10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 9/10): Grimes, “Art Angels”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

GRIMES, “Art Angels”

Grimes chocou seus fãs quando, durante o set de uma balada em Ibiza, arriscou tocar uma música da Taylor Swift, mais ou menos como aconteceu quando a Björk tocou MC Brinquedo nesse ano, mas o que seu público não esperava é que essa queda por artistas mais pop pudesse, em algum momento, ser refletida em seu próprio trabalho.

Conhecida no meio alternativo, a canadense já trazia muitos elementos da cultura pop em seus videoclipes, sempre repletos de cores e referências, mas só no disco “Art Angels” conseguiu transformar todas essas influências em algo que realmente soasse mais comercial, sucedendo parcerias como “Entropy”, com a banda Bleachers, e “GO”, descartada pela Rihanna e produzida pelo Blood Diamonds, que mais tarde também produziu o disco do Bieber, “Purpose”, que já denunciavam essa possível transição.



Assim como é possível reconhecer logo em seu primeiro single, “Flesh Without Blood”, o disco “Art Angels” é gritantemente mais pop que seus discos anteriores, implodindo entre sintetizadores, riffs de guitarra e uma bateria pulsante, emprestada do pop-punk ou do último disco da Charli XCX.



Mas se tem algo que ainda remete aos trabalhos da artista, são alguns de seus traços mais marcantes, como essa vertente eletrônica sutilmente acentuada, bem como seu lirismo obscuro, bastante fora do comum para as rádios pop que não se cansam de tocar Taylor Swift. Arriscamos dizer que é um disco pop para quem não anda satisfeito com a atual música pop.

Pra testar: “California”, “SCREAM”, “Flesh Without Blood”, “Kill V. Maim” e “Venus Fly”.


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