It Pop elege: os cinquenta melhores singles de 2015!

E chegou a hora.

Já se tornou tradição elegermos anualmente os melhores do ano na música e, assim como fizemos em julho, começamos agora com nossas escolhas para os melhores singles, clipes e álbuns de 2015.

A gente confessa que, até então, seguramos essas listas por algum tempo, na esperança de que Rihanna finalmente lançasse seu novo disco, “ANTI”, e garantisse então o seu espaço por aqui, mas como isso não aconteceu e dificilmente acontecerá neste ano, decidimos dar sequência aos rituais, a começar por nossa lista de singles.

Antes de mais nada, é importante explicarmos que as listas foram feitas com base nos votos dos membros de nossa própria equipe, levando em conta unicamente a qualidade e não números, mas considerando, fora os lançamentos do ano, possíveis sleeper hits, como é o caso de “Trap Queen”, que não teve visibilidade o suficiente para chegar até nós e aparecer numa lista como essa anteriormente, e mantendo a postura democrática e opinativa que sempre tivemos por aqui, ressaltamos também que nossa opinião nunca será a última palavra, de forma que você deve se sentir livre para discordar e usar os comentários para revelar os seus favoritos também.

Terminou o ano com aquela sensação de que a música não está em uma das suas melhores fases? Repense essa visão. Confira abaixo os cinquenta melhores singles de 2015, de acordo com o It Pop:

50) Elle King - Ex's & Oh's

Se até Taylor Swift já pulava a cerca do pop antes de sair de vez do country, Elle King abriu seus trabalhos com um rock que bate de frente com muito pop chiclete por aí. Com uma guitarra que rasga a canção, “Ex’s & O’s” é uma típica faixa à la Britney Spears quando Elle vangloria-se de todos os caras que são loucos por ela: “meus ex não vão embora!”. Seja pelo refrão entorpecente que gruda de forma violentamente incrível ou pelos roucos vocais, “Ex’s & O’s” é um triunfo em chamas.

49) Bonnie McKee - Bombastic

Bonnie McKee já tem um disco lançado, “Trouble”, mas, desde que se enturmou com Dr. Luke e todas as divas pop dos últimos anos, a cantora vem preparando um verdadeiro arsenal de hits para o seu próximo álbum. Seu retorno foi ensaiado em 2013, quando ela surgiu com “American Girl”, mas só começou pra valer neste ano, em que ela lançou o EP “Bombastic” e esse verdadeiro explosivo que, com seu refrão chiclete e agressivos riffs de guitarra, pareceu prestes a quebrar bem mais do que a internet. Se o mundo for justo, ela ainda será uma das maiores estrelas dessa indústria (mas, no fim, todos sabemos que ele não é).

48) Ed Sheeran - Photograph

Com o álbum “X”, Ed Sheeran conquistou tantos números que pode, sem dúvidas, assumir o posto de versão masculina da Taylor Swift, mas enquanto ela se afasta cada vez mais da sonoridade de seus primeiros álbuns, ele ainda parece bastante conectado aos trabalhos que nos apresentou no seu disco anterior, “+”, e uma boa prova disso foi o single “Photograph”. Estruturada de maneira bastante simples, a grandiosidade do single cabe aos espaços em que Ed melhor explora um dos principais atributos de seu trabalho, suas letras, fazendo dessa uma de suas melhores composições românticas, de uma forma bastante triste, porque o amor pode machucar às vezes.

47) Fetty Wap - Trap Queen

Num ano onde o rap voltou com força para os charts mundiais, “Trap Queen” é o sleeper hit que veio pra nos fazer falar “See You Again quem?”. O single de estreia de Fetty Wap foi lançado em abril de 2014, mas ganhou o estrelado apenas em 2015, e já nos primeiros segundos podemos perceber o óbvio motivo para o sucesso: a faixa é viciante. Com um instrumental perfeito, os versos de Fetty são a cereja do bolo que catapultaram o intérprete para a lista de “hitmakes de 2015”, e olha que ele só queria ficar chapado com a gata dele.

46) Naughty Boy - Runnin' (Lose It All) [feat. Beyoncé & Arrow Benjamin]

Ao escolher Beyoncé como um dos vocais, Naughty Boy conquistou atenção ao seu single, mas mais que isso, o cantor conseguiu o equilíbrio perfeito entre a delicadeza (nos vocais) e a intensidade (no instrumental), resultando num dos singles mais interessantes do ano. A canção rendeu ainda um dos clipes mais legais e sensíveis do ano.

