10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 8/10): Lizzo, “Big GRRRL Small World”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Parte 5 / Parte 6 / Parte 7

LIZZO, “Big GRRRL Small World”

Dá pra contar nos dedos de uma mão a quantidade de mulheres negras que possuem alguma relevância na indústria atual e, se formos falar sobre quantas dessas estão dispostas a discutir publicamente sobre o racismo, conseguimos usar menos dedos ainda, mas a rapper, cantora, compositora e musicista, Lizzo, parece disposta a fazer a diferença.


Sucedendo o disco de estreia “Lizzobangers” (2014), ela lançou nesse ano o álbum “Big GRRRL, Small World” e, em meio às influências que vão do R&B e hip-hop, mas bebendo bastante da fonte de cultura pop, chegou tocando em vários assuntos que até estiveram em exposição, mas não dessa maneira TÃO empoderada.


Só pra você ter uma ideia, racismo, feminismo e a aceitação do seu corpo, independente dos padrões impostos, são alguns dos assuntos explorados por Lizzo nesse disco e, recusando a forçação de barra que algumas artistas fizeram pra pegar carona nessas discussões nesse ano, ela faz isso como ninguém e, o melhor, tocando na ferida mesmo, uma vez que é afetada por todas essas causas, sendo uma mulher negra e, como a própria descreve na baladinha “My Skin”, “grandona pra caralho”.


Toda a versatilidade e aparente despreocupação em seguir as tendências das rádios atuais de Lizzo com o álbum “Big GRRRL” nos lembra dos riscos assumidos por Azealia Banks, quando lançou o disco “Broke With Expensive Taste”, e pensando nos pensamentos defendidos por ambas, podemos dizer que elas têm mais em comum do que imaginam, o que inclui a notável inspiração em um dos maiores ícones femininos do hip-hop de todos os tempos, Lauryn Hill.

Pra testar: “Ain’t I”, “Ride”, “B.G.S.W.”, “En Love” e “My Skin”.


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