It Pop apresenta: 16 novos artistas para ficarmos de olho em 2016

O slogan do It Pop é “o pop que vai dominar o mundo está aqui” e, acredite, a frase tem um significado mais profundo do que parece. Quem nos acompanha há bastante tempo, deve saber que você encontra aqui matérias sobre artistas que só aparecerão em outros veículos quando cantarem com a Taylor Swift ou aparecerem em algum hit com a Meghan Trainor ou Calvin Harris, e isso só acontece porque, nessa busca pelo pop que tomará conta do globo, nós buscamos e incentivamos novos artistas o tempo todo.

Foi pensando nisso que começamos o “It Pop apresenta”, que trouxe para a sua vida nomes como Lorde, Tove Lo, Kiesza, Broods e vários outros, antes que dessem qualquer indício de que conquistariam as rádios e paradas, e, desde 2014, começamos também outro especial, elegendo no começo do ano uma série de artistas que tem tudo para explodir pelos próximos 300 e poucos dias e, sendo assim, não devemos tirar os olhos.

Em sua primeira edição, o especial rendeu indicações como , a voz de um dos maiores hits de 2015 (“Lean On”, do Major Lazer), Sam Smith, uma das maiores estreias britânicas desde Adele, Ella Eyre, Neon Jungle e George Ezra; no ano seguinte, chegou a vez de apresentarmos Troye Sivan, MNEK, Years & Years e até mesmo a recém-indicada ao Grammy, Courtney Barnett, e eis que está na hora de fazermos nosso veredito sobre a música em 2016.

É um pouco óbvio que as possibilidades dos dezesseis nomes aqui lembrados acontecerem no mesmo ano são poucas, até porque as paradas ao redor do mundo não possuem tantos primeiros lugares para todos eles, mas se levarmos em consideração que algumas apostas de 2014 ainda estão começando a acontecer, assim como a carreira da Sky Ferreira, que passou 20 anos sendo aposta da blogosfera, até que tivesse um disco pra chamar de seu, podemos idealizar um cenário bastante promissor para todos os artistas que estão abaixo desse parágrafo, ainda que a longo prazo.

OS 16 NOMES QUE DEVEMOS FICAR DE OLHO EM 2016

Alessia Cara

Falou na Alessia Cara, já nos vem em mente o primeiro hit da canadense, “Here”, do seu EP de estreia, “Four Pink Walls”, e, mais tarde, álbum de estreia “Know-It-All”. 


Como tem sido bastante comum ultimamente, Alessia é mais uma dessas artistas vindas do Youtube, assim como seu conterrâneo, Justin Bieber, e com uma sonoridade que passeia entre Amy Winehouse e Lily Allen, mas com um quê pop que aterrissa sua música em solos bastante atuais, conquistou também uma posição no BBC Sound of 2016, que prevê os grandes destaques do ano.

Anna Of The North

O pop nórdico sempre nos rende ótimos artistas. Robyn, Lykke Li, Icona Pop, Tove Lo, MØ, Loreen e iamamiwhoiam são só alguns desses e já podemos acrescentar à lista a menina Anna ou, como é artisticamente chamada, Anna Of The North.


A norueguesa está há pouco tempo por aí e, desde que chegou, lançou apenas três singles, sendo esses “Sway” e seu mais recente, “The Dreamer”. Mas bastaram essas duas músicas, fora a b-side do seu single de estreia, “Undervann”, e uma música que ela lançou sem pretensões comerciais, “Oslo”, pra que ela começasse a conquistar seu público, alcançando, pelo Spotify, cerca de 500 mil ouvintes por mês, com maior destaque em sua terra natal e no Reino Unido.

Repleto de sintetizadores, a sonoridade de Anna Of The North tem um ar apoteótico, semelhante aos trabalhos do Of Monsters and Men, mas pendendo para algo mais eletrônico, como Robyn, Ellie Goulding e Years & Years.