45) Selena Gomez - Good For You (feat. A$AP ROCKY)

O tempo já nos mostrou que se desvencilhar de uma personagem e carreira construída na Disney não é das tarefas mais fáceis, mas muitos nomes parecem tirar isso de letra, como foi o caso de Miley Cyrus e seu “Bangerz” em 2013. Neste ano, foi a vez de Selena Gomez. O primeiro single com o álbum “Revival” foi a parceria com o rapper A$AP Rocky em “Good For You” e, não contente em nos mostrar um dos melhores singles de sua breve carreira, Selena conseguiu também se garantir entre os grandes destaques do ano, com um R&B minimalista, ingenuamente tímido e, ainda assim, que exala sensualidade em cada um de seus versos.

44) Brandon Flowers - Can't Deny My Love

Depois de uma pausa com The Killers, o muso Brandon Flowers voltou, meio que de forma inesperada e surpreendente à sua carreira solo, lançando a espetacular "Can't Deny My Love". O single, de letra densa e metafórica, tem produção impecável do premiado Ariel Rechtshaid, focada no synthpop e new wave, que transforma a música num hino alternativo. E não seria pretensioso de nossa parte dizer que o single é um dos melhores cantados por Brandon em toda sua carreira, incluindo a banda.

43) AURORA - Runaway

Talvez o mundo indie musical precisava de um sopro de ar fresco e quem veio trazê-lo foi AURORA. Carregada no eletropop, “Runaway” recebeu o papel de carro-chefe do álbum de estreia da norueguesa, “All My Demons Greeting Me As a Friend”, e o cumpriu muito bem, mostrando todo o talento da cantora. Em mais ou menos 4 minutos, AURORA consegue mostrar sua genialidade ao cantar para o ouvinte que quer fugir de sua casa, mas, ao mesmo tempo, para sua casa.

42) Ciara - Dance Like We're Making Love

Produzida por Dr. Luke e diferente do que estamos acostumados a ouvir do produtor, “Dance Like We're Making Love” traz de volta aquela Ciara que gente tanto ama. Com ritmo, estilo e muita sensualidade, a faixa é uma ótima representante para a cantora configurar a nossa lista. Além disso, a música rendeu um dos clipes mais bonitos e bem produzidos da carreira da Ciara.

41) Galantis - Peanut Butter Jelly

Uma das sensações no meio alternativo ano passado, o duo sueco de música eletrônica, Galantis, lançou uma das coisas mais bizarras do ano: a curiosa summer jam "Peanut Butter Jelly", onde o maior mérito deste single, é justamente soar estranha aos ouvidos e, ainda assim, te deixar viciado hahaha.

40) Macklemore & Ryan Lewis - Downtown (feat. Eric Nally, Melle Mel, Kool Moe Dee, and Grandmaster Caz)

Uma das maiores revelações de 2013/2014, o premiado duo Macklemore & Ryan Lewis retornou com o hino dos finais de semana,  "Downtown". E não veio sozinho. Para tal, seguiram com a proposta de apostar em nomes desconhecidos do grande público (como fizeram no álbum de estreia), reunindo uma galera para criar todas as camadas (muito necessárias) dessa delícia, com ares épicos e ainda acessível. Mas é inegável que, em meio a tantos nomes, o maior destaque possível fica com o sensacional Eric Nally, que, com seus vocais únicos, confere à canção a alma que necessitava pra ser um glorioso retorno.

39) MNEK - The Rhythm

Que MNEK adora uma mistura, não é novidade, afinal, o cara tem se especializado em criar sonoridades únicas em seus trabalhos solo. "The Rhythm" é uma prova disso. Dos vocais belíssimos no minimalismo R&B, até o batidão da house music tomar conta da produção, escalamos, com prazer, uma montanha repleta de contrastes. Gente, pelamor, façam esse homem decolar pra ontem, porque é maravilhoso demais.

38) Jess Glynne - Don't Be So Hard On Yourself

Um dos grandes nomes de 2015, Jess Glynne não poderia ficar de fora dessa lista e “Don’t Be So Hard On Yourself” é uma ótima escolha para representa-la. Numa faixa cheia de estilo e com vocais ao estilo soul, Jess mostra porque é uma das artistas mais promissoras. Com uma boa letra e uma produção pop com batidas envolventes, o single parece ser um sopro de frescor para um cenário que precisa se reinventar a todo o momento.

37) Rita Ora - Body On Me (feat. Chris Brown)

Mesmo com problemas na finalização do seu segundo disco, Rita Ora escalou Chris Brown para “Body On Me” e não poderíamos ficar mais satisfeitos com o resultado. Musicalmente conectados, os artistas deram o tom certo à canção e a transformaram numa das faixas mais sensuais (e gostosas) do ano. Estamos ansiosos pelo retorno da Rita Ora em 2016.

