhores mulheres do rap atual. A música é introduzida por sintetizadores crescentes e, chegando em seu refrão, explode num hip-hop agressivo, como muito do que vimos no disco de estreia da própria, “Broke With Expensive Taste”.



Aqui ela nos lembra a Nicki Minaj, principalmente nos versos em que engrossa a entonação da sua voz, mas é Azealia e sua “Big Talk”. Rick Ross, que participa da faixa, traz de volta os versos que deveriam fazer parte do seu remix para “Ice Princess”, barrado pela gravadora, e soma ainda mais peso para a produção, que é uma das poucas realmente funcionais para as rádios de hip-hop.



É desafiando a si mesma que Azealia Banks nos mostra mais uma de suas facetas na envolvente “Can’t Do It Like Me”, inicialmente composta para o “ANTI”, da Rihanna. A música é bem dançante, mas sem cair totalmente para o eletrônico, soando como uma faixa em potencial pra suceder o sucesso de “212” que, até aqui, é o seu maior hit. E o mesmo se repete com “The Big Big Beat”, o primeiro single da mixtape. Agora mais próxima do que já conhecemos de Banks, “Big” é uma boa forma dela nos mostrar seu amadurecimento, visto que se encaixa nos seus trabalhos anteriores, mas com melhorias que só poderíamos escutar na sua música atual. Se tocar numa balada, ninguém fica parado.



“Used To Being Alone” é uma das melhores músicas do ano até aqui. Pronta para surpreender qualquer ouvinte, seja ele fã do seu trabalho ou não, Azealia Banks traz uma faixa emotivamente feita para nos colocar pra dançar, com uma progressão também utilizada pela Iggy Azalea em “My World” e, no Brasil, pela MC Mayara. Sim. Os vocais em seu refrão foram nossa maior surpresa, principalmente pela maneira grandiosa em que são apresentados, nos lembrando bastante daquele dance dos anos 90.



E por mais que “Used To Being Alone” nos lembre do dance noventista, é em “Queen of Clubs” que ela cria uma verdadeira pista ao nosso redor. Nesta música, Azealia Banks encarna por completo a rainha da noite e, enquanto flertava com o pop em “Riot” ou “The Big Big Beat”, se casa de vez com as rádios, de uma maneira ousada demais para as próprias estações. A forma como esbraveja a ponte para o seu refrão nos faz pensar no quanto essa música ficaria maravilhosa no “ARTPOP”, da Lady Gaga, que, inicialmente, contaria com a participação da rapper.



Por fim, “Along The Coast” foge um pouco da proposta de “Slay Z”, mas por uma boa causa, já que encerra esse ciclo, dando início a segunda parte da mixtape “Fantasea”, lançada por ela em 2012, com produtores como Diplo, Zebra Katz e OWWWLS. Foi dela que a rapper extraiu músicas como “Atlantis”, “Esta Noche” e “Fuck Up The Fun”. Essa música é bem mais orgânica, algo que o Kendrick Lamar faria, e com uma vibe tropical, inconfundivelmente conduzida pela sereia do rap.

A rapper Azealia Banks tem uma apresentação confirmada no Brasil para o dia 12 de junho em São Paulo, no Audio Club. Essa é a sua segunda passagem pelo país e, devido às diversas polêmicas envolvendo seu nome, acontece com a ameaça de ataques dos que não gostam de seu trabalho pela internet.

Ouça a mixtape “Slay Z” na íntegra e aproveite pra baixá-la gratuitamente, neste link disponibilizado pela própria Azealia Banks:

Tecnologia do Blogger.