Album Review: Ouvimos o "Get Weird" e seguiremos misturando até o Little Mix ficar no ponto certo de explodir no mundo!



Em 2011, o The X Factor do Reino Unido, em um lapso de sagacidade, mostrou ao mundo quatro garotas que separadas não teriam grandes chances na indústria fonográfica, mas que unidas seriam a girlband que mataria a saudade dos órfãos das Spice Girl, Destiny's Child e TLC. Little Mix chegou, ficou, e temos algumas coisas que gostaríamos que elas soubessem. No seu debute, "DNA", as moças conseguiram mostrar que possuíam identidades fortes o suficiente para sustentar uma longa carreira. No incrível "Salute", lançado no ano seguinte, elas só reforçaram o merecimento de tudo que conquistaram e se mostraram prontas para novos desafios. Mas e agora, o que podemos falar sobre o "Get Weird"?

01) "Black Magic"

Magia define a sonoridade da faixa que abre os trabalhos do "Get Weird". Para quem lembra de "Wings" e "Move", ela soa menos impactante de primeira, mas logo logo estará grudada na sua mente, te levando para pistas de dança da época da brilhantina. Deliciosa! Uma produção leve, romântica e bem relacionável para cantar junto com as migas. Nós pertencemos a vocês, porque vocês têm a receita e ela se chama: magia negra, suas lindas!


02) "Love Me Like You"

Segunda música, segundo single e mais um acerto. Como um grande baile de formatura, "Love Me Like You" já chega com uma produção vocal divina e uma vontade de trocar olhares com aquela crush desejada. Com um sha-la-la-la que deixaria a Motown orgulhosa de suas harmonias, as meninas falam sobre a tristeza, pois ninguém consegue amá-las como aquele boy. Alguns paqueram, mas é ele que tem o nasty que elas curtem. "L - O - V - E, amo o jeito que você faz, quando está comigo, garoto eu quero o tempo todo" Olha que saidinhas!

03) "Weird People"

Como jovens adultas, Jesy, Perrie, Leigh-Ann e Jade sabem o que é crescer numa escola e nem sempre ser aceito, mas ir atrás dos seus sonhos e encontrar o lugar que você pertence é sempre a melhor opção. "Weird People" traz essa temática de forma bem divertida, em mais um pop oitentistas, como quatro mini Cindy Laupers ou Kylie Minogues. Aquela músicas para os excluídos ~Glee Feelings~ mas bem dançante, despojada e um hino para todo mundo ficar estranho a noite toda e se juntar e dançar como se sua vida dependesse disso. "Pessoas no ônibus, pessoas na rua, pessoas como você e pessoas como eu = pessoas estranhas".

04) "Secret Love Song" (feat. Jason DeRulo)

Anunciado como terceiro single do disco, a primeira baladinha do disco é para dançar coladinha no baile que as Misturinhas fizeram para nós. Bem calminha de início, ela espera o refrão para explodir em sonoros vocais deliciosos de Perrie, clamando para ser segurada na rua e abraçada na pista de dança, questionando por que não é assim, se ela está entregue. Em mais uma tentativa de conquistar a terra do tio Sam, coisa que estão conseguindo a curtos passos, as meninas convidaram Jason Derulo para dividir os vocais da músicas. Talvez funcione em termos de visibilidade, pois o cara é bem hitmaker, mas um grande problema na vida de Derulo, é que independente do quão bem ele cante e dance, ele não encanta e "Secret Love Song" talvez fosse mais impactante sem sua falta de personalidade.

05)"Hair"

"Hair" começa e a primeira coisa que a gente pensa é: "Move 2.0"! Fugindo um pouco da pegada oitentista, a música vem compassada numa percussão forte, assim como o primeiro single do outro disco. Bem up-tempo, bem dançante e muito divertida e já queremos uma performance com bastante bate-cabelo para afastar esse boy que não vale nada. O problema de "Hair" é sua letra sobre...cabelos! A metáfora que a música utiliza é infantil, e casaria mais com a sonoridade mais imatura do "DNA", não é bem o que esperamos ouvir no terceiro disco, mas que a gente dança e bate cabelo com as migas, a gente faz isso. Saiam do pé das Misturinhas!

