8 músicas produzidas pelos mesmos nomes por trás de ‘Body On Me’, novo single da Rita Ora com Chris Brown

A cantora Rita Ora fez um acerto e tanto com “Poison” que, mesmo sem muita força nas paradas, garantiu um ótimo primeiro single para seu novo álbum, mas na sequência, a escolha da protegida de Jay Z parece não ser lá das mais promissoras, até porque, como ela já adiantou diversas vezes, se trata de uma parceria com ninguém menos que Chris Brown.

Está certo, o cara lançou o álbum “X” há algum tempo e, dele, conseguimos extrair algumas coisas incríveis, como a produção do Diplo em sua faixa-título e a parceria com a Jhene Aiko em “Drunk Texting”, mas nada disso descarta o fato da personalidade dele ser completamente descartável, assim como o fato dele, fora os trabalhos comunitários, não ter se esforçado nem um pouco para melhorar sua imagem desde a polêmica agressão em sua ex-namorada, Rihanna, coisa que, segundo Rita Ora, que nunca apanhou do cara e provavelmente de nenhum outro, deveria ser deixada pra trás. Tá.



Deixando de lado toda a polêmica em torno do seu nome, assim como a inevitável aversão que terminamos alimentando pelo cara, é de se esperar que tanto ele quanto Rita Ora apostem muito nesta parceria e, com estreia marcada para o dia 14 de agosto, a canção termina mexendo também com o imaginário dos fãs de ambos e com razão.

Chamada “Body On Me”, a parceria de Ora e Brown teve seu clipe gravado no começo desse mês e, ao que tudo indica, terá uma divulgação mais trabalhada que “Poison” — que desperdício! —, além de ser uma produção do The Monsters and The Strangerz, que não soa tão familiar quanto produtores como Max Martin, Diplo, Stargate, Mike Will Made It, DJ Mustard ou outros da atualidade, mas realmente merece nossa atenção.

Sabe por quê? O coletivo americano tem uma série de músicas que nos fizeram implorar pra que fossem singles, além de outras que foram e, infelizmente, terminaram subestimadas pelo próprio público. O que pode dizer muito sobre o futuro single de Rita Ora, sejamos honestos.

Pra não dizer que estamos totalmente contra essa volta de Rita Ora, cantora que realmente gostamos e não queríamos ver no limbo da indústria, seja ela americana ou britânica, reunimos então algumas produções do The Monsters and The Strangerz que nos ajudam a ficar mais animados com a ideia de “Body On Me”, ainda que com aquele pensamento de que ela podia ter se juntado ao The Weeknd, Jason Derulo, Usher ou qualquer outro que não fosse Chris Brown ou R. Kelly. Mas superemos esse drama.

“Forget Forever”, Selena Gomez (Stars Dance)

Estaria Rita Ora e o outro cantor prontos pra virem contra essa onda urban das rádios atuais, apresentando uma banger pra fazer qualquer um dançar? Em seu “Stars Dance”, a cantora Selena Gomez parecia decidida a isso e, enquanto as rádios ganharam músicas como “Come & Get It”, “Slow Down” e “Birthday”, o álbum contava com outras como “Love Will Remember”, “Champion” e, voilà, “Forget Forever”. É um pop bem redondinho, sem muito a acrescentar, e isso é algo positivo, acredite.


“Never Been Hurt”, Demi Lovato (DEMI)

Com a Demi Lovato, a fórmula não foi diferente. “Never Been Hurt” pode até ser menos dançante que a música de Selena Gomez, mas também pega para as pistas, aqui com uma proposta mais próxima do que estamos acostumados com a Kelly Clarkson, flertando descaradamente com o pop-rock, enquanto se mostra verdadeiramente pop. A letra também tem o dedo dos produtores, o que é algo para levarmos em consideração neste caso.


“Butterflies”, Zendaya (Zendaya)

Certo, certo, a gente tem algo muito importante aqui. Ainda no hall das cantoras reveladas pela Disney, o álbum de estreia da Zendaya está cheio de coisas que gostaríamos de ver se tornando a maior coisa de todos os tempos, mas como a gravadora apostou apenas em “Replay” como single, não tivemos a chance de ver a menina ir muito longe. Felizmente, seu disco tem muito mais a oferecer. Uma dessas coisas é “Butterflies”, uma faixa sobre as borboletas que nos enganam em meio aos nossos amores e paixão, sob um instrumental todo trabalhado no dubstep e, desta vez, pegando para o lado urban da força. É uma coisa mais esperada para um lançamento da Rita Ora, não?


