It Pop elege: os vinte melhores álbuns de 2015 (até agora!)

Lançar discos, singles e clipes é uma das coisas mais comuns que vemos artistas fazerem. Alguns conseguem, inclusive, fazer isso com um intervalo mínimo de tempo, outros terminam levando um pouco mais, enquanto uns passam a vida focando num mesmo material, mas o principal, deixando de lado a frequência com que essas coisas são lançadas e, claro, seu desempenho nas paradas globo afora, é a qualidade desses discos, singles e clipes, até porque lançar qualquer uma dessas coisas é fácil; difícil é garantir que eles correspondam às nossas expectativas e sejam extremamente bons. Coisa que, até essa parte do ano, os vinte nomes abaixo conseguiram. 

Anualmente, nós elegemos os melhores singles, clipes e singles do ano, tanto no fim do ano quanto em sua metade, e neste começo do segundo semestre de 2015, não faríamos diferente. Reunindo a opinião de toda nossa equipe, listamos então os melhores do ano (até agora) e, neste post, vocês conhecerão os nossos artistas e lançamentos eleitos. Talvez seja válido ressaltar que só elegemos materiais realmente lançados neste ano, dando um prazo de chegada até o dia 15/06.

CONFIRAM OS VINTE ÁLBUNS DO ANO (ATÉ AGORA) DE ACORDO COM O IT POP:

20. Skrillex & Diplo - Skrillex and Diplo Present Jack Ü

Aonde o Jack Ü estava quando precisávamos? Diplo está com tudo atualmente e Skrillex, que não é bobo, não tardou a adotar o trap do produtor para o seu repertório. Juntos, os caras formam o duo Jack Ü e, em estúdio, trataram de fazer um dos melhores álbuns de trap/hip-hop do ano. Seguindo a mesma premissa do Major Lazer, quanto a sensação de nunca escutarmos isso com nenhum outro artista, “Jack Ü” nos vence pela ausência de uma hegemonia, fazendo com que tudo soe extremamente novo, exatamente como é. Os destaques são as parcerias com AlunaGeorge (“To Ü”), Kiesza (“Take Ü There”) e, pasme, Justin Bieber, no hino atemporal “Where Are Ü Now”.

19. Ryn Weaver - The Fool


Uma das nossas apostas pro futuro, a americana Ryn Weaver, que há um ano e meio sequer havia pisado num palco, chegou de mansinho, mas já encantando com o fantástico single "OctaHate" e nos deixando animados com seu álbum de estreia, lançado em 2015. E o resultado de "The Fool" é tudo, menos convencional. Com produção impecável, ora cheia de synths, ora mais classuda, flerta com tudo que esperamos de uma futura estrela pop, mesmo sem ser propriamente pop, misturados aos sensuais e potentes vocais da cantora, com ótimas perspectivas futuras.

18. Björk - Vulnicura

Após explorar o universo em que vivemos e seus elementos com o ambicioso e genial projeto multimídia "Biophillia", a icônica Björk surpreende mais uma vez ao nos levar em outra viagem completamente diferente, mas igualmente desconhecida e inexplorada: sua alma. Dos versos que te derrubam mais que uma rodada de tequila pós-término de um longíquo relacionamento, à melodias sombrias que os complementa e os expande. "Vulnicura" é acima de qualquer coisa sobre o ser e suas mais profundas decepções e desilusões. Em geral, podemos resumir tudo em três palavras: humano, inspirador e único.

17. Fifth Harmony - Reflection

Do X-Factor até aqui, muita coisa mudou para as meninas do Fifth Harmony, a começar pelo fato de que agora elas são mulheres. “Reflection” pouco reflete um amadurecimento na sonoridade do quinteto, formado durante o reality show de Simon Cowell, mas demonstra a versatilidade delas enquanto passeia por quase meia década de tendências do pop americano, indo do dubstep ao trap, passando ainda por fórmulas que nos remetem aos trabalhos de Beyoncé e mais um pouco. Uma pedida e tanto para os fãs da boa e velha música pop, sem exageros.

16. Galantis - Pharmacy

Tratado como uma gestação, o primeiro álbum de inéditas do duo eletrônico Galantis nasceu após muita dedicação, cautela e amor para que nada desse errado. E o resultado foi melhor do que muitos esperavam! Algumas vezes, recheado de toques robóticos que nos remetem ao melhor do Daft Punk e outras vezes, com uma sonoridade semelhante ao trio Swedish House Mafia, a dupla conseguiu criar um novo estilo no álbum "Pharmacy", que trata de confirmar o Galantis como uma das surpresas mais bem-sucedidas do cenário eletrônico nos últimos tempos! E com muitos méritos.

15. Purity Ring - Another Eternity

Purity Ring pode não ser um dos grandes nomes da música mainstream, mas eles fazem música como ninguém. Os donos de um dream pop futurista lançaram seu segundo disco, "Another Eternity", em fevereiro e desde então nós não conseguimos tirá-lo do repeat. O álbum mostra um amadurecimento muito bem-vindo do trabalho anterior dos caras, "Shrines", e tem músicas como "Flood On The Floor", "Sea Castle" e "Bodyache", que não podem ser classificadas por nada menos do que "hinos".

