Concert Review: o Audio Club ficou pequeno para a energia que Marina mostrou em seu primeiro show no Brasil


A Marina and the Diamonds sempre foi um nome para se estar de olho. Desde seu primeiro disco, o belíssimo "The Family Jewels", nós já acompanhávamos e queríamos vê-la ao vivo algum dia. Em seu próximo trabalho, "Electra Heart", seu reconhecimento pelo grande público aumentou bastante e, com isso, havia surgido uma oportunidade da gente realizar essa vontade de finalmente conseguir assistir a um de seus shows. Em 2015, a galesa se apresentaria no Lollapalooza, alguns dias após liberar seu terceiro álbum de estúdio, "Froot". Mas todo mundo sabe como essa história terminou, né?

Depois de uma onda imensurável de fãs tristes e irritados pra lá e pra cá e ela prometendo recompensar todos assim que pudesse, nós finalmente tivemos motivos para não nos sentirmos mais azuis: a Marina viria novamente ao Brasil, dessa vez não apenas para o mesmo festival que não pode comparecer, mas para um show no Audio Club, em São Paulo.



A ansiedade era incontrolável e, até os últimos segundos possíveis, aproveitamos a piada infame do "será que ela realmente vem?", mas Marina não só veio, como chegou com antecedência. E não é que o grande dia também chegou? Sexta-feira, dia 11. Não estava frio ou caindo o mundo pra deixar essa review mais poética, mas, se isso ajuda, podemos dizer que o ar condicionado do Audio Club estava babado.

Entramos lá por volta das 22h e, pontualmente, Marina começou seu show às 23h30, com "Mowgli's Road", num macacão verde, já conhecido da Neon Nature Tour. Por falar em sua turnê, nós só pudemos contar com o figurino e microfone personalizado, visto que o resto do cenário deve estar em Interlagos, para o show de sábado. Mas está errado quem pensa que sua apresentação foi menos bacana por isso. A menina dos diamantes conseguiu cativar todo o público, incluindo a galera que mal conhecia ela, sem problema algum.

Sua apresentação foi dividida em quatro partes, a primeira sendo baseada em "The Family Jewels". Depois, vem a segunda parte, "Electra Heart". A terceira é "Froot" e, por último, a cantora saí do palco e volta para encerrar com "Happy" e "Blue".


E não é que, mesmo com suas músicas mais tristes, a energia do concerto continuou lá em cima? Não importava se era "Obsessions" ou "How To Be a Heartbreaker" sendo interpretada, você fica obcecado com o show. Inclusive, a Marina fez questão de conversar e interagir com a casa toda, não importando se você estava na frente dela, nas laterais de cima ou lá no fundo. A galesa até comentou sobre ela ter "desvirginado" do Brasil, finalmente tendo se apresentado por aqui.

Os pontos altos da noite ficam por conta de "Froot", "How To Be a Heartbreaker" e "Can't Pin Me Down". Os momentos intimistas do show também não deixaram nada a desejar, "Obsessions" e "Happy" não poderiam ter sido melhores, mantendo o show num bom ritmo. Admitimos que sentimos falta de músicas como "Radioactive" e "Power & Control", mas sua apresentação ainda foi de ouro.


Nossos pés doem um pouco, estamos roucos e, bem, não poderíamos estar mais felizes. Depois de tanto esperar, finalmente conseguimos ver a Marina and the Diamonds ao vivo, a cores e bem na nossa frente.

Esse é um daqueles shows que te passam a sensação de felicidade, sabe? Marina pode não comprar as estrelas para você, mas faz algo muito melhor. Sua personalidade é o que mais marca em seu show, que não deve ser esquecido tão cedo. Sabe aquela promessa de recompensar os fãs? Ela está sendo cumprida.



Ah, precisamos agradecer muito o Victor Guimarães,
que nos ajudou lá no show e nessa review, além
de ter tirado as fotos que ilustram o post.
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