Kelly Clarkson fica surpresa ao descobrir que ‘Run Run Run’, do seu novo CD, é uma regravação do Tokio Hotel; banda comenta caso pelo Twitter!

O novo álbum da Kelly Clarkson, “Piece by Piece”, vem sendo promovido de uma maneira bem semelhante ao “Froot” da Marina and The Diamonds, com singles que antecedem o seu lançamento oficial, servindo também como uma forma de contagem regressiva, e entre as novas músicas de Clarkson, uma parceria com o cantor John Legend, chamada “Run Run Run”, prendeu a atenção não apenas do seu público e por uma simples razão: a música era uma regravação da faixa de mesmo nome presente no último CD da banda Tokio Hotel, “Kings of Suburbia”.


Logo quando saíram os primeiros artigos sobre a canção, vários fãs da banda descobriram ser uma regravação, uma vez que a própria Kelly Clarkson não tinha falado nada, e saíram cobrando os créditos de Bill Kaulitz e sua trupe, “faltou mencionar que é uma música do Tokio Hotel”, disse um deles em portal X, e depois disso todos os outros blogs, incluindo a gente, foram espertos na referência. Kelly Clarkson estava, de fato, lançando em seu novo disco um cover do Tokio Hotel. Porém, nesta sexta-feira (27) a cantora usou o Twitter para contar que sequer sabia deste fato. RS.

A conversa rendeu uma discussão bem significativa com fãs da cantora e da banda, até que o perfil do Tokio Hotel entrou na discussão. No fim das contas, tudo terminou de uma maneira inusitadamente amigável e rendeu um dos bate-papos mais legais que já vimos Kelly Clarkson ter na rede-social, acompanhem:

“Uau, acabei de ouvir a versão do Tokio Hotel para ‘Run Run Run’! Que ótima! Como eu nunca ouvi isso antes?! Alguns fãs que chamaram minha atenção pra isso”, começou Clarkson. “Certo, agora há duas versões de uma ótima música. Aliás, eles não foram incluídos entre os compositores da canção [no meu álbum] porque eu acho que eles não a escreveram, de acordo com dois dos autores. Não to tentando desrespeitá-los. É muito chato que não me informaram todos os detalhes e parece que estou roubando-os e eu jamais faria isso com qualquer artista”, completou.
Foi aí que a banda entrou na conversa, avisando que ela não estava ciente, mas sua gravadora sim. Eles falaram, inclusive, que a companhia chegou a mostrar a versão de Clarkson à eles antes do lançamento oficial e que eles amaram.

“Instantaneamente amamos sua versão quando foi tocada pra nós há algumas semanas e sua gravadora nos pediu algumas informações para a publicação”.
E Kelly, toda sem jeito, tadinha, disse:

“Oh meu Deus, isso é sério?! Eu sinto muito! Fizeram um bom trabalho em compor e gravar uma canção incrível, me desculpe a confusão. Vamos corrigir isso!”
Em seguida, a banda mostrou um print do blog Ultimate Music, aonde os incluem como compositores da música na tracklist de Kelly Clarkson e ela afirmou:
“Eu nunca tinha visto isso e fiquei sabendo pelo meu assessor que, aparentemente, os outros compositores não incluíram vocês entre os autores da canção. Eu mesma sou uma compositora, então, por favor, saibam que eu vou ajudar a corrigir isso. Eu amaria enviar à vocês a demo original que me mandaram”, explicou. “Mudando de assunto, eu nunca tive uma conversa como essa pelo Twitter, ha!”.
Gente, TADINHA! Hahahaha! É um problema saber que ela, em seu papel de artista, só chegou ao estúdio e gravou uma música basicamente pronta, sem saber exatamente de onde veio e, o pior, passando por essa situação super constrangedora, descobrindo pela internet se tratar de uma regravação, mas isso de vários artistas receber a mesma demo de uma só canção é bem comum, de forma que quem realmente deveria ter se atentado ao fato era sua gravadora, que deveria ter contado à ela logo que descobriram ser uma música do Tokio Hotel e entraram em contato com a banda.

Ao contrário do que alguns disseram, Kelly nem está tão errada nisso, só pecando pelo fato de, aparentemente, ter um controle criativo bem raso de seus lançamentos, o que talvez explique a semelhança de muitas de suas músicas. Ainda assim, repetimos que isso é algo bem corriqueiro. Às vezes nos perguntamos se Britney Spears sabe que “Telephone” da Lady Gaga, o remix de “S&M” com a Rihanna ou “SMS (Bangerz)” com a Miley Cyrus nunca entraram em nenhum dos seus discos. RS.

A banda, pelo menos, pareceu não se incomodar com todo o ocorrido e completaram dizendo: “sem preocupações! Está tudo bem! Muito amor! Curta o seu lançamento!”.


A gente não sabe quem foi mais fofo e, enfim, problema aparentemente resolvido, né pessoal? Ficamos pensando se isso acontece com artistas que competem um público semelhante, tipo Katy Perry lançando no “Prism” uma versão para “Pretty Hurts”, que a Sia compôs pra ela, mas depois vendeu pra Beyoncé. Shit happens. Shit happens. Seja como for, tanto a música da banda quanto da Kelly Clarkson são ótimas, o que é um bom ângulo para ver as coisas.

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