“On My Way”, Lea Michele (Louder)

A atriz e cantora Lea Michelle está longe de ser parâmetro positivo quando o assunto é música, até porque seu álbum de estreia, “Louder”, é um apanhadinho de muitas fórmulas requentadas. Mas se querem saber, há coisas realmente aproveitáveis dentro do material, e “On My Way” é uma delas. Aqui caindo como uma luva na discografia de Demi Lovato (ou Kelly Clarkson, Jessie J, tanto faz), a proposta seguiria uma boa linha em relação à “Poison”, mas não é algo que consigamos encaixar bem o outro cantor de “Body On Me”, então não devemos nos animar muito.


“Sexercize”, Kylie Minogue (Kiss Me Once)

IMAGINA SÓ SE A RITA ORA NOS FAZ ENGOLIR GOELA ABAIXO UMA MÚSICA TÃO BOA QUANTO “SEXERCIZE”? SÉRIO, SERIA REALMENTE HORRÍVEL PRECISAR ACEITAR O SEU IMPACTO EM NOSSAS VIDAS E VICIAR EM ALGO QUE TENHA A VOZ DE CHRIS BROWN. “Sexercize”, da Kylie Minogue, tem o dedo da Sia, que até empresta seus vocais para os backing da faixa, mas também foi produzida pelos The Monsters and The Strangerz e foi um desses casos subestimados que mencionamos no início do post. Uma música à frente do seu tempo, sem dúvidas.


“I Can’t Stop Drinking About You”, Bebe Rexha (Single)

A cantora e compositora Bebe Rexha é um nome que estamos de olho há algum tempo e, desde o EP “I Don’t Wanna Grow Up”, tem feito seu nome pelas beiradas, seja por suas parcerias (“Take Me Home” com Cash Cash e “Hey Mama” com o David Guetta) ou composições (“Monster”, do Eminem com a Rihanna, “Some Girls”, pra Madonna, entre outras), mas uma das primeiras faixas que nos fizeram olhar para ela foi “I Can’t Stop Drinking About You” e, olha só, outra produção dos nomes por trás de “Body On Me”. O time de produtores também assina “Pray”, do EP de estreia da cantora, que é outro hino que adoraríamos ver ganhar o mundo. Desta vez, eles trocam o dubstep por uma percussão pulsante, ora acalmando, ora explodindo em ápices realmente dançantes.


“It Was Always You”, Maroon 5 (V)

Com o álbum “V”, Maroon 5 deu uma descansada da necessidade de hits que assumiram no disco anterior, “Overexposed”, e o hino synthpop “It Was Always You” é uma boa razão pra acreditarmos que essa decisão de se importar menos com o desempenho comercial e mais com a qualidade foi a melhor coisa que eles poderiam ter feito. Toda a produção repleta de sintetizadores nos remete aos principais trabalhos da cantora sueca, Robyn, o que é sempre uma ótima coisa para reconhecermos.


“Dirty Work”, Austin Mahone (Dirty Work - Single)

Talvez essa seja a referência mais próxima do Chris Brown entre as produções do The Monsters and The Strangerz (pelo menos se descartarmos o que os caras já fizeram com o próprio Chris Brown, que são coisas que realmente não devem ser lembradas num post em que queremos animá-los para alguma coisa).

A volta do Austin Mahone com “Dirty Work”, que finalmente deve abrir os trabalhos do seu disco de estreia, foi um dos melhores momentos da música pop feita por homens neste ano, num meio termo entre os trabalhos do Bruno Mars e Nick Jonas, o que é um avanço e tanto para o menino, até então bastante inspirado pelo pop dos anos 90, mas sem uma gota de personalidade. Se com ele, os produtores conseguiram um resultado tão bom, provável que realmente se saiam bem com Rita Ora e Marrom, certo? A gente realmente espera que sim. 

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Entre outras coisas, os produtores de “Body On Me” ainda assinam a produção e composição de músicas do Big Sean, Flo Rida, Cody Simpson, CARLY RAE JEPSEN, RIHANNA, Jason Derulo, etc. Há razões animadoras para esperarmos por essa parceria no fim das contas.

Apenas reforçando, “Body On Me” tem previsão de lançamento para o dia 14 de agosto e, fora seu título, participações e produtores, também sabemos que terá um videoclipe dirigido pelo Colin Tilley, mesmo por trás de coisas como “Next 2 You”, “Yeah 3X” e “Don’t Wake Me Up”, do próprio Chris Brown, além de “Confident” do Justin Bieber, “Talk Dirty” do Jason Derulo, “Anaconda” da Nicki Minaj, entre outras.

Vamos ver no que dá.
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