10 ótimos álbuns que você provavelmente não ouviu em 2015, mas deveria (Parte 3/10): Purity Ring, “another eternity”

Já se tornou tradição que façamos as tão comentadas listas com os melhores lançamentos do ano, mas, como de costume, também acontecem vários casos de ótimos lançamentos ficarem de fora dos nossos escolhidos e pelas razões mais variadas possíveis.

Uma delas, talvez a mais comum, é o caso do disco não ter sido votado por membros o suficiente dentro da equipe, o que faz com que ele seja passado para trás por outros discos melhores colocados e, desta forma, termine fora dos eleitos na listagem final. 

Mas se tem uma coisa que a gente não tolera, é injustiça com boa música e exatamente por essa razão, começamos há dois anos o especial “10 músicas para ouvir nos últimos 10 dias do ano”, agora reformulado, com dicas realmente imperdíveis de lançamentos do ano que você deveria, mas provavelmente não escutou.

Assim como as duas edições anteriores, o especial será dividido em dez partes, sendo cada uma delas totalmente focada em um disco, e, pela primeira vez, temos ainda a possibilidade de apresentar o disco por completo para vocês no próprio post, graças às maravilhas da tecnologia e o Spotify.

Vamos ao que interessa?

Parte 1 / Parte 2 /

PURITY RING, “another eternity”

Quando lançou seu disco de estreia, “Shrines”, ainda em 2012, o duo Purity Ring não imaginava estar a frente de uma das maiores tendências desse nicho pop alternativo: o trip-hop. Os sintetizadores de Corin Roddick, somados aos vocais de Megan James, causaram no público um efeito de, inicialmente, estranhamento, mas não custaram a ganhar seus semelhantes com o trabalho de vários outros artistas que vieram na sua cola.



No disco seguinte, “another eternity” (tudo em letras minúsculas mesmo), a banda precisou lidar com um mercado bem mais familiarizado com o que estavam dispostos a mostrar, mas, ainda assim, fizeram bem o seu trabalho, nos apresentando um material que soava como uma progressão natural ao seu álbum anterior, mesclando alt-pop, synthpop, trip-hop e hip-hop como poucos álbuns conseguiram com tanta assertividade no ano.



Os vocais de Megan James, quase angelicais, fazem um contraste e tanto com as batidas de Roddick, nos lembrando do trabalho de artistas como Ellie Goulding, Robyn, Grimes e CHVRCHES, e se somar isso aos refrãos cada vez mais chicletes e sintetizadores mais dispostos a te fazerem dançar do que o que você associa ao termo “alternativo”, dá pra ter uma boa noção do quão maravilhoso é esse disco, que é também o mais próximo que chegaríamos de um anel da pureza.

Pra testar: “push pull”, “repetition”, “dust hymn” e “flood on the floor”.

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