36) Grimes - Flesh Without Blood

Os fãs de longa data podem ter sofrido um choque na primeira audição dos novos trabalhos de Grimes, que transitou para o pop desde a parceria com o Blood Diamonds em “GO”, mas não dá pra negar que a cantora consegue soar bem mais confortável em meio aos sintetizadores radiofônicos que invadiram seu novo disco, “Art Angels”. “Flesh Without Blood”, primeiro single do registro, é energética, dançante e, numa combinação de bateria, palmas e muitos synths, explode nas inspirações do pop-punk, se rendendo até mesmo aos refrões chicletes do gênero, mas entrega a identidade de Boucher em seus detalhes, como a clara presença da obscuridade de seus versos, bem como a sofisticação do seu lado eletrônico. Não se render a essa nova fase da cantora poderá ser uma das suas piores decisões antes do fim desse ano.

35) Ellie Goulding - Love Me Like You Do

Nas mãos de Max Martin, o mago do pop, Ellie Goulding mostrou a sua face mais pop. Como parte da trilha sonora do filme “50 Tons de Cinza”, o single desperta a sensualidade na voz doce da cantora e apresenta uma melodia capaz de te prender até o refrão explosivo. Com todo o buzz em torno do filme, a faixa conquistou as paradas e garantiu um lugar na nossa lista.

34) Of Monsters and Men - Crystals

A voz nos lembra da Ellie Goulding, as percussões podem nos remeter aos trabalhos da Florence + The Machine e toda a proposta épica denuncia que isso dificilmente foi pensado para as rádios pop, mas não se engane, esse foi só um dos grandes feitos do Of Monsters and Men nesse ano. Ainda que não tenha sido muito comentado, o sexteto islandês lançou seu segundo álbum, “Beneath The Skin”, e foi dele que extraiu a maravilhosa “Crystals”. Distante do que eles nos apresentaram no álbum de estreia, esse novo trabalho é bem mais introspectivo, reflexivo, e como “Crystals” deixa mais que claro, marca também uma fase mais madura da banda, menos animada e mais profunda, emotiva.

33) Fifth Harmony - Worth It (feat. Kid Ink)

Após o desempenho mediano dos seus ótimos singles anteriores, a girlband acertou em cheio. “Worth It” cresceu nas paradas e se consolidou como o grande sucesso do grupo até então. Com elementos que já estavam dando certo no pop (não é mesmo, Jason Derulo?), a música tem uma capacidade incrível de te envolver e de te transportar direto pra uma pista de dança.

32) Taylor Swift - Wildest Dreams

Suceder um hit como single de um dos maiores álbuns da música pop em anos não é uma tarefa fácil, mas Wildest Dreams parece ter tirado isso de letra.  Na música temos um lado diferente e um tanto quanto inesperado de Taylor, onde ela canta algo que poderia, facilmente, ter sido encontrado num álbum da Lana del Rey. Se a Taylor quer que a gente não esqueça ela tão cedo, “Wildest Dreams” ajuda com esse pedido.

31) Tinashe - All Hands On Deck

Demorou até que o R&B voltasse a ter vez nas rádios, mas, quando o fez, o gênero deu uma preferência absurda aos novos nomes. Jennifer Lopez, Ciara e Mariah Carey são algumas das que bem tentaram voltar, mas não tiveram muita sorte nas rádios, em tempo que inquestionáveis aprendizes de seus trabalhos, como Tinashe, só viam seus nomes crescendo mais e mais. “All Hands On Deck” foi um dos últimos trabalhos de Tinashe com seu disco de estreia, e, definitivamente, foi também a canção que mostrou ao que a cantora veio, se apresentando de maneira bem mais expressiva e cheia de personalidade do que seus hits anteriores. A música, que mais tarde ganhou um inexpressivo remix com a rapper australiana Iggy Azalea, é daquelas que não temos o que tirar e nem por. Apenas curtir e, é claro, dançar. Se acabar de dançar.

30) Melanie Martinez - Pity Party

Gravada nos anos 60, “It’s My Party”, da cantora Lesley Gore, sobreviveu por gerações à gerações de pessoas que eram as donas da festa e, sendo assim, chorariam se quisessem, mas nesse ano, ao cair nas mãos de Melanie Martinez e sua “Pity Party”, ganhou um tom tão singular, que arriscamos dizer ser uma das melhores utilizações da faixa em todos os tempos. Parte do disco de estreia de Melanie, “Cry Baby”, a música terminou se tornando um dos seus maiores sucessos, e passeia entre o pop e o alternativo, acompanhada por um marcante trip-hop, seguido das insatisfações da menina que só não entende porque seus convidados não compareceram a festa.

