Stream: Com um pop à la Carly Rae Jepsen e Sara Bareilles, o novo EP da Manu Gavassi é o seu próximo “Vício”

Não tinha um nome mais propício para o novo EP da princesinha do pop nacional, Manu Gavassi, “Vício”, inicialmente promovido pelo single “Camiseta”, que chegou aqui no blog com a surpresa da sonoridade da brasileira ter mudado completamente e, sim, para a melhor, numa postagem em que ainda a comparamos com nomes como Carly Rae Jepsen e Taylor Swift.

Pouco mais de dois anos sem lançar música nova, uma vez que seu último álbum, “Clichê Adolescente”, saiu em agosto de 2013, Gavassi estava disposta a renovar sua música e encontrou apoio nos estúdios com Junior Lima que, ao lado do produtor paulista Dudinha, ajudou a cantora a redesenhar sua sonoridade, agora totalmente associável ao synthpop lá de fora.



“Vício” foi lançado nessa sexta-feira (11) e, além do single “Camiseta”, conta com outras quatro músicas, ordenadas de forma que conta uma história em sua tracklist, sendo elas “Vício”, “Direção”, “Farsa” e “Sozinha”.

Em sua faixa-título, Gavassi mantém o pop radiofônico de “Camiseta”, com sintetizadores que parecem flertar com as cordas tradicionais de suas músicas anteriores, em tempo que a letra é o principal atrativo da música. “Direção” é a maior surpresa do EP. Talvez por ser a mais divertida do registro, a música conta com um teclado acentuado ao fundo, enquanto, sob curtas ascensões dos sintetizadores, a voz da cantora é acompanhada por corais compostos por ecos dela mesma. Nossas principais lembranças aqui são as baladinhas da Charli XCX.

“Farsa” é o momento em que Gavassi chega mais perto de seus primeiros trabalhos, mas provando uma clara evolução. Nos lembrando de nomes como Sara Bareilles e Sia em seus primeiros trabalhos, a música traz uma percussão bem tímida ao fundo, mas, assim como as anteriores, cumpre com uma perfeita combinação das cordas e sintetizadores. Nosso momento favorito é quando ela canta, “mas relaxa, você disfarça muito bem, meu bem, a sua farsa”, com palminhas crescentes ao fundo.

E, encerrando o material, “Sozinha” vem numa proposta mais dramática e introspectiva, até por seu ritmo mais lento, enquanto a cantora parece refletir sobre suas escolhas no amor. No refrão, a faceta eletrônica dessa sua nova fase ganha vez, com um dubstep contido acompanhado por batidas que, lentamente, ditam a direção da canção.

Ouça o seu novo “Vício”:




Que maravilhosa, gente!

Ainda que marque uma clara evolução em sua sonoridade, “Vício” apenas falha em amadurecer as letras de Gavassi que, por mais que tratem dela olhando para relacionamentos em diferentes fases de sua vida, ainda soam bastante adolescentes. Uma vez que os fãs da cantora são, em sua maioria, jovens que terminaram crescendo junto com ela, isso pode não ser necessariamente um problema, só se tornando um obstáculo na busca por um novo público, que tem chances de ficar caso sejam convencidos pela fórmula dessas novas produções, como foi o nosso caso.

Assim como falamos no post de lançamento de “Camiseta” no Facebook, o pop brasileiro segue numa ótima fase, entretanto, nos incomoda um pouco saber que nossa principal referência da atualidade, Anitta, não tem nenhuma concorrente a altura, tanto no ritmo e oportunidades de divulgação quanto no espaço para seu trabalho em outros veículos, o que nos faz pensar se, em vez de todas as wannabe Anitta que surgiram desde “Show das Poderosas”, não seria Manu Gavassi um diferencial e nome em potencial pra assumir esse posto, tornando nossa música pop ainda mais versátil e nosso mercado sadiamente competitivo.

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