14. Imagine Dragons - Smoke + Mirrors

Segura. Esse. Rock. Imagine Dragons descobriu o segredo do sucesso desde o hit “Radioactive”, e assumiu de vez essa vertente apoteótica para seu segundo álbum, “Smoke + Mirrors”. Do início ao fim, o novo disco dos caras soa como uma produção totalmente pensada para arenas e, repleto de ápices, comprova o amadurecimento musical da banda, agora mais familiarizada com os riffs de guitarra e explorando ainda mais os vocais de Dan Reynolds, que são quase um estado de espírito.

13. Zella Day - Kicker

Açúcar, tempero e vontade de estar morta. Esses foram os ingredientes que formaram Lana Del Rey. E se tirássemos o último deles e colocássemos doses cavalares de veia pop? O resultado é Zella Day. Já chegando ao mundo da melhor forma possível, "Kicker", seu álbum de estreia, é uma verdadeira bíblia pop repleta de hinos - como "Ace of Hearts", "High" e a obra-prima "Hypnotic" - que a colocam como nome obrigatório nas playlists atuais. Com uma vibe misteriosa, narcotizante e envolvente, seus refrões são verdadeiros tapas na cara que nos fariam ganhar vários Grammys de "Performance Vocal Pop no Banho", e, mesmo não recebendo a atenção que merece, faz um trabalho com requinte estético e artístico de alto nível. "Kicker" é, em uma palavra, hipnótico.

12. Indiana - No Romeo

Foi bem interessante acompanhar Indiana lançar singles aleatórios por 2 anos até que, finalmente, ela lançou seu disco de estreia. O álbum por si só é uma viagem pela mente da britânica, passando por seus medos, anseios e, como não poderia faltar, seus amores malfadados. "No Romeo" é a introspecção sonora que qualquer um teria orgulho de chamar de seu. Não poderíamos deixar passar em branco uma obra dessas, não é mesmo?!

11. Of Monsters and Men - Beneath the Skin

Se “My Head Is An Animal” fazia do Of Monsters and Men um grupo com toda uma jornada pela frente, “Beneath The Skin” mostra até aonde eles chegaram e provavelmente vão ficar. Mais maduros do que anteriormente, os islandeses passam despercebidos pelo desafio do segundo álbum e, se tinham algo a provar desde sua aclamada estreia, não deixam dúvidas quanto à qualidade de seu trabalho, além da certeza de que não vamos querer tirar nossos olhos e ouvidos do sexteto tão cedo.

10. Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly

Kendrick Lamar havia sido alçado ao posto de estrela em ascensão no hip-hop com seu último e brilhante álbum, que o tornou bastante conhecido do grande público e, logicamente, figurando nas mais variadas e importantes premiações. Porém, é agora com "To Pimp a Butterfly" que as coisas realmente mudarão. A bíblia do rap, é uma obra de arte pra ser admirada com a alma, porque sobra sinceridade sobre os mais variados e polêmicos temas. Aos fãs do gênero (e também aos não fãs), uma dica, sem preciosismo da nossa parte: facilmente, desde já, pode se considerar um dos melhores álbuns de todos os tempos e digníssimo de todos os Grammys que receberá no próximo ano - que não devem ser poucos.

9. Belle and Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance

Belle and Sebastian é dessas bandas que só melhoram com o tempo. Após arriscar diversas sonoridades, agora engata uma nova marcha e quer saber...? nunca soou tão bem. "Girls in Peacetime Want to Dance" é alegre, sofisticado e transborda aquela irreverência que se tornou a marca registrada do grupo. Prestes a completar 20 anos, a banda presenteia o mundo com uma coletânea de novos clássicos que certamente darão vida à festas pelas próximas décadas. Do groove de "The Party Line" ao dueto pop setentista "Play for Today" que nos remete à toda a discografia do ABBA, a banda reafirma seu dinamismo. Apesar de alguns versos um tanto prolixos, "Girls in Peacetime Want to Dance" é um álbum polido, divertido e cumpre a promessa denunciada por seu título.

8. Brandon Flowers - The Desired Effect

Quando Brandon Flowers avisou que lançaria seu segundo álbum em estúdio, muita gente deve ter pensado que teríamos uma continuação de sua banda, The Killers, como feito em "Flamingo". Porém, aí que mora a surpresa, pois ele se reinventou. Com o auxílio do conceituado produtor Ariel Rechtshaid, Brandon se joga numa ode oitentista, repleta de sintetizadores, ótimas letras, coisas dançantes e sua habitual classe, sem temer o flerte mais pop de sua música em anos, criando, assim, um dos materiais mais aclamados e surpreendentes de 2015 até agora.

7. Kelly Clarkson - Piece By Piece

Nossa Original American Idol sempre foi marcada por se repetir bastante em sua sonoridade, o que é um engano, pois ela apresenta evoluções a cada material e, nesse, em específico, até com EDM flerta. Ok, muita gente pode discordar, mas o novo álbum de Kelly Clarkson, "Piece by Piece", traz algumas de suas melhores gravações pop na carreira e apresenta a cantora em sua nova fase (agora ela é mãe), que obviamente influenciou no projeto, soando delicado e frágil em boa parte, mas muito sincero e sempre destruidor em meio aos seus impecáveis vocais. Chega a nos doer a inexplicável esnobada que ele tem tomado.