06) "Grown"

Assim como em "Hair", novamente temos uma faixa co-escrita por Jess Glynne. Em "Grown", o boy dispensou as moças, porque achava elas muito pequeninas. Agora que elas cresceram...baba baby. Mesclando as percussões vistas em "Hair" e "Move", com uma sonoridade bem old school,  "Grown" vem super dançante também (até com elementos de trap), menos boba que "Hair", um pouco menos charmosa, mas é uma faixa a cara do Little Mix, tanto que as meninas conseguem fazer a faixa funcionar muito bem ao vivo, exalando sensualidade e mostrando que de fato elas cresceram.

07) "I Love You"

Diminuindo o ritmo do disco, uma midtempo bem suave e melódica, retoma a sonoridade da juventude de oitenta e é exatamente o tipo de música que faz a banda brilhar. É possível imaginar as meninas com laços nos cabelos e vestidos rodados, cantando na chuva sobre um grande amor. "I Love You" é extremamente cativante e, novamente, os vocais são estonteantes. Aqui elas falam que querem gritar até a voz sumir e, mesmo que caiam lágrimas e o coração não goste, elas amam o boy. Olha que fofura, mia geenteee...We love you, Little Mix! Ps: Jesy, quanto charme nessa bridge, mulher!

08) "OMG"

Não faz muito sentido repassar "Pretty Girls" e ter "OMG" no disco. As faixas são muito semelhantes, ambas muito legais até, mas quem ouviu a primeira, tem aqui uma mera releitura e as moças perderam qualquer impacto que a música pudesse causar. Claro, que os vocais delas são muito mais impressionante que os da Princesa, mas é inegável a personalidade que a loira conseguiu impor numa faixa muito mais fraca do que os hits que ela está acostumada a fazer. Meio confuso, mas resumindo: Seria melhor ter "Pretty Girls" aqui!

09) "Lightning"

Quando o disco foi anunciado, elas comentaram sobre uma versão 2.0 de DNA e, senhorxs, QUE VERSÃO! "Lighting" é onde Little Mix brilha como um todo. Assim como "DNA" a sonoridade obscura, a letra bem trabalhada e os vocais....OS VOCAIS, fazem da faixa um dos grandes destaques do disco. Além disso, neste álbum, um ingrediente da mistura se destacou bastante e impôs uma personalidade muito forte, o nome? Leigh-Ann Pinock. Assim como falam na música, ela veio como um raio que caiu duas vezes no mesmo lugar e queima como gelo, e queima tão gostoso. As harmonias, o coral e latim, o refrão grandioso e o goticismo, tudo funciona muito bem em "Lightning". I wish I didn't love you. But I do, suas lindas!

10) "A.D.I.D.A.S"

De uma forma bem marota, bem jeitosinha, as meninas falaram sobre sexo em "A.D.I.D.A.S", que em outras palavras, significa: All Day I Dream About Shh...em outras palavras....O dia todo eu penso sobre sexo...com você. Olha como elas estão crescidinhas, utilizando uma sonoridade jazzy-pop, bem biquini de bolinha tão pequenininho que não cabe na Ana Maria, para falar de sacanagem. A faixa combina muito bem com a sonoridade proposta pelo disco e Leigh Ann, mais uma vez, sambando com um rap e vocais lindos. Desse jeito é a gente que vai ficar pensando em coisas com vocês, meninas... aiai!

11) "Love Me Or Leave Me"

Na penúltima música da versão standard do disco, a balada mais poderosa que Little Mix já fez. "Love Me Or Leave Me" é crua e visceral, gritada e implorada e, com a capacidade vocal e interpretativa que elas possuem, sabemos que isso é um tiro certeiro no peito. "Você pode pegar esse coração, consertá-lo ou destruí-lo.Não, isso é injusto, me ame ou me deixe", Jesy inicia a música bem simplista e sofrida, preparando para este refrão chegar explosivo e gritado por Perrie, que quebra nossos coração com tanta emoção. Na bridge, é Jade que brilha, com lindas notas e uma súplica para ser amada, a única que pode sentir a respiração dele, a que pode ser o lugar para onde ele vai e não de onde foge, e tudo isso termina com Leigh Ann elevando ainda mais o refrão que já estava lindo na voz de Perrie, mas com sua rouquidão e rosnados, Leigh consegue terminar uma das melhores coisas do disco com chave de ouro.