29) Anitta - Bang

Anitta deu um tiro certo com “Bang”. Atual, moderno e muito bem produzido, o single colocou a carioca entre as artistas mais interessantes do cenário pop nacional. A faixa trouxe ainda um clipe todo cheio de conceitos e que lhe rendeu o recorde do vídeo clipe nacional mais visualizado em 24 horas. Com “Bang”, Anitta fez sua transição do funk ao pop no maior estilo.

28) Madonna - Ghosttown

Madonna sempre amou baladinhas, tanto que reserva espaço especial para alguma em seus álbuns, mas “Ghosttown” é, de longe, uma das melhores lançadas em toda a farta discografia da Rainha. O single é nada além de uma grande declaração de amor e devoção com uma letra tão certeira que pensamos "como ninguém fez isso antes?". No refrão destruidor temos apenas um "Quando tudo desmoronar eu serei o seu fogo quando as luzes se apagarem. Quando o mundo ficar frio eu serei seu cobertor e vamos apenas nos abraçar um ao outro". Linda de morrer.

27) NERVO - The Other Boys (feat. Kylie Minogue, Jake Shears & Nile Rodgers)

Let’s disco! Com pinta de hit retrô, o duo eletrônico NERVO botou o mundo da música de cabeça pra baixo com o lançamento do single “The Other Boys”, pertencente ao debut-album das irmãs Olivia e Miriam, “Collateral”. Contando com nada menos que Kylie Minogue, Jake Shears do Scissor Sisters e o legendário guitarrista Nile Rodgers, a faixa possui leves toques modernistas que, misturados aàs batidas eletrodance dos anos 80, te colocam para dançar como se não houvesse amanhã.

26) Marina & the Diamonds - Forget

Marina & The Diamonds trouxe com o “Froot” um pomar completo de canções humanas e suas complexidades, porém, talvez a mais completa seja “Forget”. A canção fala sobre uma das estratégias de sobrevivência mais complicadas de se executar: esquecer. "Eu vivi minha vida em débito e desperdicei meus dias em profundo arrependimento. Sim, eu tenho vivido com raiva porque não posso perdoar e não posso esquecer", canta a galesa num single fenomenal que virou um dos mantras de 2015.

25) One Direction - Drag Me Down

O primeiro single da banda após a saída de Zayn Malik é mais uma das grandes produções pop do ano. Com uma melodia crescente, a música resulta em um refrão que se apresenta de maneira moderna e atual, sem as grandes explosões vocais que estamos acostumados a ouvir nas boybands. Com o single, o 1D nos lembra da sua incrível capacidade de se reinventar.

24) Tove Lo - Talking Body

Maior acontecimento pop de 2014, nossa rainha das nuvens não deixaria de marcar presença numa lista de melhores, não é mesmo? Com três singles lançados em 2015, nossa escolha por "Talking Body" se deve por uma única e exclusiva coisa: é a melhor música do álbum, gente. Uma masterpiece synthpop, perfeita para as rádios e ainda fugindo do lugar comum, o que é ainda mais louvável. Palmas pra Suécia, palmas pra Tove Lo e pra esse hino delicioso.

23) Little Mix - Black Magic

“Black Magic” é a representação do pop em sua essência. Com vocais bem distribuídos, a melodia cresce e nos envolve até a explosão que resulta em um refrão poderoso e que, provavelmente, fará você cantar pelos próximos dias. Com um arranjo cheio de pontos altos e refrão envolvente, o single é, certamente, um dos maiores acertos do Little Mix.

22) Rihanna - Bitch Better Have My Money

Esse ano pode não ter sido dos melhores para Rihanna, que não conseguiu lançar seu novo disco, “ANTI”, por empecilhos em sua divulgação, bem como aparentes problemas na sua direção criativa, mas é inegável que, até aqui, o disco já nos rendeu coisas incríveis. A parceria dela com Kanye West e Paul McCartney em “FourFiveSeconds” não nos deixa mentir e, ainda que deixasse, seria desmentida com uma arma na cabeça, apontada por “Bitch Better Have My Money”.

Não soando muito ousada de início, “BBHMM” é um dos melhores momentos de Rihanna na música, e reforça sua vertente urbana como nenhuma outra, principalmente para os que colocavam sua credibilidade em xeque desde o flerte com a música eletrônica em parcerias com Calvin Harris e David Guetta. Em um trap nervoso, “Bitch” é agressiva, intimidadora, sem vergonha e confiante ao extremo, soando como um tiro letal, que nos faz ter certeza de que jamais iremos querer dever algo à cantora.

