Stream: ‘Breathe In. Breathe Out.’, o disco de retorno da Hilary Duff, está entre nós e é melhor do que qualquer um possa ter esperado


É tão bom quando somos pegos de surpresa por um lançamento que é tão, mas tãaao bom, que não queremos desgrudar nunca mais, não é mesmo? O melhor disso é quando o material em questão, seja ele um single, clipe ou até mesmo álbum, não esteve rodeado de rumores ou especulações que deixavam nossa expectativa lá em cima e, sendo assim, se viesse algo muito ruim, ok, é consequência de todo o trabalho do artista em estúdio e as direções que ele resolveu seguir, assim como, se viesse perfeitamente incrível, também era o retorno esperado pelo período que ele se dedicou ao que está lançando.

A questão é que, nos dias de hoje, com a urgência da internet, exigência dos fãs e pressão em estar sempre por cima nas paradas, rádios, tabelas de streamings, lista de mais assistidos do Youtube, VEVO e etc, muitas cantoras se tornaram verdadeiras máquinas de buzz, só causando mais e mais assuntos que, de uma forma ou de outra, se revertem à atenção para seus trabalhos, mas tudo isso alimenta uma audiência que não é benéfica e sequer está interessada no que ela realmente faz ou poderá fazer, de forma que, quando somos pegos por um disco que nos conquista apenas por sua qualidade, nossa vontade verdadeira é de abraçá-lo e nunca mais largar. Foi o caso de “Breathe In. Breathe Out.”, o álbum de retorno da Hilary Duff que, três singles até aqui, finalmente está entre nós.


O finalmente é forçação de barra, pois até que não esperamos tanto, visto que só nos animamos por esse retorno quando escutamos “All About You”, mas gente, que retorno, disco e cantora maravilhosos! Como já prevíamos por seus singles, o que inclui o merecedor do título de hino, “Sparks”, o novo álbum de Hilary Duff é uma das melhores coisas pop desse ano e, quando chegamos neste ponto, encontramos mais um importante feito da cantora neste retorno: além de nos conquistar apenas pela qualidade do álbum, sem um milhão de falcatruas pra roubar nossa atenção, polêmicas mundo afora e declarações tresloucadas só pra ser assunto, ela também conseguiu nos apresentar um ótimo disco investindo apenas no seu bom e velho pop, sem precisar se unir com mil e um rappers, flertar com rock, trap, lambada e mais o que fosse necessário, como muitas cantoras têm se desdobrado para atirar pra todos os lados e, se tiver sorte, acertar algum nicho.

Ainda que a primeira impressão seja bastante superficial, o saldo de Duff com a gente está mais que positivo. O disco, composto 16 faixas em sua versão deluxe, passeia facilmente de um pop doce à algo mais ousado, mas sem perder o fio da meada e, o melhor, soando totalmente linear, sem que sequer notemos essas viradas de clima, sejam elas líricas ou melódicas. Até aqui, nossas favoritas ficam a cargo de “My Kind” e “Lies”, que nos remetem à fórmula usada pelo Major Lazer em “All My Love”, com a Ariana Grande, a perfeição pop de “Sparks” que, de longe, é um dos melhores singles pop do ano, e “Picture This”, uma faixa que acompanha assobios e percussões num perfeito casamento do pop com influências folk, mais ou menos como se os Lumineers esbarrassem com uma música da Britney Spears. É um disco pra ninguém botar defeito, garantimos, e você pode ouvir isso na íntegra logo abaixo.



Aproveita pra aprender a coreografia de “Sparks”:



QUE RETORNO LINDO!
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