Throwback Review: David Guetta faz de seu eletropop um sucesso instantâneo em 'One Love'!

Apesar de serem ritmos extremamente harmônicos, o pop e a música eletrônica (leia-se, principalmente, a house music) sempre tiveram uma estreita ligação que nunca havia sido tão explorada até o surgimento do disco "One Love", quarto álbum de inéditas do francês David Guetta. E depois disso, a música nunca mais deixou de proporcionar mais e mais hits com uma letra melódica misturada em batidas insanas que ditam as tendências na rádio, na balada, na vida cotidiana em geral.

Indicado ao Grammy como "Melhor Álbum Eletrônico", o disco acumulou recordes após vender incríveis 3 milhões de cópias pelo mundo, o que é considerada uma marca invejável no mundo da música eletrônica. Além disso, foi o segundo álbum mais vendido no Reino Unido em 2009, sendo o quinto em vendas em toda a Europa. Rendendo algumas parcerias memoráveis, passamos à análise minuciosa daquele que é considerado até hoje uma referência do eletropop.

1) When Love Takes Over (feat. Kelly Rowland)

O que dizer desse hino que conhecemos há tanto tempo e até hoje cantamos juntos ao ouvir o refrão totalmente viciante? Considerada a música eletrônica de 2009, "When Love Takes Over" mistura o melhor da disco music com elementos sintéticos que trazem um toque totalmente inovador e contemporâneo à faixa, sem contar os vocais pontuais de Kelly Rowland que ditam o ritmo certo à canção. Hit com letra maiúscula né, amores?!


2) Gettin' Over (feat. Chris Willis, Fergie & LMFAO)

A versão inicialmente gravada para a versão standard contava apenas com os vocais do quase desconhecido Chris Willis. Daí o que já era bom, ficou ainda melhor quando Guetta convidou Fergie e LMFAO para dar vida à segunda versão da faixa, presente na versão deluxe do disco. Outra banger incrível pra carreira de Guetta! E o resultado de tanto sucesso vem de um lema simples: em time que está ganhando não se mexe.


3) Sexy Bitch (feat. Akon)

David Guetta segue a fórmula presente nas faixas inaugurais para proporcionar outro hit de bater palmas de pé: "Sexy Bitch". Batidas cruas, vocais descomplicados e outro refrão infalível cheio de nuances que grudam na sua cabeça com extrema facilidade, além da ajuda essencial de Akon para o sucesso da faixa, já que 2009 ainda fazia enorme sucesso com qualquer coisa que lançasse.


4) Memories (feat. Kid Cudi)

Chegamos na quarta faixa tendo a impressão de que todas as outras são só uma preparação do que estava por vir. Acompanhada por sintetizadores simplistas e um vocal inpecável do rapper Kid Cudi, "Memories" não é tão poderosa no quesito refrão, mas funciona muito bem (obrigado) quando o assunto é o conjunto harmônico de toda a canção. Além de ter um dos melhores clipes da era!



5) On the Dancefloor (feat. will.iam & apl.de.ap)

Se dissermos que a quinta faixa do "One Love" foi produzida por will.i.am, vocês já podem imaginar nossa opinião?! Pois é. A normal "On the Dancefloor" não acrescenta nada ao trabalho, sendo uma junção de batidas desconexas em meio às vozes robotizadas dos dois caras Black Eyed Peas. Que morte terrível para um disco que vinha impecável até aqui. Mas ok, neeeext!

6) It's the Way You Love Me (feat. Kelly Rowland)

A primeira valeu por todo o trabalho... a segunda nem tanto! Tentando emplacar uma nova parceria com Kelly Rowland, a sexta faixa do disco apresenta "It's the Way You Love Me": outra música com um pé na disco, mas sem o impacto necessário para render bons frutos. Levada de um modo mais genérico, não traz qualquer inovação que encha os ouvidos de quem esteja curtindo o disco até agora, mas nem por isso deixa de compor bem o trabalho como um todo.

7) Missing You (feat. Novel)

BANG! Como um tiro bem no meio da nossa testa, David Guetta joga na cara da sociedade  a sensacional "Missing You", interpretada por Novel, um cantor que, infelizmente, continua na anonimidade. Tratando de mostrar que nem sempre qualidade se faz pela "famosidade", a faixa abre alas pra uma parte mais eletrorrobótica do trabalho. Vem ralar a ppk no chão, gente!

8) Choose (feat. Ne-Yo & Kelly Rowland)

Isso é um EP chamado "feat. Kelly Rowland", gente?! Hahaha, brincadeiras à parte, as rédeas do álbum são retomadas com tranquilidade em mais uma colaboração da moça com o DJ, agora acompanhada também pelo rei das músicas gostosas, Ne-Yo. "Choose" não apresenta nada incrível nos seus primeiros segundos, até que o tal moço do R&B aparece com seus vocais pontuais pra dar fim a qualquer dúvida da qualidade da música. Mas temos uma coisa a lamentar: não foi single!