21) Alessia Cara - Here

Se você chegou até esse momento do ano e ainda não escutou a Alessia Cara, precisa reverter esse quadro o quanto antes. Sendo uma das nossas maiores apostas para o próximo ano, Cara lançou nesse ano o EP “Four Pink Walls” e, sem tempo a perder, aproveitou o hype de seu primeiro hit, “Here”, para embalar a chegada do seu CD de estreia, “Know-It-All”. No seu grande sucesso, Alessia nos traz uma fórmula facilmente comparável a alguns nomes britânicos, numa lista que vai da Lily Allen à Amy Winehouse, tanto por sua sonoridade quanto pela maneira com que ela vomita sinceridades de uma forma tão sutil. Coisa que, antes que você pense muito, significa um puta elogio. E um puta elogio merecido. Aos interessados, vale anotar: essa menina será grande.

20) Zara Larsson & MNEK - Never Forget You

Faz dois anos desde que falamos pela primeira vez sobre a Zara Larsson aqui no blog e, desde então, esse parece ter sido o melhor ano na carreira da sueca que, em ascensão, conquistou não apenas um, mas dois sucessos e, curiosamente, um em cada ponta do oceano. No lado de cá, crescendo nos EUA, a música que vem fazendo o nome da cantora é “Lush Life”, numa proposta bem próxima do que escutamos bastante com o Major Lazer em “Lean On”, enquanto o lado de lá ficou com a melhor fatia do bolo: a parceria com o MNEK em “Never Forget You”.

O provável lead-single que a Rihanna adoraria ter em seu “ANTI” é uma produção heterogênea, que passeia entre o dance e o trap, mas com um senso pop que não poderia ter vindo de outra artista, senão uma sueca, somado ao talento do MNEK que, com o EP de estreia “Small Talk”, provou ser um nome que não deixaremos de ouvir tão cedo. Nós não os esqueceremos e, sinceramente, esperamos que você também não.

19) Florence + The Machine - What Kind Of Man

Se já tínhamos “o Pai” e “o Filho”, foi com o primeiro single da banda que percebemos que mais um hinário estava por vir e que a trindade se completaria, sendo o terceiro álbum o nosso “Espírito Santo” e se tornando a nossa nova religião. A música traz os vocais cheios de alma de Florence num instrumental que começa pequeno, frágil, mas vai escalando para um rock nervoso e contagiante. Impossível não se pegar dançando aos gritos de indignação da cantora, ao se questionar se a culpa do fracasso de seu relacionamento, realmente, foi dela.

18) Disclosure - Magnets (feat. Lorde)

Bastaram os irmãos Lawrence, do duo Disclosure, anunciarem que estavam em estúdio com a neozelandesa Lorde, pra que tivéssemos a certeza de que algo incrível estava a caminho. A menina é uma das melhores cantoras e compositoras que aconteceram nos últimos anos, enquanto eles são dois dos melhores produtores da atualidade, carregando no histórico sucessos como “Latch”, que nos apresentou Sam Smith, e “White Noite”, com o duo AlunaGeorge, fazendo dessa uma combinação que, se desse errado, continuaria soando bem.

“Magnets” faz parte do segundo álbum dos britânicos, “Caracal”, e sucedeu a parceria com o Sam Smith em “Omen” nas rádios, mas ao contrário dessa canção, a faixa carrega uma fórmula tão singular, que dificilmente será superada por seus próprios produtores, sendo daqueles casos em que a colaboração funciona tão bem, que se encaixa na proposta e sonoridade de todos os artistas envolvidos, indo bem além daquelas simples reuniões oportunistas e que visam apenas números, como deve ser.

17) Ariana Grande - Focus

Os saxofones começaram e não deixaram dúvidas: Ariana Grande estava de volta. Mas com aquela sensação de que sequer havia partido. A cantora que, no ano passado, nos entregou hits atrás de hits, continua com um senso inquestionável para produzir sucessos e, felizmente, sucessos de qualidade. “Focus” é como uma prima perdida de seu smash anterior, “Problem”, só que daquelas que ficam distantes da família e, quando reaparecem, estão lindas, ricas e bem melhores que qualquer membro que você seja mais próximo, marcando uma clara evolução, de maneira bastante linear, na carreira da Mariah Carey dessa nova geração.

16) Lana Del Rey - High By The Beach

Se com o disco “Ultraviolence”, Lana Del Rey perdeu as cores de sua música para o tom monocromático do cinema cult, em “High By The Beach”, a novaiorquina parecia recuperar um pouco da paleta apresentada nos VHS-inspired de seu “Born to Die”. Pra quem só queria estar morta, “High” é um dos feitos mais despretensiosos da carreira de Del Rey e, pra nossa surpresa, resultou num efeito incomparável.

