It Pop elege: os vinte melhores singles de 2015 (até agora!)

Lançar discos, singles e clipes é uma das coisas mais comuns que vemos artistas fazerem. Alguns conseguem, inclusive, fazer isso com um intervalo mínimo de tempo, outros terminam levando um pouco mais, enquanto uns passam a vida focando num mesmo material, mas o principal, deixando de lado a frequência com que essas coisas são lançadas e, claro, seu desempenho nas paradas globo afora, é a qualidade desses discos, singles e clipes, até porque lançar qualquer uma dessas coisas é fácil, difícil é garantir que eles correspondam às nossas expectativas e sejam extremamente bons. Coisa que, até essa parte do ano, os vinte nomes abaixo conseguiram.

Anualmente, nós elegemos os melhores singles, clipes e singles do ano, tanto no fim do ano quanto em sua metade, e neste começo do segundo semestre de 2015, não faríamos diferente. Reunindo a opinião de toda nossa equipe, listamos então os melhores do ano (até agora) e, neste post e pelos próximos dias, vocês conhecerão os nossos artistas e lançamentos eleitos. Talvez seja válido ressaltar que só elegemos materiais realmente lançados neste ano, dando um prazo de chegada até o dia 15/06 e restringindo a aparição de qualquer artista mais de uma vez na mesma lista. 

CONFIRAM OS VINTE SINGLES DO ANO (ATÉ AGORA) DE ACORDO COM O IT POP:


20. Giorgio Moroder - Right Here Right Now (feat. Kylie Minogue)

Após um hiato mais que longo (os mais novos nem vão lembrar as obras-primas do homem) e um retorno triunfante, a lenda viva da disco music, Giorgio Moroder, nos presenteou com um dos melhores singles do ano, interpretado por ninguém menos que a rainha da Asutrália, Kylie Minogue. A "Right Here Right Now" do vozão mescla elementos oitentistas aos tão utilizados sintetizadores modernos, fazendo da faixa um guilty pleasure de poderoso refrão. Sensual, classuda, bem no estilo "ombrinho pro lado, cabeça pro outro", nossa 20ª posição é daquelas músicas que não podem faltar em qualquer balada boa!

19. Janelle Monaé – Yoga

Uma das maiores surpresas do ano. A cantora Janelle Monáe sempre teve um estilo e musicalidade bem singulars, mas quando se rendeu ao trap das rádios atuais em “Yoga”, conseguiu soar tão majestosamente quanto em seus singles convencionais. A parceria com o rapper Jiddena comprova que até com a fórmula mais genérica de todos os tempos, um artista de verdade consegue se sobressair. Ley your booty do the yoga!

18. Tinashe - All Hands On Deck

A simplicidade de “All Hands On Deck” é um dos seus maiores trunfos. Tinashe é a nova queridinha desse R&B ascendido pela Ariana Grande dentro de um EUA cada vez menos interessado no gênero — vide a queda comercial de Jennifer Lopez, Usher, Ne-Yo e vários outros que façam R&B e não sejam a Beyoncé — e neste single, consegue demonstrar seus maiores pontos positivos da maneira mais objetiva possível. Nosso trecho favorito é quando ela canta “and you know that I tried really gave my all / everything we built, baby, you let it fall, you let it fall”.

17. Fall Out Boy - Uma Thurman

Fazendo referência ao clássico cult-farofa “Pulp Fiction”, Fall Out Boy fez a felicidade dos fãs de plantão ao homenagearem Uma Thurman com a música de mesmo nome, presente no álbum de qualidade duvidosa, “American Beauty/American Psycho”. Em sua letra, Patrick Stump e sua trupe relembram a marcante cena em que a atriz dança, dizendo que a protagonista de sua canção tenta fazer os movimentos dela e ele mal consegue tirá-la de sua cabeça.

16. Rita Ora – Poison

A gente está prevendo boas vibrações chegando até Rita Ora e seu novo disco. Depois de uma música que teve sua divulgação barrada por seu próprio produtor, Calvin Harris, Ora voltou em sua melhor forma na pílula pop de efeito instantâneo que é a canção “Poison”. Numa fórmula que passeia do pop-rock ao pop propriamente radiofônico, Rita exala segurança e confiança em seu parceiro enquanto afirma: “eu escolhi o meu veneno e ele é você”, em mais uma daquelas relações em que seu amado de faz mal, mas seria ainda pior não estar com ele.

