Inês Brasil lidera votos em projeto do Grammy que procura novos artistas, mas não é uma artista elegível

A internet brasileira foi a loucura durante as últimas quarenta e oito horas e por uma única pessoa: Inês Brasil.

A dançarina, cantora, mãe, protagonista dos memes tudo e, não menos importante, figura da internet, ficou famosa após viralizar com um vídeo em que tenta uma vaga pela quinta vez no Big Brother Brasil, um dos maiores clássicos da internet, que você deve conhecer pelo CD:



O vídeo dela dançando e tentando chamar a atenção de Pedro Bial não deu a ela uma vaga no reality show, mas, dois anos após sua divulgação, se tornou um dos maiores sucessos da internet nacional, fazendo com que ela se tornasse um nome em potencial para o programa da concorrência e, de quebra, conquistasse um espaço em vários programas da TV aberta.

Alavancada pela rede mundial de computadores, Inês protagonizou muitas brincadeiras que envolviam esse mesmo vídeo (como aquela paródia de “Scream and Shout”, da Britney Spears, ou a recente montagem com “Sorry”, do Bieber) e mais tarde teve sua imagem eternizada por meio de outras frases que soltou ao longo dos anos, como na sua inesquecível participação no quadro “Telegrama Legal”, do SBT, repleta de bordões que você provavelmente usa com seus amigos e nem sabe a origem:



Daí que, de volta a 2015, a página oficial do Grammy Awards perguntou aos seus seguidores quais eram suas expectativas sobre os indicados da 58ª edição da premiação, que serão revelados na próxima segunda-feira (07), e, como contamos aqui, a celebridade brasileira foi o nome mais citado em disparada.

Com a frase “é melhor que a Inês Brasil seja indicada”, vários brasileiros fizeram desse momento o novo “cala a boca, Galvão” (COMO ESQUECER, PESQUISAR) ou, pensando numa referência menos específica, “come to Brazil”, irritando os gringos que não entendiam a mobilização por essa artista desconhecida e, literalmente, tomando conta da página do Grammy, que ficou inundada de muito amor sem ver a quem.
É claro que tudo não passou de uma brincadeira, né? Se a Katy Perry, distribuindo bolos durante a divulgação de seus singles, ainda não tem um Grammy, imagina só se a Inês Brasil conseguiria. Mas a gente entrou na onda e incentivou a zoeira... Que se tornou um verdadeiro monstro.

Isso porque, paralelo ao Grammy, a internet também sedia a votação para o Grammy Amplifier, um projeto da premiação mais respeitada da música com a marca Hyundai, que tem o objetivo de encontrar novos artistas e dar a oportunidade de um deles gravar um álbum completo produzido por um vencedor da categoria Álbum do Ano (!), além de um videoclipe assinado por um diretor famoso dos EUA, e adivinha só quem também deu as caras por lá...
Mas, mais uma vez, se segura, gente! No caso do Grammy Amplifier, são os próprios músicos que se inscrevem, colocando o áudio de suas músicas a disposição do público, que poderá ouvir e votar em suas favoritas, e assim como nos comentários que começaram toda a brincadeira, Inês entrou na briga com “Make Love” graças aos seus fãs.

Se ela for a mais votada ela vai mesmo ter o disco produzido por um ganhador do Grammy? Dá tempo de indicarem “Make Love” na premiação? Será que demora até uma gravadora grande assumir os trabalhos da panterona por aqui? Não, gente, calma, por favor. Pode tirar sua marimba da chuva.



Como dissemos, é claro que tudo não passa de uma brincadeira, né? E antes mesmo de causar qualquer dor de cabeça para o Grammy e todos os envolvidos nesse projeto, Inês Brasil é uma candidatada inelegível, não por ser uma celebridade ou fazer música por humor, mas por não estar dentro dos váaaarios critérios impostos pela premiação, o que inclui uma cláusula sobre o artista ser necessariamente residente dos EUA — e outras bastante específicas, como não poder ter nenhuma música com certificados de vendas ou posições na Billboard Hot 100.
Após a brincadeira com a cantora, outros brasileiros ganharam páginas no site promocional, como Valesca Popozuda, Kelly Key, MC Carol, Wanessa e Amannda, até conquistando alguns votos, mas todos perdem a vez pela mesma razão que impossibilita uma real participação de Inês, o que é uma pena, já que seria realmente interessante ver parte dessa gente nos representando musicalmente lá fora, assim como foi maravilhoso ver a Anitta nos levando ao MTV Europe Music Awards.



Se não fosse por essa cláusula, o mais provável ainda seria que os responsáveis pelo concurso, ao compreenderem o teor humorístico da ação, desclassificassem Inês, talvez justificando como uma tentativa de invasão ou spam, mas como ninguém aqui realmente tinha a intenção de torná-la um acontecimento na cerimônia, isso não é mesmo um problema.

Só que a zoeira continua e, junto com ela, a nossa risada. Aliás, o nosso pedido também. Façam da Inês um assunto no VMA do ano que vem! Faz um tempo que a premiação da MTV não traz das melhores edições e ter a cantora aparecendo por lá com sua “Make Love” seria uma salvação e tanto para a audiência do programa, além de fazer cenas como o twerk da Miley Cyrus parecerem coisas de criança.
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