BANNERS

Na primeira vez que escutamos BANNERS, por uma indicação de “Start a Riot”, do Spotify, tínhamos certeza de que se tratava de uma banda, mas estávamos completamente enganados. O cantor, britânico, é um artista solo mesmo e, ainda que apresente um tipo de música repleto de singularidades bem específicas, é quem está por trás de cada um dos seus instrumentos, pelo menos em estúdio.


Antes chamado como RAINES, o projeto musical, na verdade, pertence ao Mike Nelson, e consiste num rock alternativo de proporções épicas, bastante semelhante ao que já conhecemos com artistas como Chet Faker, Imagine Dragons e Bastille. Suas músicas mais populares são “Start a Riot”, “Shine a Light” e “Ghosts”, sendo essa última, uma das remanescentes de seu projeto anterior.

Dua Lipa

A história da britânica, Dua Lipa, é associada a vários artistas que conhecemos bem. A menina, quando tinha só 13 anos, começou a ter aulas na Sylvia Young Theater School, que, em anos anteriores, recebeu nomes como Amy Winehouse e Rita Ora, e, um pouco mais tarde, com suas demos, atraiu a atenção da equipe da Lana Del Rey, que logo tratou de conseguir um contrato pra moça, colocando-a nas mãos do produtor Emile Hayne, que também já produziu para Kanye West, Bruno Mars e Sia.


Seu single de estreia foi a canção “New Love”, mas foi com a música seguinte, “Be The One”, um pop fora do comum e repleto de percussões, que ela pareceu traçar de vez a sua trilha para o estrelato, conquistando, assim como outros nomes desta lista, um espaço entre as grandes apostas da BBC.

Era Istrefi

Com muita influência do reggae, Era Istrefi é uma cantora de Kosovo, mesma terra natal de Rita Ora, e vem buscando seu lugar ao sol desde 2013, quase uma década após ver sua irmã, Nora Istrefi, se tornar um dos maiores nomes da música tradicional do seu país. A cantora, que estreou musicalmente com a canção “Mani Për Money” (“Viciada em dinheiro”, em português), entretanto, sempre teve uma ousadia que precisava ir bem além das fronteiras do seu país e assim se esforçou para fazer com seus lançamentos seguintes.


Pelo Spotify, seus maiores feitos são as canções “A po don?” e “E Dehun”, mas a gente quer mesmo é saber do seu single mais recente, “Bonbon”, que, com uma sonoridade próxima do que imaginaríamos de uma parceria da Rihanna com o Major Lazer, tem viralizado seu nome para os lados do Reino Unido e, com uma versão em inglês, não precisará de muito esforço para se tornar a “Lush Life” desse ano.

FLETCHER

Agora que a Ellie Goulding decidiu ser a próxima Taylor Swift, podemos adotar FLETCHER para assumir essa lacuna deixada pela britânica em nossos corações. A americana, que estreou com o single “War Paint!”, até então possui pouquíssimas amostras do seu trabalho pela internet, mas bastam esse e seu segundo single, “Live Young Die Free”, além da promessa de um disco de estreia para esse ano, pra acreditarmos que ela ainda será muito grande.


Com muitos gritos, uma sonoridade meio tribal e repleta de banjos, FLETCHER consegue, em seus dois primeiros singles, reproduzir algumas tendências do pop atual sem cair na mesmice, enquanto nos conquista, seja por toda essa singularidade que exala em seu trabalho ou por seus refrãos propriamente grudentos. “War Paint!” é o que as Little Mix lançariam nas mãos do Diplo.

Frances

Se você gosta de artistas como Birdy, Rae Morris e Jessie Ware, será um pouco difícil não cair de amores pela menina Frances, que despontou no ano passado com singles como “Let It Out” e “Borrowed Time”. A britânica, contratada pelo mesmo time de Smith, é mais uma das grandes apostas do ano, não só aqui, mas também pelo Spotify e BBC, e deve lançar no segundo semestre do ano seu disco de estreia, comprovando que estávamos certos em manter nossas expectativas lá em cima.


