10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 5/10): Alessia Cara, “Know-It-All”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 /

ALESSIA CARA, “Know-It-All”

Você ainda ouvirá muito sobre ela: Alessia Cara. Não é sempre que um artista consegue tirar um hit logo no seu material de estreia e ela o fez com o EP “Pink Four Walls”, de onde extraiu a canção “Here”, e daí em diante as coisas só foram melhorando, já que, visando aproveitar o hype da canção, a gravadora agilizou os passos para a chegada do seu primeiro CD, “Know-It-All”.


Sendo toda a tracklist um reflexo de sua visão sobre o mundo, “Know-It-All” teve seu título inspirado num trecho da canção “Seventeen”, outra do seu EP, nA qual a cantora afirma que, aos dezessete anos, é a “sabe-tudo”, mesmo quando não sabe de nada.


Musicalmente falando, pode-se dizer que o material soa como uma versão mais jovem e, de certa forma, até mais ingênua, de artistas como Lily Allen e Amy Winehouse, tanto pelas duas serem prováveis influências para as músicas de Alessia, quanto pelas semelhanças que podem ser facilmente encontradas no seu primeiro sucesso mesmo, e ainda que traga essa ingenuidade, se comparada aos trabalhos de Allen e Winehouse, é imensamente mais interessante que qualquer outro disco que tenha recebido algum título por beber da fonte do soul ou R&B em 2015.

Pra testar: “Overdose”, “Scars To Your Beautiful”, “Seventeen” e “Here”.




*O disco não está disponível no Brasil pelo Spotify. :(
Tecnologia do Blogger.