9) How Soon Is Now (feat. Sebastian Ingrosso, Dirty South & Julie McKnight)

A nona faixa do trabalho começa com status de eurodance poderosa e acaba ganhando contornos de epicidade ao ser levada por uma batida incrivelmente insana em meio a instrumentais que mantém a faixa numa leveza deliciosa do início ao fim. E não poderia ser diferente! Sebastian Ingrosso, Dirty South e David Guetta numa mesma faixa?! CA-RA-LHO. Só podemos chamar o SAMU.

10) I Gotta Feeling (FMIF Remix Edit)

Peçam pro SAMU permanecer porque aqui não tá nada bem. Não é pra qualquer um comandar o grandisíssimo hit de 2009 numa versão remixada que tinha a missão de manter a qualidade e o sucesso de "I Gotta Feeling". E não é que o Guetta conseguiu se superar mais uma vez?! Trazendo novos elementos à faixa, o remix intitulado como FMIF é presença certa nas melhores baladas do mundo até hoje! Outro sucesso estrondoso né, amores?!

11) One Love (feat. Estelle)

"Ninguém é perfeito, então não deixem te colocarem para baixo / Vamos permanecer juntos agora, nós conseguiremos nos manter / É facil acreditar, acreditar em você e eu / Um amor". Quem não se apaixona por uma letra tão tocante e, ao mesmo tempo, fácil de decorar pra sair cantarolando aos quatro cantos?! Interpretada com a dramaticidade necessária em meio a batuques eletrônicos, Estelle canta sobre a disseminação do amor como a forma mais pura de sentimento. Que lindo!


12) I Wanna Go Crazy (feat. will.i.am)

Quando o negócio não tá bom, é melhor nem tentar de novo! Remetendo ao que will.i.am fez em "Big Fat Bass", a décima segunda faixa do álbum é outro tiro que saiu pela culatra. "I Wanna Go Crazy" é repetitiva, enjoativa e os vocais que não condizem com a batida gostosinha da faixa. Mas como tudo tem seu lado positivo, neste caso, a boa notícia fica por conta de ser a última contribuição de will.i.am no trabalho de Guetta. Ufa!

13) Sound of Letting Go (feat. Chris Willis)

Agora vai! Pra quem não sabe, esse feat. que a gente já comentou em "Gettin' Over You" é companheiro de longa data de David Guetta. Antes mesmo do DJ se tornar o que é hoje, Chris Willis emprestava sua voz para hits que, posteriormente, se tornariam marca registrada na música eletrônica mundial. Cumprindo com maestria sua fama de fazer ótimas músicas, Willis se junta a Guetta em "Sound of Letting Go" pra fazer nascer a melhor faixa do disco (polêmica). Oremos e gritemos!


14) Toyfriend (feat. Wynter Gordon)

Macumba que é macumba, tem que tem batuque! Então, caso esteja precisando de alguma música pra evocar sua santidade, toque "Toyfriend" de frente pra trás e de trás pra frente repetidas vezes até você viciar num ponto de nunca mais querer largar. Cantada pela linda Wynter Gordon, a faixa soa como um Bonde do Rolê das antigas quando começa seu instrumental, e isso é mais do que maravilhoso!

15) If We Ever (feat. Makeba)

Encerrando o trabalho, "If We Ever" é a forma menos eletrônica que Guetta conseguiu conduzir seu disco. Apesar de ser gostosinha, definitivamente não funciona como encerramento de um trabalho que foi o tempo todo marcado pela concisão e linearidade. Envolvida pelos vocais autotunados da novata Makeba, o break recheado de violinos é o ponto alto da faixa que, apesar de não encaixar na proposta, é regularmente boa.

CONCLUSÃO:

Em meio aos erros e acertos de David Guetta, é louvável a atitude de arriscar-se a mesclar dois territórios próximos, mas pouco desenvolvidos em conjunto até então. O pop inocente maximizado por batidas poderosas levadas por alguns famosos e outros desconhecidos fez com que um novo patamar se instalasse na música lá em 2009: o eletropop farofento que todos amam, mas muitos têm vergonha de dizer. E pros que acham isso ruim, que atirem a primeira pedra se já não foram pegos se deliciando em meio a toda essa confusão de ritmos que não deixa qualquer um parado. Ah, e é bom sempre lembrar que, além de todas as faixas citadas, o álbum recebeu algumas versões diferenciadas, dentre as quais se inclui a maravilhosa e viciante "Who's That Chick?", interpretada por Rihanna (Alô Rihrih, beijo pra você onde esteja, amiga!). Enfim, resumindo o "One Love" em uma frase, podemos dizer que este álbum é: uma maravilhosidade experimental que deu muito certo. Então, amém!

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