Pelo Twitter, Jay Z desabafa e responde críticas sobre o Tidal: ‘O iTunes não cresceu da noite pro dia, nos dê uma chance de crescer e melhorarmos’

O rapper Jay Z não ficou muito contente com as críticas que recebeu desde o relançamento da plataforma Tidal e, depois da imprensa mundial falar sobre o fracasso da plataforma, pouco comentada algumas semanas após sua impactante estreia e passada pra trás até mesmo naquelas listas de aplicativos mais baixados atualmente, o cara foi ao Twitter para falar mais sobre seus objetivos e nos trazendo até mesmo números, ainda que afirme que seus planos não são sobre eles.



Tidal, que em sua estreia prometeu mudar nosso jeito de consumir música, é uma plataforma multimídia que traz desde novos singles à clipes, discografias completas, performances e mais um pouco, mas em troca de todos esses materiais, traz uma exigência que incomodou muita gente, não disponibilizando nenhuma maneira gratuita de consumirmos tudo isso, o que a torna mais seletiva e até um tanto elitista (?) que suas concorrentes.

Seja como for, Jay e seu bonde Illuminati não estão afetados pelos números e, usando as palavras do rapper, consideram que estão indo bem, pois buscam por um crescimento a longo prazo. Confira o desabafo do pai de Blue Ivy abaixo:
“O Tidal está indo bem. Nós temos mais de 770 mil usuários e estamos neste negócio há menos de um mês”, afirmou Jay Z, em resposta às críticas sobre a plataforma estar fracassando. “A iTunes Store não foi feita do dia pra noite. Levou nove anos para o Spotify ser bem sucedido... Nós estamos em busca de algo à longo prazo, então, por favor, nos dê uma chance de crescermos e melhorarmos.” 
Sobre vir para derrubar o Spotify e outros nomes como Youtube e VEVO, o rapper afirmou: 
“Há muitas companhias que estão gastando milhões em campanhas de difamação. Nós não somos ‘anti’ ninguém, estamos a favor do artista e seus fãs. Nós fizemos o Tidal para os fãs. Temos mais do que música, temos vídeos, shows exclusivos, ingressos antecipados para eventos, esportes ao vivo... Tidal é o lugar em que os artistas podem dar mais para seus fãs sem intermediários.” 
E em resposta à críticas semelhantes aos questionamentos de Marina and The Diamonds, que disse não confiar numa plataforma que só traz a elite da música mainstream por trás de seus contratos, ele disse:
“Artistas indies que querem trabalhar com a gente, manterão 100% de suas músicas. (...) Tidal paga 75% de royalty para TODOS seus artistas, compositores e produtores — não apenas para os membros fundadores que estavam naquele palco. Ricos ficando ainda mais ricos? [Vamos falar de] Valores patrimoniais... Youtube com US$390 bilhões, Apple US$760 bilhões, Spotify US$8 bilhões e Tidal US$60 milhões”, e continuou: “Meu primo acabou de ir para a Nigéria em busca de novos talentos. Tidal é uma companhia global. Nossas ações falarão mais alto que palavras. Nós fizemos o Tidal para trazer às pessoas as melhores experiências e ajudar os artistas a darem aos seus fãs cada vez mais e mais. Nós somos humanos (até mesmo o Daft Punk, RS). Não somos perfeitos, mas estamos determinados”, completou.


De certo, tudo parece bem convincente. Jay Z tem se mostrado muito esperançoso e persuasivo quando se trata deste novo projeto, mas ainda não somos a favor. O Tidal é uma plataforma que se diz “para todos”, mas suas ações que, como o próprio rapper afirmou, falam mais que palavras, comprovam o contrário. Aos interessados, temos um longo texto sobre isso.

Seja como for, ainda está cedo para a plataforma deixar de ser assunto, uma vez, se a profecia se cumprir, novos discos de Kanye West, Jay Z & Beyoncé e até do Daft Punk deverão surgir com exclusividade pelo tal Tidal. E, com tanta gente grande envolvida, cartas na manga não devem faltar.
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