O trap e trip-hop da produção, somado a maneira com que seus vocais nos guia pela faixa, em muito lembram seu disco de estreia, principalmente músicas como “Off To The Races”, mas ainda assim trazem um fator X que faz desse um momento inédito em sua carreira e, mesmo que flerte com o gênero do momento, para as rádios também. Beyoncé, que esse ano nos apareceu com uma “7/11” e, no lugar de helicópteros, derruba aviões, deveria começar a tomar notas.

15) Troye Sivan - WILD

Se na lista do ano passado nos rendemos à maravilhosa "Happy Little Pill", desta vez a glória de Troye Sivan fica por conta de "WILD", que abriu os trabalhos de seu segundo EP. O single, em si, é um uptempo sincero, convincente, emotivo e crescente sobre como uma relação provocativa (e por vezes dolorosa) pode deixar bons momentos. Onde um coral infantil se encarrega, dentro da brilhante produção, de dar uma leveza à sua densa letra. E ninguém melhor que o menino das pequenas pílulas da felicidade pra retratar isso sem ser piegas.

14) Hilary Duff - Sparks

O disco de retorno dela está de mãos dadas com o “EMOTION”, da Carly Rae Jepsen, como um dos mais injustiçados do ano, pelo menos comercialmente falando, mas não se preocupa, Duff, porque aqui você é merecidamente lembrada e, sempre que pudermos, continuaremos fazendo jus ao impecável “Breathe In. Breathe Out.”, que muito provavelmente nos manterá respirando pelos próximos sete anos em que você voltará a ignorar os fãs de sua música para focar no cinema ou TV.

“Sparks” é a combinação pop perfeita e, por mais que não soe com nada do que tocou nas rádios em 2015, parece conversar perfeitamente com os hits do ano, dos sintetizadores da Demi Lovato em “Cool For The Summer” aos assobios de Adam Lambert em “Ghost Town”, passando ainda por uma sensualidade quase ingênua e, de certa forma, deveras descontraída. Não conseguimos entender porque não fizeram desse o novo hino nacional dos EUA.

13) The Weeknd - The Hills

Pra quem acompanha o The Weeknd desde suas mixtapes, não deve ser surpresa de que a música dele não tem muitos momentos como “Can’t Feel My Face”. Bastante influenciado pelo R&B, gênero que domina como ninguém, só que por uma vertente mais alternativa, a carreira de Abel é repleta de músicas sobre mulheres, sexo, drogas e mais um pouco, soando como um profundo e sincero soco no estômago e, passado seu grande hit, o álbum “Beauty Behind The Madness” traz bastante disso também.

“Often”, por exemplo, vem com um trap contido, introspectivo, de certa forma, enquanto ele fala sobre fazer vaginas choverem frequentemente, e “Earned It” traz toda essa sexualidade e sensualidade de sua música de uma maneira mais classuda, vestida de terno e gravata, mas é em “The Hills” que ele alcança o ápice de suas produções, numa faixa que, a cada segundo, parece nos prender de uma maneira diferente, a começar por seu refrão fria e honestamente profundo. As paredes têm ouvidos e, no que depender de The Weeknd, elas ainda ouvirão muita coisa.

12) Years & Years - King

Major Lazer e sua “Lean On” podem até terem tomado conta de meio mundo durante esse ano, se mostrando fortes representantes da música eletrônica para uma indústria que andava tão monótona, mas, assim como a própria MØ no hit dos caras, o gênero também abriu espaço para muitas revelações, como foi o caso do Years & Years. Se não bastasse ter um dos melhores discos do ano, o trio liderado pelo Olly Alexander também fez o nosso ano melhor com alguns de seus singles, incluindo a maravilhosa “King”, que transforma o synthpop dos britânicos numa das melhores opções para o verão, numa sutil transição entre o pop radiofônico e sua vertente mais alternativa, acompanhada de uma grandiosidade que cairá muito bem em grandes festivais pelos próximos anos e anos, com o perdão do trocadilho.

11) Fluer East - Sax

Ponha os móveis pro canto da sala, arrume o corpinho e vamos bater cabelo com essa viciante maravilha pop, cheia de trocadilhos, lançada quase no final do ano, pra ser o single e hit de estreia da rainha da temporada 2014 do X Factor. Se nos frustramos por seu segundo lugar, ao menos tínhamos a certeza, já naquela temporada, que Fleur tinha tudo para bombar, e "Sax" foi a prova definitiva da máxima dos reality shows: nem sempre vencer a competição é o mais importante, né, Ben Haenow?!