15. Jess Glynne - Hold My Hand

Após chamar a atenção do público compondo e emprestando sua voz para o smash hit "Rather Be", do Clean Bandit, além de "Real Love, e também o hit "My Love" do Route94, a britânica Jess Glynne resolveu mostrar que não precisava de parcerias para brilhar. E o single "Hold My Hand" foi o responsável por isso. A cativante e grudenta faixa é um hit pop absoluto, tanto que reinou por três semanas consecutivas na principal parada musical da Terra da Rainha, abrindo os trabalhos do seu aguardadíssimo álbum de estreia, "I Cry When I Laugh" e apresentando Jess como um dos possíveis (e prováveis) grandes nomes de 2015.

14. Fifth Harmony - Worth It (feat. Kid Ink)

Se Jason Derulo deixou alguma herança para as rádios americanas, foi essa fórmula trapxofone de “Talk Dirty” e “Wiggle”, muito bem reaproveitada pelas Fifth Harmony em “Worth It”. Com participação (dispensável) do rapper Kid Ink, Camila Cabello e sua trupe apostaram na canção como mais um dos seus passos nesta transição de menina-mulher e acertaram em cheio. É quase um apanhado de Beyoncés, gente! O refrão chiclete também está garantido.

13. Sia - Elastic Heart

Pode não ser o melhor single do ano, mas é uma das canções mais lindas de todos os tempos. A australiana Sia foi a melhor coisa que poderia ter acontecido no mainstream desde o “boom” que foi o single “Chandelier”, seu primeiro single desde que colaborou com Britney, Beyoncé, Christina Aguilera, David Guetta e vários outros artistas, e no segundo single do CD “1000 Forms of Fear”, ela conseguiu nos impressionar ainda mais, se unindo ao Diplo na fantástica “Elastic Heart”. Inicialmente, a música foi lançada com participação do cantor The Weeknd, para a trilha sonora de “Jogos Vorazes: Em Chamas”.

12. Florence + The Machine - What Kind Of Man

Muito se falou sobre um possível retorno da banda Florence + The Machine, com o sucessor do aclamado “Ceremonials”, mas o que ninguém esperava é que Welch e sua máquina viessem com esse rock cru e, ainda assim, grandioso de “What Kind of Man”. Foi um balde de água fria para os que esperavam por mais um espetáculo apoteótico como seu álbum anterior e um verdadeiro tapa na cara de todas nossas expectativas, justamente por superá-las. Que tipo de homem consegue amar essa banda tanto quanto nós?

11. Taylor Swift - Style

Dona de todas atenções no atual momento da música pop, com seu arrasa-quarteirão "1989", lançado ano passado, Taylor Swift trouxe em "Style", terceiro single do material, toda uma expectativa, por conta dos bastidores envolvendo a faixa. Muito se dizia que sua letra é sobre o relacionamento da cantora com Harry Styles (tire o "s" final do sobrenome dele e... RÁ!), principalmente por conta do pedaço "você tem cabelos longos, penteados para trás e uma camiseta branca", que se encaixa perfeitamente na descrição do membro do 1D. Especulações à parte, fato é que a canção electro pop produzida pelo hitmaker Max Martin segue maravilhosa e deu a Taylor mais um hit para chamar de seu.

10. Rihanna, Kanye West & Paul McCartney – FourFiveSeconds

Rihanna é a cantora de “Only Girl”, a cantora de “We Found Love”, “Where Have You Been”, entre outras, de forma que, falou em música nova da cantora, todo mundo já espera por um batidão mega dançante e pronto para preencher o espaço que a própria deixou nas pistas desde a divulgação do disco “Unapologetic”, que só levou baladinhas para as rádios, mas taí, “FourFiveSeconds”, parceria da cantora com Kanye West e Paul McCartney, foi uma surpresa do início ao fim. A música, ainda mais simples do que a proposta dela em “Diamonds”, composta pela Sia, mais parece uma conversa entre ela e Kanye do que um puta single de retorno em si, mas não se enganem, é um puta single de retorno.

