Taylor Swift para os indies: Björk não disponibilizará o CD ‘Vulnicura’ no Spotify, por não achar isso certo

So it’s gonna be forever or it’s gonna go down in flames. A cantora Taylor Swift foi bastante questionada quando decidiu com sua gravadora que o CD “1989” e todos os outros de sua discografia não permaneceriam no Spotify, por razões que, de acordo com ela, desrespeitam o artista e toda a dedicação que teve com sua equipe em estúdio, desvalorizando o produto final, e demorou até que outro grande nome apoiasse a causa, mas aconteceu.

Atualmente trabalhando com o disco “Vulnicura”, que caiu na internet meses antes de seu lançamento oficial, a islandesa Björk disse em entrevista ao Fast Company que não devemos esperar seu novo álbum na plataforma de streaming, afirmando não “achar isso certo”. Ao contrário de Taylor, a maior preocupação de Björk não é a perda de lucros, pela pequena porcentagem que o artista recebe quando fecha parcerias com esse tipo de serviço, mas sim o consumo indevido de sua arte e perda da experiência de conferi-lo em sua versão física.
“Eu gostaria de dizer que há um super plano [com o lançamento do disco], mas seria mentira. Há alguns meses eu mandei um email para meu empresário e disse, ‘quer saber? Essa coisa de streaming não parece certo. Não sei a razão, mas parece insano’”, começou Björk. “Trabalhar em algo por dois ou três anos e depois, oh, aí está tudo de graça. Não é pelo dinheiro, mas pelo respeito, sabe? Respeito pela obra e a quantidade de trabalhamos que você depositou nela”.
Ainda assim, ela não mostrou total resistência e até apresentou uma possível solução para o problema, ainda que essa soe bem equivocada se ressaltarmos o fato de que, pela internet, o consumo é urgente, imediato. O artista mal gravou e aqui estão os fãs sedentos para ouvir, pelo meio que estiver disponível. Não saiu no Spotify? Seja bem vindo, link de “torrent” mais próximo!
“Mas talvez o Netflix seja um bom modelo”, explicou. “Você primeiro vai ao cinema e depois de um tempo isso chega ao Netflix. Talvez devesse ser essa a maneira de lidar com os streamings. Primeiro o lançamento físico e talvez você disponibilizava para stream depois”, concluiu.
O assunto é bem delicado e, como já dissemos algumas vezes, não conseguimos concordar com essa visão, bem “fechada” para artistas que sempre se mostraram tão a frente, mas respeitamos a decisão das artistas, afinal, é o trabalho duro delas que está em jogo, né? Seja como for, é bacana que elas revejam alguma coisa, pra que não terminem prejudicadas pelo próprio luxo que se permitiram ter. Björk e Taylor Swift ainda são grandes, pouco dependem dessas coisas para vender ou serem escutadas, mas o Spotify e derivados (Deezer, Rdio, etc) são o futuro do consumo digital e arriscamos, inclusive, dizer que logo estarão maiores que o gigante iTunes, de forma que ignorar a sua existência é parar no tempo. 
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