6. Adam Lambert - The Original High

Adam Lambert sempre foi caracterizado por seu brilhante potencial vocal, especialmente nas notas altíssimas às quais ele pode chegar facilmente. Porém, para nossa supresa, elas não são dominantes em "The Original High". Aqui, ele traz, pela primeira vez, um trabalho mais contido e impecavelmente produzido (méritos demais à Max Martin e Shellback, que extraíram dele esse lado), que soa espetacular a cada novo play, mostrando que, realmente, pode passear por qualquer estilo sem soar forçado e fazendo dele um dos artistas atuais mais interessantes no mercado.

5. Marina and The Diamonds - FROOT

Marina & The Diamonds é, de longe, uma das artistas mais completas que existem na atualidade. Dona de uma voz única, composições autoriais de cair o queixo e domínio musical invejável, a galesa desde a estreia, com o "The Family Jewels", mostrou que faz música pop como ninguém. Abandonando as batidas eletrônicas do (fabuloso) "Electra Heart", Marina se mostra um pomar completo com o "Froot". Inteira e unicamente composto por ela, o alter ego do álbum passado é despido pela personalidade pura da cantora, que canta de forma genial sobre amor, dor, solidão, felicidade e todos os sentimentos que recheiam eu e você, tanto que é humanamente impossível não se identificar com ao menos uma das 12 preciosas canções. Desde a badalística faixa-título até as líricas "Happy" e "I'm A Ruin", "Froot" é um trabalho digno da sua última canção: imortal.

4. Hilary Duff - Breathe In. Breathe Out.

Respira, inspira. Hilary Duff teve tempo o suficiente para tomar fôlego até que lançasse um novo disco e, quando o fez, trouxe exatamente o que seus fãs precisavam. “Breathe” é um disco pop redondinho, com várias músicas que imaginamos conquistando rádios mundo afora, e mescla bastante do que ela andou absorvendo nos últimos meses, do folk ao propriamente pop. Passados sete anos desde seu último álbum, Duff retorna à indústria em sua melhor forma e trazendo exatamente o que precisávamos. O pop precisava de Hilary Duff.

3. Major Lazer - Peace Is The Mission

Não tem como ouvir Major Lazer e pensar que já escutou algo assim antes. O trio formado por Diplo, Jillionaire e Walshy Fire conquistou o mainstream após a ascensão do primeiro produtor em meio à cantoras pop e, com o disco “Peace Is The Mission”, abraça o mundo, numa jornada musical que vai do trap americano ao reggae jamaicano, flertando com outros mil e um gêneros, que resulta em um dos discos mais singulares do ano. A missão pode até ser de paz, mas os caras chegaram armados até os dentes.

2. Florence + The Machine - How Big, How Blue, How Beautiful

Florence Welch e sua banda já nos deu o pai (“Lungs”) e o filho (“Ceremonials”), nos apresentando agora o Espírito Santo (“How Big”). Sem toda aquela viagem apoteótica entre refrãos que criam toda uma áurea até que finalmente aconteçam, o novo álbum da banda apresenta uma proposta crua, quase que agressiva, enquanto ela nos traz mais um pouco da sua perspectiva vulnerável e instável sobre experiências passadas. Pensando na banda de músicas como “Shake It Out” e “Spectrum”, é de se impressionar ao ouvir faixas como “What Kind Of Man” e “Delilah” e de orgulhar ao ver o quão longe podem ir, explorando do que já fizeram ao que ainda estão a amadurecer. Tudo gloriosamente bem feito.

1. Madonna - Rebel Heart

Tem se tornado cada vez mais comum ver cantoras se desdobrando entre o pop, rock, hip-hop e mais um pouco, na tentativa de emplacar nas paradas atuais, mas quando misturam tantas coisas, poucas se saem tão bem o quanto Madonna em seu “Rebel Heart”. Ciente de que é a responsável por boa parte do que é a música pop atualmente, Madonna se encontra em cada uma das veias do seu coração rebelde e é nessa heterogeneidade que prova o seu trunfo, com uma proposta sólida e versátil, que mais soa como um greatest hits de músicas inéditas. Da gloriosa balada “Ghosttown” à religiosamente questionadora “Devil Pray”, “Rebel Heart” é um disco que só poderia sair por um nome como ela e isso é, inclusive, cantado por ela no próprio CD: “vadia, eu sou a Madonna”.

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E não se esqueçam: muito em breve revelaremos nossa lista de melhores filmes do ano (até agora). Aproveitamos para ressaltar que, obviamente, contamos com outros ótimos lançamentos que não conseguiram uma posição na lista, mas permanecem firmes e fortes em nossos corações. Quer xingar a gente? Sentiu falta de algum disco sensacional? Mudaria alguma posição? Tem seu próprio top vinte? Sinta-se à vontade e conte para gente pelos comentários.
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