10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 4/10): Alabama Shakes, “Sound & Color”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 /

ALABAMA SHAKES, “Sound & Color”

Talvez o disco mais famoso dessa série de fim de ano, “Sound & Color” é o segundo CD da banda americana Alabama Shakes e, fora o hit “Don’t Wanna Fight” e os números acumulados em países como os EUA, Reino Unido e Austrália, conseguiu também nada menos que seis indicações ao Grammy Awards, incluindo a categoria Álbum do Ano, o que já diz muito sobre sua qualidade.


Segundo o Wikipédia, o disco pode ser classificado de “blues rock” ao “soul” e, numa linha geral, é bem por aí mesmo. Sucedendo o álbum “Boys & Girls” (2012), a banda, que conta com os vocais poderosíssimos da Brittany Howard (fizemos questão de deixar um vídeo ao vivo acima, só pra você ver com seus próprios olhos o que ela é capaz de fazer), investiu numa sonoridade que, por sua sofisticação, chega a soar vintage, mas com um ar alternativo que se encaixa perfeitamente na sonoridade dos músicos atuais, ainda que, por suas influências do soul, tragam um fator a mais.


Quebrando a monotonia do rock alternativo dos dias de hoje, “Sound & Color” é de uma autenticidade louvável, trazendo em sua tracklist uma versatilidade que, quando chegamos ao fim, mal conseguimos imaginar como consegue soar tão coesa e, ainda que não traga muito apelo para as rádios, convence por sua qualidade, sendo aquele tipo de música que você escutaria caso se preocupasse em mostrar ter bom gosto para alguém — não que isso realmente seja necessário.

Pra testar: “Don’t Wanna Fight”, “Gimme All Your Love”, “The Greatest” e “Gemini”.

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