Mais chegada nas baladinhas, Frances trabalha um pop simplista e, no geral, romântico, quase sempre levado sob instrumentais de piano e violão, com tímidos toques de percussão. Sua voz, por sua vez, reflete a leveza dos instrumentais, o que nos rende combinações verdadeiramente majestosas.

Gallant

Com a benção de ninguém menos que o Elton John, que o apresentou durante uma seleção montada para a rádio da BBC, Gallant é um cantor americano de R&B alternativo, que se diz inspirado por artistas como a banda Radiohead, mas apresenta uma sonoridade mais próxima de artistas como The Weeknd, Prince e Sam Smith.


Uma das suas músicas mais famosas é a incrível “Weight In Gold”, que prova bastante da semelhança com os artistas citados acima, mas o que não falta na breve carreira do cantor, de apenas 23 anos, é versatilidade, e a prova disso é dançante “Testarossa Music”, em parceria com o produtor ZHU (Skrillex, AlunaGeorge).

Julie Bergan

A norueguesa, Julie Bergan, cresceu participando de concursos musicais e teatros na escola, então aprendeu muito sobre ser uma artista antes mesmo de ter a chance de brilhar para milhares de pessoas. Seu primeiro grande feito aconteceu aos 19, quando representou seu país no Eurovision, mas ainda que tenha saído sem o grande prêmio, ela conquistou um contrato com a Warner Music de lá, o que resultou no lançamento da maravilhosa “Younger”.


Seu single de estreia era uma bomba de efeito pop moral que, se estivesse nas mãos certas, poderia, facilmente, ser a sua “Wrecking Ball”. Mas, passados dois anos desde sua estreia, a música infelizmente não aconteceu, o que, de maneira alguma, a parou. Seus singles seguintes foram, então, a eletrônica “Fire” e um cover acústico de “Rude”, da banda MAGIC!, e eis que, em 2015, houve um grande acontecimento ou, como está no Spotify, uma música chamada “All Hours”. Se ela não acontecer em 2016, a gente promete não perder as esperanças.

Kacy Hill

Com um pop mais alternativo, mas que, vez ou outra, cai bem ao que funciona nas rádios britânicas, o som da americana Kacy Hill é daqueles que dificilmente conseguimos comparar com de outros artistas.

Ainda jovem, a ruiva tentou carreira como modelo e, em pouco tempo, atraiu a atenção de gente importante, mas seu empurrão definitivo veio mesmo de Kanye West, que a colocou pra dançar na Yeezus Tour e, mais tarde, pra assinar também um contrato com a gravadora G.O.O.D.


“Experience” foi um dos seus primeiros trabalhos de destaque, visto que integrou uma compilação americana da Kistuné, e desde então ela segue fazendo seu nome entre o público desse pop underground, com outras músicas fantásticas como “Arm’s Lenght” e “Foreign Fields”, do EP “Bloo” (2015).

Kiiara

Com apenas 20 anos, essa americana é o mais próximo que conseguimos chegar nessa lista do artista do futuro. Com um pop visionário, produzido por ela em seu próprio quarto, Kiiara bebe da fonte da PC music, dance, dubstep e R&B alternativo, enquanto, com muitos sintetizadores, nos apresenta uma mistura infalível, que vai do Skrillex à Ellie Goulding.


Até o momento, a menina possui apenas quatro músicas (“Gold”, “Feels”, “Say Anymore” e “Intentions”), sendo as duas primeiras singles oficiais, mas todas funcionam muito bem quanto a não nos deixar parados, enquanto também nos instigam por sua sonoridade do amanhã. Se te perguntarem como o pop soará no futuro, diga que será mais ou menos assim.

LÉON

Por mais que a Sia venha da Austrália, nosso berço favorito para artistas pop continua sendo a Suécia e o nome da vez é a LÉON que, desde o ano passado, vem conquistando seu espaço ao sol com um pop sofisticado e repleto de elementos que nos surpreendem a cada audição, bastante influenciado pelos anos 60 e 80, mas facilmente adaptável ao que escutamos com nomes como MisterWives e Clean Bandit nos últimos dois anos.