9. MNEK - The Rhythm

O cara já foi responsável por escrever e produzir muitos hits de gente grande (Madonna, Kylie Minogue, Little Mix, The Saturdays). Um dos nomes mais aclamados na atualidade é de MNEK, britânico de 20 anos, dono de uma voz potente e que busca seu lugar ao sol, dessa vez como cantor. Em janeiro, o moço fez nascer "The Rhythm", faixa que fala sobre se render ao ritmo da música até perder o controle da situação e, despretensiosamente, criou um auto-hino (se assim podemos dizer), já que o single nos faz querer ativar o 'repeat' só pra escutar os toques sensacionais que a canção tem. Liga o som, arrasta os móveis e "breakdown like this"!

8. Marina & The Diamonds - Forget

Marina & The Diamonds está desde o ano passado nos presenteando com singles fenomenais na era "Froot", seu terceiro e glorioso álbum de estúdio. Se a faixa-título foi um dos hinos definitivos de 2014, "Forget" assume a liderança das "Frutas do Mês" e é o melhor single do material. Marina compôs a faixa definitiva sobre a tarefa mais difícil já proposta ao ser humano: esquecer. "Eu vivi a minha vida em débito, desperdicei meus dias em profundo arrependimento porque não consigo consigo esquecer e não consigo perdoar". Dentre todas as faixas que evocam toda a complexidade de ser humano, "Forget" é um dos maiores acertos, conseguindo unir um conceito fortíssimo com o lirismo viciante do pop. "Às vezes você tem que aprender a esquecer".

7. Brendon Flowers - Can't Deny My Love

Depois uma pausa com The Killers, o muso Brandon Flowers voltou, meio que de forma inesperada e surpreendente à sua carreira solo, lançando a espetacular "Can't Deny My Love", lead single de sua ode oitentista, "The Desired Effect". O single, de letra densa e metafórica, aborda a relação conturbada de um casal prestes a se separar, embora uma das partes relute até o fim. A produção impecável do premiado Ariel Rechtshaid, focada no synthpop e new wave, é outro capítulo à parte e eleva a música ao patamar de hino alternativo. E não seria pretensioso de nossa parte dizer que o single é um dos melhores cantados por Brandon em toda sua carreira, incluindo a banda.

6. Hilary Duff – Sparks

O pop precisava de Hilary Duff. A atriz e cantor revelada pela Disney há alguns anos, passou cerca de oito anos longe das rádios para, neste retorno, nos dar justamente o que queríamos e, claro, precisávamos. “Sparks” é uma música descompromissadamente pop e, pra nossa felicidade, cumpre os requisitos do single que esperávamos ouvir neste retorno da cantora, sem que precise de mil e uma falcatruas pra se sustentar. Em meio à uma indústria em que todas as artistas precisam flertar com todos os gêneros pra acertar pelo menos um alvo, tê-la fazendo pop e dessa forma tão certeira é de nos causar suspiros de alívio. Depois, a gente aproveita pra assobiar juntos.

5. Madonna – Ghosttown

Madonna pode não contar com o êxito comercial esperado para seu novo disco, “Rebel Heart”, mas o que não lhe faltou foi qualidade em suas canções. O segundo single do álbum, que é a baladinha “Ghosttown”, não nos deixa mentir. Com um arranjo que cresce gradualmente, o ápice da faixa está em seu grandioso refrão e, tanto musical quanto liricamente, é aqui que temos a cantora e seu novo álbum em sua melhor fase. "Quando tudo desmoronar eu serei seu fogo quando as luzes apagarem. Quando o mundo congelar eu serei seu cobertor e nós apenas nos abraçaremos". Devendo em nada aos maiores clássicos de sua discografia, "Ghosttown" é uma das melhores baladas já lançadas pela Rainha do Pop, e olha que de baladas ela entende. No que depender de nós, essa cidade fantasma estará repleta de gente.

