A gente tem a ideia perfeita para a volta do Rouge finalmente acontecer


Se você viveu sua infância/adolescência nos anos 2000, é bem provável que você tenha se apaixonado pelo Rouge, a girlband brasileira mais amada de todos os tempos. O amor é tanto que já surtamos várias vezes com os indícios da possibilidade de um retorno oficial do grupo. Acontece que, até o momento, por um problema aqui e outro ali, isso ainda não aconteceu, mas calma, nós podemos ter a solução pra isso (finalmente) rolar.

Só que pra que a nossa ideia faça sentido pra você, precisamos passar rapidinho por tudo que rolou com o grupo entre 2002 e 2015. Vem com a gente?


1) SE FOI SUCESSO NO MUNDO, VAI SER SUCESSO NO BRASIL

Lá em 2002 quando o SBT anunciou a versão brasileira do Popstars, um talent show que teve origem na Nova Zelândia e que se popularizou no final dos anos 90 com mais de 30 versões pelo mundo todo (Nicole Scherzinger, por exemplo, foi revelada na versão americana). Com mais de 30 mil inscritas, o programa tinha como objetivo, mostrar o processo de formação de uma girlband.

Durante os 20 episódios do programa, os jurados – com qualidade técnica e ambientados na cultura pop - puderam avaliar as diferentes habilidades das candidatas em testes de canto, dança, postura e desenvoltura diante das câmeras. Para dar credibilidade ao programa, o lançamento do grupo (que poderia ter de três a seis participantes) estava sob responsabilidade da Sony Music.

Como a audiência do programa não alcançou as expectativas da emissora, ao final da temporada, apenas dois executivos da gravadora ainda acreditavam no projeto. Mas ai é que veio a surpresa: O Rouge, formado por Aline, Fantine, Karin, Patrícia e Luciana, conseguiu dar a volta por cima, se tornando algo irresistível no cenário nacional.



2)  ASEREJÉ RA DE RE

Mesmo o programa concorrente, "Fama" (Rede Globo), tendo o dobro de audiência, o SBT e a Sony Music foram muito mais estratégicos com o Rouge. Já com a formação oficial anunciada, pudemos acompanhar nos últimos episódios os bastidores da gravação do clipe, das músicas, da sessão de fotos, etc. Um dia depois do último programa, as meninas foram receber a cópia física do CD no Domingo Legal e cumpriram uma agenda intensa de divulgação com visita às rádios, apresentação em diferentes programas, lançamento de videoclipes e de produtos licenciados.



Com isso, o grupo conseguiu vender mais de 1 milhão de cópias do primeiro CD em apenas quatro meses e conseguiu colocar duas músicas, simultaneamente, entre as mais tocadas no Brasil. Entre 2002 e 2005, o Rouge explodiu. “Ragatanga”, “Não Dá Pra Resistir”, Beijo Molhado”, “Brilha La Luna” e “Um Anjo Veio Me Falar”. Era hit atrás de hit. As meninas conseguiram três discos ouro, três discos de platina e um disco de platina dupla.

3) ESCOLA GERI HALLIWELL PARA GIRLBANDS


Como toda boa girlband, uma participante resolveu polemizar no meio daquele sucesso todo. Em fevereiro de 2004, Luciana anunciou sua saída do grupo, dizendo que não se identificava mais com o estilo musical do grupo. Mesmo assim, as quatro integrantes não se abalaram e lançaram “Blá, Blá, Blá” (2004) e “Mil e Uma Noites” (2005), emplacando mais hits nas paradas brasileiras.

E como todo mundo já esperava (e temia), o grupo oficializou o seu fim em dezembro de 2005, com a não renovação do contrato com a Sony. Dali em diante, cada uma seguiu a sua vida e a sua carreira. Karin e Patricia (que mudou seu nome artístico para Lissah Martins) ainda continuaram em evidência, fazendo parte do elenco de alguns musicais no país e participando de programas de sucesso na Rede Globo e na Record.

4) EU TÔ TREMENDO, ROSANA

Durante muitos anos, bastava uma pequena faísca para que a gente surtasse com a possibilidade de retorno do Rouge e isso ganhou força lá em 2011 quando um grupo de fãs lançou uma campanha na internet, intitulada “Queremos Rouge DVD 10 Anos”. A ideia era fazer com que as integrantes se reunissem para a produção de um DVD e de uma turnê de despedida em 2012. Graças às redes sociais, a notícia se espalhou e as meninas começaram a se pronunciar sobre o assunto.



Com uma ideia diferente aqui e outra ali, todas pareciam concordar em um ponto: uma reunião oficial de despedida faria muito sentido para colocar um ponto final na história de sucesso do grupo. Aquela história: já que o fim é inevitável, vamos fazer desse, um momento para se lembrar. A campanha popularizou ainda mais quando o produtor do grupo, Rick Bonadio, aderiu à campanha.