12) "The End"

Chegamos ao fim da versão standard do disco, com "The End" e, juntar acapela e Little Mix é garantia de destruição vocal. Elas não podem continuar se enganando, achando que o boy vai ama-las como merecem, então agora é o fim, pessoal. É o fim! Um fim digno, com harmonias impecáveis e elas despidas de grandes produções e apoiadas apenas no talento. Aquela faixa que acaba com muito gosto de quero mais. Uma delícia! Que vocês não tenham fim nunca, Misturinhas!

13) "I Won't"

Iniciando a edição de luxo do álbum, "I Won't" chega clássico Little Mix. Bem leve, divertida, com vocais igualmente divididos e pronta para nos fazer cantar com as migas. É como se fosse uma versão inferior de "Wings", mas com os mesmos elementos, incluindo as palmas, a percussão e a letra feita para levantar nossa auto estima. No refrão, as meninas cantam que não vão deixar ninguém dizê-las não, nem desvalorizar suas conquistas, porque sabem que nada de bom vem fácil. Fofura!

14) "Secret Love Song (Part II)"

Sem a presença do Jason Derulo e apenas com suas vozes e um piano, "Secret Love song" é elevada a um outro patamar, muito mais encantador, diga-se de passagem! A faixa que é linda de qualquer jeito, poderia causar mais impacto apostando na simplicidade vista aqui. A única coisa que podemos esperar é que elas apresentem essa versão ao vivo.

15) "Clued Up"

Assim como "I Won't", temos aqui uma faixa que parece uma versão mais simples de algo do "DNA", mas casa bem estando na versão deluxe do disco. "Clued Up" é acústica e sabemos como as meninas brilham em versões sem muita produção por trás. A faixa é simples e explora a temática de ser você mesmo que está presente em todo o álbum, em versos como: "Eu me vestia como todo mundo, só queria me encaixar, me disseram não e rebaixaram meus sonhos", mas elas conseguiram superar e agora sabem que o melhor é viver o bom e mau de ser quem são.

16) "The Beginning"

Finalizando o disco, temos a música que fala sobre o início de tudo. Sobre como fizeram estranhas se tronarem melhores amigas. Como antes tão diferentes e agora o brilho que possuem juntas não vai nunca se apagar. A faixa é como se fosse um interlude acapela sobre a carreira que vêm construindo, e os vocais são simplesmente maravilhosos, com harmonias que fariam as Destiny's Child apreciar em silêncio. Com certeza. merecia estar na versão standard, logo abaixo de "The End". Um lindeza de música!

CONCLUSÃO

Ouvindo o "Get Weird", a impressão que fica é parte negativa e parte positiva. Negativamente, as meninas ainda não atingiram uma maturidade sonora que fará elas conquistarem o espaço que todos nós sabemos que elas merecem. O disco é bom, com um leve declínio em relação ao "Salute", mas que as mantém firmes como uma banda digna de atenção. No entanto, positivamente, isso faz com que tudo que sabemos que elas já fizeram e ainda fazem de bom, não nem metade do que o potencial da banda apresenta. "Get Weird" é um bom disco pop e já está trazendo muitas conquistas paras as moças.


O recado que deixamos é: Jade, Jesy, Leigh-Ann e Perrie, vocês estão aprendendo e evoluindo muito. Acreditamos que possuam um potencial ainda não atingido, mesmo com 3 trabalhos tão gostosos de se ouvir. Sigam amadurecendo e fazendo o que acreditam ser o melhor para a carreira de vocês, pois só assim, quem sabe no quarto, no quinto ou no décimo disco, vocês consigam explodir com uma obra que marcará a história da música pop. Amamos vocês, Misturinhas!


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