10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 7/10): Seinabo Sey, “Pretend”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

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SEINABO SEY, “Pretend”

Tentar classificar Seinabo Sey dentro de um só gênero pode ser complicado, mas, basicamente, a cantora, que nasceu na Suécia, consegue trabalhar facilmente do pop ao R&B, com uma vertente inquestionavelmente soul e, acredite, tudo isso de uma forma bastante eletrônica, quase como se Adele se deixasse levar pelas produções de alguns nomes em ascensão na EDM atual, mas sem perder sua essência tão cheia de alma.



Em seu disco de estreia, “Pretend”, Seinabo nos lembra a britânica, inclusive, também se assemelhando aos trabalhos de Sam Smith em alguns minutos, mas não se engane, ainda que traga essas semelhanças, ela consegue fazer do disco algo inédito nesse ano, tanto pela mistura inusitada quanto pela forma que aplica suas influências dentro dessa proposta, tornando tudo grandioso o suficiente pra que possa se locomover entre todas essas sonoridades quase sem sair do lugar.



Seja nos vocais robotizados de “Younger”, nos sintetizadores pulsantes de sua faixa-título ou na baladinha ao piano e facilmente comparável as novas músicas de Adele, “Sorry”, Seinabo se entrega de uma forma bastante honesta às suas canções e sob produções que podem soar simples de início, mas carregam uma enorme sofisticação em seus detalhes, que nos conquistam de maneira sutil, quase sem notarmos.

Pra testar: “Younger”, “Easy”, “Sorry”, “Still” e “You”.


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