10) Adam Lambert - Ghost Town

“Ghost Town” marca a reinvenção de Adam Lambert como artista pop. O single é um poderoso hit que traz em sua produção elementos do Deep House que resultam num refrão poderoso e vibrante que explodem com seus assovios. Com vocais mais controlados, mas ainda sim intensos, o single entrou para a lista das músicas que mais viralizaram no Spotify em 2015 e fecha o nosso Top 10 dando o devido reconhecimento ao artista e seu interessantíssimo single.

9) Sia - Elastic Heart

Talvez nem Sia esperasse ter ido tão longe quando se uniu ao David Guetta em “Titanium”. A australiana compôs hits e mais hits para meio mundo, aproveitou a exposição em seu álbum seguinte, “1000 Forms of Fear”, e com ele conseguiu algumas das melhores canções de sua carreira, incluindo o hit “Chandelier” e seu hino desse ano, “Elastic Heart”.

Inicialmente lançada como parte da trilha sonora de “Jogos Vorazes: Em Chamas”, numa improvável parceria com The Weeknd, “Elastic Heart” ganhou sua versão solo no último álbum da cantora e se provou ainda mais profunda e pessoal. Essa é daquelas músicas que te pegam por dentro do peito e puxa para todos os lados, mas não se preocupe, você estará a salvo caso tenha um coração elástico. Nesta altura do campeonato, talvez seja válido mencionar que, assim como dez a cada cinco canções dessa lista, essa música foi produzida pelo Diplo.

8) Carly Rae Jepsen - Run Away With Me

Se você apenas se lembra de “Call Me Maybe” ao ouvir falar na Carly Rae Jepsen, ainda tem muito que aprender sobre a vida e a oitava maravilha do mundo, também conhecida como o último disco da canadense, “EMOTION”. E foi dele que ela tirou “Run Away With Me”, o inegável hino que provavelmente fará parte das nossas playlists pelos próximos vinte e cinco anos, imortalizando o nome dela que abriu mão de outra metralhadora de hits que poderia ser esse álbum para provar o seu talento como uma das maiores e melhores cantoras e compositoras pop que é.

7) Demi Lovato - Cool For The Summer

Demi Lovato pode não ter nos entregado um dos melhores álbuns do ano, mas fez a lição de casa quanto ao seu primeiro single. Se Charli XCX e Katy Perry se unissem para virar o pop de cabeça para baixo, é bem provável que o resultado soasse próximo do que Lovato nos trouxe em “Cool For The Summer” e isso é louvável. A canção, que supostamente marcaria uma fase de transição na carreira da cantora, traz uma fórmula descontraída, divertida e mais sexy do que nunca, deixando pra trás todo o peso que seu nome carregou em outrora, para apenas nos fazer dançar enquanto nos preocupamos em estarmos prontos para o verão. Só não comenta com a sua mãe que você anda ouvindo Demi Lovato.

6) Drake - Hotline Bling

Certo, talvez até desligássemos o telefonema de Adele por algum tempo, mas por uma boa causa. Acontece que o Drake ama nos ligar durante a madrugada e, se ele faz isso, você sabe que só pode significar uma coisa. “Hotline Bling” não fez parte de nenhuma das duas mixtapes lançadas pelo rapper neste ano, mas marcou o seu nome como nenhuma outra, sendo um dos maiores momentos da carreira do cara desde “Hold On, We’re Going Home”. Há alguns anos, ter um rapper cantando parecia ser um problema para os fãs do gênero, Kanye West deve se lembrar disso, mas, hoje em dia, isso está longe de ser algo negativo, principalmente se seu nome for Drake e você estiver cantando uma canção tão boa como “Hotline”. Pode nos ligar quando quiser, Drake. Quando. Quiser.

5) The Weeknd - Can't Feel My Face

Ele chegou de mansinho, fez seu nome pelos cantos e, quando notamos, já era um dos maiores monstros do ano. No melhor sentido possível, é claro. The Weeknd despontou como um dos grandes nomes de 2015, senão o maior, e foi com “Can’t Feel My Face” que colocou a cereja no bolo que foi a era “Beauty Behind The Madness”, que ainda o rendeu outros três hits, “Earned It”, “Often” e “The Hills”. Sempre tão presente no R&B ou, como alguns preferem chamar, “alt-R&B”, foi com essa canção que o cantor assumiu uma veia pop vez em nunca presente em seus outros trabalhos e, acredite, da maneira mais majestosa possível. “Can’t Feel My Face” é daquelas que não consegue te deixar parado e, felizmente, oferece um conteúdo impecável para um gênero sempre tão preso aos versos mais genéricos possíveis. Estaríamos nós diante do sucessor natural ao legado do Michael Jackson?

