‘O que essa p*ta da Kim Kardashian está fazendo na capa da Rolling Stone?’, questiona Sinead O’Connor, que também declara oficialmente a morte da música

A socialite, modelo, quebradora de internet, aspirante à cantora, estrela de vídeos comprometedores, mãe de North West, esposa de Kanye West e Kardashian, Kim, é a capa da edição de julho da tradicionalmente musical Rolling Stone e, por mais que a publicação não tenha economizado adjetivos ao anunciar a hitmaker de “Jam (Turn It Up)” como sua próxima capa, teve gente bastante incomodada com este acontecimento.


Uma dessas incomodadas foi a cantora e compositora Sinead O’Connor, que não tem poupado sua opinião sobre os mais diversos assuntos relacionados à indústria há algum tempo. Alguns dos assuntos comentados por ela nos últimos anos foram a nudez de Miley Cyrus no clipe de “Wrecking Ball” e o lançamento do CD “Songs of Innocence”, do U2, que foi incluído na biblioteca dos usuários do iTunes por todo o mundo, sem qualquer pedido ou aviso prévio, e desta vez quem não escapou foram Kim e a Rolling Stone, que chegaram a ser acusados pela “morte da música”. Eita.

Pouco depois da revista revelarem a foto, Sinead utilizou o Facebook, ferramenta universal para reclamarmos dos mais variados assuntos, para se posicionar, questionando, “O que essa puta está fazendo na capa da Rolling Stone?”. O que já pegou bem mal. Não contente, O’Connor prosseguiu:

“A música está oficialmente morta”, afirmou. “Quem diria que a Rolling Stone que iria mata-la? Simon Cowell e Louis Walsh [do X-Factor] não precisam mais se preocupar em levar toda a culpa. Bob Dylan deve estar horrorizado pra caralho. #BoicoteÀRollingStone”

Ai gente, que chatice, hein? Quando ela falou sobre o disco do U2, que invadiu o iTunes de todo mundo, a gente concordou com o fato de ser invasivo, uma vez que, se apenas disponibilizassem gratuitamente, quem tivesse interesse poderia ir lá e baixar. No caso da Miley Cyrus, de início até entendemos aonde ela queria chegar, mas pecou por um conservadorismo em excesso, quando julgava o clipe da cantora de “SMS (Bangerz)” apenas pelo contexto da nudez, relacionando-o com uma exploração midiática, sendo que ele, inspirado em um clipe seu, inclusive, ia bem além disso, mas agora ela pesou na chatice e feio.

Está certo que Kim Kardashian não é necessariamente relevante para geração alguma, mas a modelo, toda sua extravagância e interesse por superficialidades são verdadeiros ícones da geração atual, do Tinder, das selfies, das hashtags, Instagram, e o que a Rolling Stone homenageia há anos, se não os ícones da atualidade em que está/esteve inserida?


O fato de Kim não ser do mundo da música, por sua vez, também anula as declarações de Sinead O’Connor, já que essa não é a primeira vez que um não-músico estampou a capa da revista, e pra isso temos diversos exemplos, até bem próximos de Kardashian, como as também modelos Pamela Anderson e Gisele Bündchen, além de diversas atrizes, astros do esporte, entre outros.

Falando de Simon Cowell e Louis Walsh, realmente é um pouco decepcionante saber que reality shows musicais têm sido a principal maneira de se lançar artistas, visto que formatos como o X-Factor, The Voice, Idol, etc, terminam por “moldá-los” mais do que as gravadoras fazem com talentos recém-descobertos e, no fim, terminamos com dezenas de artistas que não significam nada, mas vendem que nem água, mas culpar apenas os dois também é bem errado, já que eles apresentam a alternativa e são os artistas e público — nós — quem compram a ideia.

Por fim, a gente declara oficialmente que a música continua viva, quem aparenta estar cada vez mais morto é o bom senso. Vacilou, Sinead!
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