Nós já ouvimos o "25" da Adele e essas são nossas primeiras impressões

Em meio a tantos lançamentos nos dando vários tiros nessas últimas semanas, nomes como One Direction com seu "Made In The AM", Justin Bieber e o "Purpose", Ellie Goulding e "Delirium", Demi Lovato e "Confident" e Selena Gomes com o "Revival" foram continuamente soterrados pela espera massacrante pelo "25" da Adele. A prova é que nenhum dos singles dos álbuns citados conseguiu superar a marca de "Hello", lead single do terceiro álbum da britânica, que só na primeira semana vendeu mais de 1 milhão de cópias, feito jamais conseguido anteriormente desde o nascimento da era digital.


O "25" verá a luz do dia na próxima sexta (20), porém a A Sony Music realizou eventos em 25 cidades ao redor do mundo, cada um com 25 fãs que puderam ouvir o álbum uma vez. São Paulo foi uma dessas cidades e o nosso amigo, jornalista e blogueiro freela Leonardo Uller pôde participar e conta aqui o que captou em apenas uma audição, que você confere abaixo.

Adele amadureceu (e se encontrou).

Enquanto o “21” é, basicamente, sobre uma relação fracassada, o “25” gira praticamente que em torno de Adele, só que sem cair em nenhum egocentrismo barato ou autorreflexão boba como tantas outras divas do pop já fizeram.

Adele mostra que amadureceu, encara seus medos de frente e compõe do fundo do coração. Os principais temas são os que ela já havia adiantado antes: medo de estar perdendo tempo, medo do passado, medo de ser alguém que não ela mesma.

Chama atenção no álbum a ousadia que Adele traz em algumas faixas, como logo na segunda, Send My Love (To Your New Lover). A pegada dela lembra muito Lorde, uma batida mais up e ao mesmo tempo bem gostosa, que surpreende após uma música pesada como Hello.

A terceira faixa, Miss You foi a que menos marcou, mas não deixa de ser boa, inclusive é bem hipnotizante. Outro ponto alto fica com a quarta canção When We Were Young, que é o provável segundo single do álbum. Nele, a voz dela dispara em uma música com menos arranjos que as anteriores.

A seguir, uma das mais emocionais do “25”, Remedy. A canção foi composta, provavelmente para seu filho, e fala de um amor sem medidas e sem limites. Já a próxima, Water Under The Bridge, traz como tema principal algo mais romântico e meloso, bem fofo e que pode ser compartilhado no mural de seus respectivos mozões.

River Lea volta com o tema de crescimento e amadurecimento e Adele, mais uma vez, nos brinda com uma excelente composição. Já Love In The Dark foi a que mais lembrou Hello em sua temática, os corais mais uma vez brilham e se destacam.

Million Years Ago foi a minha preferida do álbum. A música, com violão, lembra muito o ritmo de uma boa MPB e tem um tom nostálgico fortíssimo. Muito difícil não chorar quando Adele fala de sua mãe e seus amigos.

All I Ask vem com uma pegada mais pop. A voz dela volta a brilhar. Já a música que fecha o álbum é a gostosíssima Sweetest Devotion, que conta com a voz de seu filho Angelo e tanto lembra Blue, de Beyoncé.

Esse é um CD bem mais leve do que seus antecessores, bem gostoso também. Adele mostra que voltou com tudo e sem medo de abrir seu coração para o mundo. Soube sair da zona de conforto que havia criado com as baladas do “21”, mas sem perder a personalidade. Tanta espera valeu? Valeu sim. Como diria Fernando Pessoa, "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". E a alma de Adele é gigantesca. 

Eita! Será que Adele novamente justificará o sucesso com mais um álbum espetacular? Pela audição parece que sim. Isso você desvendará na próxima sexta quando o "25" for lançado. Enquanto ele não vem, fique com nossa Single Review de "Hello", que ainda bomba nos nossos players aqui, um trecho de "When We Were Yong" e uma lista com 10 provas irrefutáveis de que Adele e Sam Smith são exatamente a mesma pessoa.
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