4) Jack Ü - Where Are Ü Now (feat. Justin Bieber)

Numa primeira ouvida, pode ser que “Where Are Ü Now” não soe muito bem, mas não se deixe levar pelas primeiras impressões. A parceria entre Diplo, Skrillex e Justin Bieber resultou em alguns dos melhores momentos para a música nesse ano e, nesta canção, os três provam a máxima de que “menos é mais”, numa proposta que, inicialmente, pode até parecer simples demais, mas bastam mais algumas ouvidas pra que você se sinta submerso nesse universo que vai do trap às flautas, passando pelo marcante falsete do cantor canadense. Aonde quer que eles estejam daqui em diante, esperamos que possam fazer música alta o suficiente pra que ecoe pelos quatro cantos do mundo ou, na melhor das hipóteses, que elas pelo menos estejam disponíveis no Spotify.

3) Adele - Hello

Sabe quando o telefone toca, você olha o nome do contato e fica na dúvida se deve ou não atender? Pode ter certeza que esse não é um dos casos. Adele é daqueles nomes que, quando ficam em exposição, fazem todos os outros parecerem coisas de criança e ao retornar, com o disco “25” e seu carro-chefe avassalador, “Hello”, a britânica provou estar tão em alta quanto em outrora. Musicalmente falando, a baladinha não é das mais inovadoras, ao menos se comparada ao que a cantora nos apresentou em seus álbuns anteriores, “19” e “25”, mas ganha incontáveis pontos por seu impactante efeito logo na primeira ouvida e, claro, por sua letra, totalmente dentro do contexto em que uma mulher de vinte e poucos anos olha para trás, naquela tentativa de corrigir o que já se foi. A gente não desligaria essa ligação por nada neste mundo.

2) Major Lazer & DJ Snake - Lean On (feat. MØ)

O faro de Diplo para um bom hit é inegável. Há anos pelos bastidores da indústria, com um currículo que inclui feitos verdadeiramente marcantes, como M.I.A.  e Robyn, o produtor disse que faria o que pudesse pra que seu projeto paralelo, Major Lazer, se tornasse algo grande em 2015 e não poderia ter feito melhor.

Ao lado do DJ Snake (“Turn Down For What”) e uma das artistas mais promissoras da Dinamarca, a cantora e nova protegida do Diplo em potencial, MØ, o trio formado pelo hitmaker e os produtores Walshy Fire e Jillionaire fez o mundo dançar ao som do reggae-pop-indiano de “Lean On”, não só trazendo algo totalmente inédito para as rádios, mas também atraindo mais atenção para a música eletrônica nesse ano, até então marcada por nomes menos inovadores, como Calvin Harris e Zedd. Além de sua sonoridade, “Lean On” também é um tiro certeiro por conta de sua letra e, se essa combinação não for o suficiente, vale mencionar que a música tem uma dancinha sensacional.

1) Justin Bieber - Sorry

Após a queda de sua popularidade com o disco “Journals”, muitos imaginavam que Justin Bieber dificilmente recuperaria os efeitos da febre Bieber, que afetou a população mundial desde sua estreia, com o álbum “My World”, mas bastou o canadense se unir ao Skrillex e Diplo pra que essa história mudasse. Em “Sorry”, Bieber nos apresenta uma das melhores e mais inesperadas parcerias do ano, com um resultado que soa exatamente como aquele ar fresco que seu gênero implora para respirar há algum tempo.

A mistura que vai do pop ao [coloque aqui o nome de um gênero cabível ao Major Lazer, quando inventarem um para isso] é daquelas que não deixa ninguém parado e, vamos lá, por mais que seja com uma temática batida, é mais um caso em que o bom e velho pop se reinventa, provando de novo sua versatilidade e, queira você ou não, se mantendo no topo da pirâmide — e da Billboard Hot 100, caso se interesse.

***
Ei, 2015, what’s good? Nossa temporada de listas está só começando e, pelos próximos dias, vocês ainda conhecerão outros especiais. E sentiu falta de algum lançamento? Se sim, não fica triste não. Katy Perry vai ao Grammy esquentar cadeira há anos e mesmo assim está sempre com um sorriso no rosto. Que venha 2016 e outras ótimas músicas pop que façam nosso ano valer a pena.

Por fim, vale aproveitar abaixo a playlist que preparamos com todos os singles que estão acima e não são da Taylor Swift pelo Spotify. Ouça a playlist e nos siga pela plataforma também:


Tecnologia do Blogger.