O single de estreia da moça foi “Tired of Talking”, num pop funky e tímido, que explode num refrão extremamente radiofônico, mas nossa favorita mesmo é a maravilhosa “Nobody Cares”, do seu primeiro EP, “Treasure”, que, em seu mar de sintetizadores, também nos lembrou de Carly Rae Jepsen (!) e CHVRCHES.

Miss Tati

Tatiana de Fatima Palanca Lopes Pereira é o nome de batismo de Miss Tati, uma cantora norueguesa de pais angolano, que tem chamado a atenção em sua terra natal e, ao que tudo indica, muito em breve estará também atravessando o oceano — e o quanto antes, no que depender de nós.


Sua sonoridade é um soul e R&B bastante dançante, nos remetendo a artistas como Janelle Monáe e Erykah Badu, enquanto um dos seus singles mais tocados no Spotify, “Don’t Let Go”, nos lembra também das parcerias do Mark Ronson com a Lily Allen (“Oh My God”) e Amy Winehouse (“Vallerie”). Ela ainda não tem nenhum disco lançado, mas os três singles revelados em 2015, “Don’t Let Go”, “Shakedown” e “Be Free”, já são o suficiente para não a queremos longe de nossos ouvidos tão cedo.

NAO

O que você faz se, após publicar algumas músicas no Soundcloud, atrai a atenção de algumas das maiores gravadoras do seu país? No caso da londrina, NAO (tudo em caixa alta mesmo), ela escolheu recusar todos os convites e, como muitos artistas da atualidade gostariam de ter a oportunidade, abrir o seu próprio selo.


Sob a Little Tokyo, sua gravadora, ela lançou então o EP “So Good” e, um pouco mais tarde, “February 15”, com um R&B que bebe muito do eletrônico, assim como a Seinabo Sey, que re-apresentamos no fim de 2015, e outros nomes mais conhecidos, como Janelle Monáe. NAO também possui uma colaboração com o Disclosure na maravilhosa “Superego”, do CD “Caracal”.

Noonie Bao

Na primeira vez que escutamos a sueca, Noonie Bao, foi por um enorme confusão. Acontece que a cantora faz uma participação numa música do Clean Bandit, lançada bem antes deles estourarem com “Rather Be”, e a canção se chama nada menos que “Rihanna”, daí já viu. A parte boa é que, passada a confusão, ficamos apaixonados pelo trabalho dela com o Clean e, mais tarde, em seu material solo também.


Ela já possui um disco lançado em 2012, “I Am Noonie Bao”, mas começou a chamar atenção mesmo com seu EP seguinte, “Noonia”, de onde extraiu maravilhas como “Pyramids”, “Criminal Love” e “Ninja”.

Pia Mia

Imagina só, você faz um cover de “Hold On, We’re Going Home”, do Drake, publica na internet e, repentinamente, descobre que a sua versão da música está bombando, porque tocou no fundo de um vídeo da Kim Kardashian com o Kanye West. Foi essa a inusitada história de ascensão da Pia Mia, uma americana descoberta pelo mesmo empresário do Chris Brown, Abou Thaim, e que teve o nome impulsionado por esse cover, presente no EP “The Gift”.


Atualmente trabalhando em seu disco de estreia, Pia Mia cresceu ouvindo artistas como Michael Jackson, Beyoncé e Mariah Carey, e pelo menos das duas últimas, parece ter herdado o interesse por esse R&B explosivo para as rádios, claramente notado em seus primeiros singles, “Fuck With You” e “Do It Again”, além do seu mais recente single, que utiliza da sensualidade ao lado da tendência do momento, tropical house, resultando num hit pronto em potencial, “Touch”. Nós diríamos que ela é quase uma versão branca da Tinashe.

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Se não bastassem esses novos artistas, esse ano também deve ser marcado pelo retorno de grandes nomes da música pop, o que faz dele algo realmente promissor para se pensar. Caso, assim como nós, você seja do tipo de pessoa que utiliza o Spotify e não se sente culpado por isso, pode escutar abaixo a nossa playlist com todos os artistas da lista acima. 

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