It Pop apresenta: então tá, vamos falar da Tove Styrke, seu álbum ‘Kiddo’ e a versão de Britney Spears que nos faz repensar a música pop

A Suécia é, definitivamente, o melhor lugar para se nascer caso você queira ser uma estrela pop e, nos últimos anos, o que não faltaram foram estreias para comprovar a existência de algo milagroso na Terra Natal de Robyn, Icona Pop, Lykke Li, Tove Lo, Florrie, Elliphant, entre outros. Mas aí você pode pensar, e sobre as estrelas pop americanas, hein It? E a gente responde.


Sabe Britney Spears? Christina Aguilera? Katy Perry? Kesha? Lady Gaga? Taylor Swift? Sim, querido leitor, todas estiveram em estúdio com produtores suecos. Para citar alguns: Max Martin, Klas Ahlund, Shellback, Patrik Berger... E tem o RedOne que, caso você também não saiba, é marroquino-SUECO. Temos um fato aqui.

É com isso em mente que sempre ficamos bastante otimistas antes mesmo de escutar qualquer coisa de um novo artista sueco e, felizmente, há um novo nome em nosso radar. Tardiamente, confessamos, mas finalmente identificado por nós: se prepare para aceitar Tove Styrke em sua vida.

Inicialmente apresentada ao mundo pela franquia sueca do Idol, Tove está na indústria há alguns anos e por muito tempo teve seu trabalho reconhecido apenas por sua Terra Natal (eles sim sabem o que é bom!), mas bastaram dois álbuns e um EP pra que sua música finalmente atravessasse a fronteira e, yasss!, chegasse até nós.


Nesta altura do campeonato, aqui estão informações essenciais sobre o que você perdeu caso nunca tenha ouvido nada da cantora até aqui:

Seu álbum de estreia foi lançado em 2010 e tem algumas músicas incríveis, como “High and Low” e “White Light Moment”. Daí em diante, ela revelou alguns EPs Singles, até que chegamos em 2014, quando ela lançou o EP “Borderline”, de onde extraiu músicas como sua MARAVILHOSA faixa-título, “Brag” e o hino “Even If I’m Loud It Doesn’t Mean I’m Talking To You”.


Agora, já temos bastante sobre ela e conseguimos, inclusive, traçar alguns paralelos em sua sonoridade. Do álbum de estreia “Tove Styrke” ao EP “Borderline”, a cantora alcançou um nível bem mais promissor, explorando melhor suas composições e influências, o que fez da sua música algo que imaginaríamos caso Robyn, MØ e Charli XCX fossem uma só cantora. Ou, melhor dizendo, tem sintetizadores, influências da música indiana, reggae, eletrônica e mais um pouco, além de um apetite pop ousado e inconfundivelmente semelhante aos trabalhos da hitmaker de “Sucker”.

Agora que todos sabiam a que veio, faltava pouco pra que Tove lançasse um novo álbum e foi em junho que isso aconteceu, com “Kiddo”, disco que oficializou, inclusive, sua estreia nos EUA.

Com sua música amadurecida, o novo álbum de Tove Styrke explora o máximo de suas influências e, faixa a faixa, ficamos cada vez mais na dúvida sobre qual é a melhor em toda a produção, além de qual reflete melhor a ousadia e atitude da cantora que, de primeira, nem se mostra tão imponente, mas encontra força em sua música.


Em tempo, talvez seja válido mencionar que ela é bastante influenciada por outras cantoras pop, da conterrânea Robyn à Britney Spears. Há até uma referência à Beyoncé em “Snaren”, presente neste disco.

Dando sequência ao EP “Borderline”, o álbum “Kiddo” foi inicialmente promovido pelos singles “Even If I’m Loud It Doesn’t Mean I’m Talking To You” e “Borderline”, seguidos de “Ego”, outra pílula de efeito pop-moral, e “Number One”, que parece ser o ápice de suas influências, aqui nos lembrando das letras da Lorde, mas ainda sob a sombra de Robyn. São tantas menções positivas que nem tem como não se animar, né?

Uma das principais referências de Tove Styrke em suas composições vem do filme “Kill Bill”, qual se assume uma fã incondicional, e se não bastasse o título do CD “Kiddo”, o filme também é uma de suas bases para o feminismo proposto em suas letras, além da motivação em buscar reais significados para cada uma de suas letras. “Borderline”, por exemplo, trata da Síndrome de Borderline, um transtorno de personalidade que faz a pessoa estar entre o limite da normalidade e surtos psicóticos, sempre estando muito bem ou muito mal, muito feliz ou muito triste, etc. Seu refrão exemplifica bem isso, com ela entoando, “eu estou no limite da felicidade e estou no limite da tristeza, eu estou me sentindo muito bem e me sentindo muito mal”. Tudo isso numa mistura de reggae e música pop que muito nos lembra dos trabalhos do Major Lazer. Eita.


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Não sendo surpresa pra ninguém, como dissemos acima, as influências de Tove Styrke envolve muito do pop em sua essência, seja ele sueco ou americano que bebe das águas de sua Terra Natal, e Britney Spears, citada na letra de “Number One”, é uma dessas inspirações.


De certa forma, isso nos lembra da Sky Ferreira, cantora nova-iorquina que conquistou a internet com um synth-pop dito inspirado em Britney e terminou com um disco de estreia bem mais sólido que qualquer coisa lançada pela eterna Princesinha do Pop, mas terminou de forma ainda mais animadora, uma vez que Styrke se permitiu reinventar o clássico “Baby One More Time”, o que é algo realmente incrível para se experimentar em pleno 2015.

Vamos lá, aperte o play, a gente sabe que você quer fazer isso:


E mais uma vez, a música pop foi salva pela Suécia. Obrigado à todos os envolvidos.
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