5) FÁBRICA DE ILUSÕES (ESTRELADA POR RICK BONADIO)

Ao que tudo indicava, 2012 seria o ano para o sonho se tonar realidade. Rick Bonadio anunciou, em parceria com o Multishow, um reality show (Fábrica de Estrelas) para formar uma nova girlband. A gente tava meio que nem ai pra isso, mas quando anunciaram que as quatro integrantes do Rouge iriam se reunir, fazer alguns shows e gravar música novas, a gente surtou de verdade.

O comeback brasileiro mais esperado estava realmente acontecendo.


O programa rendeu duas músicas inéditas do grupo, “Tudo é Rouge” e “Tudo Outra Vez”, porém, a felicidade durou pouco. Em uma carta aberta, as quatro integrantes explicaram aos fãs a dificuldade em fazer o retorno oficial acontecer de verdade. Problemas jurídicos com a utilização do nome “Rouge”, problemas com a liberação das músicas antigas do grupo e problemas de investimento foram os responsáveis pelo maior balde de água fria do pop nacional.  



Nossos corações ficaram destruídos de novo, gente.

6) BANG, BANG! ROUGE DEU UM TIRO CERTO EM VOCÊ

No último domingo, 17, as quatro ex-integrantes se reuniram na casa da Aline e postaram algumas fotos do reencontro, levando todos nós à loucura. 



Em pouco tempo, a hashtag #VoltaRouge já estava bombando nas redes sociais e tudo ficou ainda melhor quando as meninas postaram esse vídeo (maravilhoso).



Com clima super intimista, as meninas fizeram uma versão acústica para “O que o amor me faz”, música do primeiro CD do grupo. Mostrando maturidade vocal e artística, as meninas conseguiram mostrar uma outra coisa muito importante pro mercado: a força que, quase 15 anos depois, elas ainda têm. O vídeo viralizou e atingiu mais de 1 milhão de visualizações em menos de 4 horas.



Pra vocês terem ideia, o clipe de “Bang” da Anitta - considerado o clipe brasileiro de maior sucesso - levou 6 horas para atingir a mesma marca no dia de seu lançamento. Além disso, desde que o vídeo foi postado, a fanpage do grupo dobrou o número de curtidas e conta, atualmente, com mais de 126 mil saudosos fãs. 


Diante do histórico de sucesso do grupo e do tempo que temos entre o último lançamento oficial e o vídeo da última semana, não podemos ignorar esses números. Empresários, gravadoras e produtoras estão perdendo tempo (e dinheiro) fazendo esse retorno não se concretizar, por isso, criamos um plano mirabolante.

Com tudo isso na cabeça e durante uma conversa sobre o assunto com o colaborador do "Barba Feita", Silvestre Mendes, um lindo e amigo desde os tempos de Fama e Popstars, nos surgiu uma ideia que parece ser a solução pra esse retorno acontecer e driblar todas as questões jurídicas.


O grupo não surgiu num reality show musical? Então, quer coisa melhor do que aproveitar um outro programa do mesmo estilo pra promover esse encontro? É só as quatro meninas (tchau, Luciana. Você já teve tempo suficiente pra voltar atrás) se reunirem e participarem do Superstar da Rede Globo.

Não podem utilizar o nome “Rouge”? Tudo bem. Vida que segue. Além do nome novo, as meninas podem aproveitar a oportunidade para selecionarem um repertório que tenha mais a cara delas nesse momento.

Sério. Imaginem a cena. As quatro reunidas no palco, participando de um reality show da maior emissora do país e com a liberdade artística pra fazerem o que elas quiserem.

É PRA QUEBRAR A INTERNET, GENTE!



E o melhor é que é bom pra todo mundo. As meninas vão poder fazer esse encontro acontecer. A Rede Globo vai se beneficiar com a audiência. Quem impediu o retorno lá em 2012 vai chorar de raiva. E nós, fãs, vamos poder vivenciar esse momento histórico e emocionante.

Ao que tudo indica, não há nenhum impedimento legal para essa ideia se concretizar. A gente sabe que funcionário da emissora não pode participar, mas pelo que consultamos, a Karin foi contratada por obra e já que “Pé na Cova” acabou, não tem nenhum problema mesmo. Na verdade, só teria um, além, lógico, da vontade/agenda delas em aderir ao novo projeto: conseguir uma banda de apoio para lhes dar suporte na competição. Mas dos males, esse ainda é o menor.

Será que a gente consegue fazer esse texto chegar até as meninas? Queremos muito saber o que elas acham da ideia. Aliás, super topamos entrevista-las pra discutir esse assunto, gente!

#RougeNoSuperstar precisa acontecer. Quem ajuda a gente?

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