DAVID BOWIE, 1947 - ∞

David Bowie é o artista mais incrível de todos os tempos. No presente mesmo. O cantor britânico, que lançou há alguns dias, no seu aniversário de 69 anos, seu último disco, “Blackstar”, faleceu na madrugada desta segunda-feira (11), após uma luta contra o câncer, e como tudo em sua carreira, conseguiu fazer disso um dos momentos mais artísticos e poéticos de, ironicamente, sua vida.

Sempre que um grande artista falece, a comoção pública é enorme, surgindo mais e mais pessoas que o curtiam desde “tal fase”, mas com Bowie foi diferente e, sabe a razão? Com a chegada do álbum “Blackstar”, o britânico fez com que se lembrassem dele primeiro por sua arte, para então lamentar sua partida. Para Marte, que fique claro.



O maior ícone da cultura pop de todos os tempos, foi também a influência para inúmeros grandes artistas e, sem dúvidas, ainda vai inspirar muita gente pelos próximos e próximos anos e, outra vez, sabe a razão? Os trabalhos de Bowie, definitivamente, estiveram à frente do seu tempo. O tempo inteiro. E basta assistir a qualquer um dos seus videoclipes, escutar qualquer um dos seus álbuns, para perceber a grandiosidade tão singular que pairava em torno de sua música, de seu nome. E a gente espera que para sempre possa ser assim, já que, sem dúvidas, ainda não existe um artista que possa captar tão bem tudo o que ele tentou nos ensinar, ao ponto de tornar real a sua arte do futuro — quem sabe, mais a frente, não sejam esses alguns dos nomes da atualidade que tiveram seu talento reconhecido por ele, como Lorde e Kendrick Lamar?



Visionário, o camaleão do rock foi também uma das figuras gays mais importantes de todos os tempos, alternando o rumo da história ao revelar sua orientação sexual, coisa que já vinha mexendo com a cabeça dos fãs, mídia e público em geral, e ainda que isso não mudasse em nada o peso que sua figura possuía, era de grande valia para toda a comunidade LGBTQ, que tinha ao seu lado um dos maiores representantes da cultura pop — cultura que, ao longo dos anos, a abraçou como nenhuma outra.

Sendo assim, em seu momento de despedida, David Bowie simplesmente não podia ter sido menos grandioso. Ainda que já tivesse feito mais que o suficiente em toda sua vida. “Blackstar”, seu álbum mais experimental, antecede sua partida da Terra e, em seus videoclipes, parece nos anunciar o inesperado e, claro, indesejado. “Lazarus”, segunda música de trabalho extraída do disco, explora em seu clipe um Bowie que desafia, flerta com a morte, e, uma vez ocorrido o fato, jamais conseguiremos escutar sua letra da mesma forma. “Olhe para cima, eu estou no paraíso. Eu tenho feridas que não podem ser vistas. O drama pertence a mim, não pode ser roubado. Todo mundo me conhece agora.”



Não sabemos se ficou claro, mas não queremos lamentar. Não dá pra esconder a tristeza, demoramos horas pra conseguir escrever alguma coisa sobre o assunto, mas, usando as palavras do próprio Bowie, “o planeta Terra é azul e não há nada que eu possa fazer.” Toda sua carreira é grandiosa demais pra que agora vejamos como se tivesse chegado ao fim e, com seus planos de lançar esse disco antes que o inevitável acontecesse, temos a certeza de que David Bowie também queria assim, que sua vida fosse sua arte e, definitivamente, que sua arte fosse imortal. Foi um artista até o último segundo de sua vida e estará vivo até o último suspiro de sua arte.

Descanse em paz, Bowie!

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DAVID BOWIE
1947 - ∞

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