A gente assistiu ao show da Rihanna com a “ANTI World Tour” nos EUA


Não é novidade pra ninguém que toda a relação de Rihanna e seu último disco, “ANTI”, foi bem conturbada, incluindo três singles descartados, a crítica especializada dividida quanto aos novos rumos de sua carreira e uma turnê anunciada antes mesmo do álbum chegar ao mundo. Esse post é sobre essa turnê ou, sendo mais exatos, a quinta parada da ANTI World Tour, que conferimos em Cincinnati, nos EUA, no dia 19 desse mês.

Pra começar, não seria um show da Rihanna se não rolasse um atraso, né? Pois bem, marcado para 19h30, o show só foi começar mesmo às 21h30 (isso contando a apresentação do Travi$ Scott, quem iria abrir o show, e o DJ que abriu o show para o rapper, ou seja, tivemos um opening act para o opening act, RS). E, sobre o Travi$, ele conseguiu passar uma boa energia para a plateia, mas ficou BEM evidente que ele não estava cantando suas músicas, só estava ali pulando de um lado para o outro, enquanto o mesmo DJ de antes tocava elas no fundo (o famoso playback).



Foi aí que, quando ele terminou sua apresentação, todas as luzes se apagaram e, num mini-palco atrás das primeiras cadeiras, aparece uma imagem com uma capa branca, que, ao longo do show todo, se tornaria um vestido preto transparente e, por fim, um visual mais minimalista, bem ao estilo do que foi apresentado no clipe de “FourFiveSeconds”. Essa era a Rihanna! A apresentação toda foi dividida em três partes, sendo cada uma para um visual, contendo músicas do “ANTI”, “Unapologetic”, “Talk That Talk”, “LOUD” e “Good Girl Gone Bad”.

Sendo músicas de cinco dos seus oito discos, muitas foram cantadas pela metade, num esquema semelhante ao que ela apresentou no Rock in Rio. Por exemplo, em “Love The Way You Lie (Part II)” e “Work”, temos só um verso das músicas apresentado. É mais fácil, na verdade, listar quais as músicas que foram cantadas por completo.



Mas isso não importava, a energia que a cantora transmitia para o público era indescritível. Com coreografias para quase todas as músicas, ela não parava um segundo sequer. Quando tentamos escolher um “ponto alto” para o show, não conseguimos nos decidir entre a apresentação de “Bitch Better Have My Money”, em que a cantora faz aquela dança ótima do iHeart Radio Music Awards, enquanto todo mundo canta junto, ou se foi o mashup de “We Found Love” com “How Deep Is Your Love”, que transitava do europop da primeira para o deep house da segunda perfeitamente, ambas são produzidas pelo Calvin Harris. Ah, e a Rihanna ainda arriscava um pouco de voguing na coreografia!



Maaaaaaas, nada é perfeito nesse mundo, né? E sim, a apresentação da Rihanna se encaixa nisso e a gente conseguiu notar alguns deslizes. Como dissemos ali em cima, a relação de Rihanna e seu “ANTI” é bastante conturbada e fica visível que ela não se sente confortável quando vai apresentar algumas faixas desse novo disco. Pra exemplificar, podemos falar de “Woo”, “Love On The Brain” e “Same Ol’ Mistakes” como as mais gritantes. Nessa última, a cantora mal encostava no microfone, deixando só a música, que é um cover da banda Tame Impala, tocar no fundo.

Essa “fuga do microfone” também pode se dar pelo fato de que as músicas que exigem mais esforço vocal estão no final da setlist, ou seja, depois de 1h30 de muita música e dança, ela é “forçada” a atingir as notas de “Love On The Brain”, ou de usar sua voz cheia para cantar “FourFiveSeconds”. Meio complicado, né? Também podemos considerar que essa foi a quinta apresentação de toda a turnê, ou seja, ela ainda tem um tempo pra praticar ou, quem sabe, mudar a ordem das músicas, então não vamos pegar tanto no pé dela quanto a isso.



Seja como for, um show da hitmaker de “Pose” é sempre algo que vale a pena assistir. Mesmo com algumas imperfeições, você vai sair de lá se sentindo nas alturas por ter tido a chance de presenciar aquilo tudo, extremamente cansado de tanto dançar e pular, e super rouco por ter cantado refrãos que nem faz ideia de quando teve tempo para decorar.

Se vale a pena ir? Nós iríamos mil e uma vezes, se pudéssemos, por que, nas palavras da própria Rihanna, “só ela pode fazer o que ela faz”.

Por enquanto, a cantora só está com datas agendadas na América do Norte e na Europa, mas não deve demorar muito para que ela anuncie sua chegada em terras tupiniquins, com especulações de que ela chega por aqui em setembro.

Só vem, Rihanna, que o Brasil vai te receber muitíssimo bem! <3
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