4. Adam Lambert - Ghost Town

Sem lançar material inédito desde 2012, Adam Lambert retornou em grande estilo com "Ghost Town". O single abriu os trabalhos para seu novo álbum, "The Original High", além de marcar sua parceria com o produtor queridinho do pop Max Martin, que aqui, inova bastante, dando a Adam uma sonoridade passeando num formato 360 graus: começo simples e calmo ao violão, até chegar no refrão, que mergulha, sem medo, no deep house. Isso tudo faz deste single um dos trabalhos mais diferentes e interessantes de ambos nos últimos anos, enquanto a linda letra passa por um sentimento de perda não especificado, metaforicamente atribuído à nostalgia entre o céu e o inferno de Hollywood.

3. Years & Years - King

(Insira aqui qualquer adjetivo no superlativo). QUE SOM É ESSE, BRASIL?! Com nuances de hitão dos anos 80, os novatos do Years & Years conseguiram impressionar não só a gente, mas metade do mundo com o single synthpop "King". Instrumental super elaborado, susurros psicodélicos, vocais irretocáveis e um refrão grudento são alguns dos elementos para a fórmula do sucesso de Olly Alexander e sua trupe, fato que explica sua eleição como um dos 10 melhores singles de 2015 até o momento pela Billboard. Em terra de It Pop, Years & Years é rei!

2. Of Monsters and Men – Crystals

Sabe aquela história de quando pouco é mais? Então. O sexteto islandês Of Monsters and Men teve uma estreia pra lá de aclamada com o disco “My Head Is An Animal” e, lá, mesclavam de tudo um pouco, passeando do folk àquelas produções que “nosssssinhora, hein, que banda é essa”, aí quando chegaram no segundo disco, decidiram amadurecer um pouco mais de suas influências e definirem melhor aonde queriam chegar — ou, melhor dizendo, ficar —, investindo de vez naquelas produções que nos tiravam o fôlego. Tiram ainda. “Crystals” é simples, minimalista em todos os sentidos, mas ao mesmo tempo consegue soar grandiosa e cada-vez-maior. Os vocais de Nanna são um dos maiores atrativos da faixa — spoiler: é ela quem canta mais durante todo o novo disco, “Beneath the Skin”!

1. Major Lazer & DJ Snake - Lean On (feat. MØ)

Diplo nadou, nadou, nadou e finalmente chegou à praia. O produtor vem trabalhando com inúmeras cantoras desde a ascensão do seu nome com o projeto Major Lazer, após Beyoncé samplear uma de suas músicas no hit “Run The World (Girls)”, e é com seu trio de música eletrônica fora da caixinha que ele aparece aqui na lista. Com vocais da dinamarquesa em ascensão, MØ, e do dono de um dos maiores sucessos do ano passado, DJ Snake (“Turn Down For What”), “Lean On” é tudo o que Major Lazer nos fala há anos e mais um pouco, sendo uma mistura de boa parte de suas influências e com um toque pop como nunca vimos antes. Ao contrário de muitas parcerias pouco justificáveis que acompanhamos por aí, nesta faixa todas as colaborações se fazem necessárias e, juntos, transformam a canção em uma das coisas mais incríveis do ano, demonstrando da melhor forma possível que todos precisam de alguém para te dar apoio.

MENÇÕES HONROSAS:

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Bonnie McKee, “Bombastic”
Carly Rae Jepsen, “I Really Like You”
Charli XCX, “Doing It (feat. Rita Ora)
Ciara, “I Bet”
Florence + The Machine, “Ship to Wreck”
GENER8ION + M.I.A., “The New International Sound Pt. II”
Madonna, “Living For Love”
Miss Fame, “Rubber Doll”
Natalie La Rose, “Somebody (feat. Jeremih)”
Nate Ruess, “AhHa”

***
Mas quanta coisa boa, hein? Pelos próximos dias revelaremos também nossas listas de clipes e álbuns do ano (até aqui) e aproveitamos para ressaltar que, de fato, teve bastante lançamentos que não conseguiram uma posição na lista, mas permanecem firmes e fortes em nossos corações. Sentiu falta de alguém? Mudaria alguma posição? Tem seu próprio top vinte? Conte para nós pelos comentários!
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