Stream: e como seria se, de surpresa, o ‘R8’ da Rihanna estivesse no nosso jardim?

Estamos aqui para propor um desafio. Suponhamos que a Rihanna finalmente tenha revelado o seu novo álbum, “R8”, praticando uma tática semelhante ao “Beyoncé” da cantora de mesmo nome ou algo próximo do que a Madonna fez recentemente com seu “Rebel Heart”, em mais um desses lançamentos sem aviso prévio.

A verdade é que, para o desafio funcionar, a gente precisa que você realmente acredite em tudo que lerá a seguir, de forma que, no fim da postagem, entenderá o nosso propósito, ou pelo menos assim esperamos. A ansiedade para o novo disco de Rihanna é enorme e, passado tanto tempo desde seu último lançamento, qualquer coisa, por menor que seja, se torna um grado enorme, então o que dizer de um lançamento surpresa?

Seu oitavo álbum, tão especulado ao lado de vários nomes que vão do hip-hop ao R&B, desta vez sem qualquer associação com a dance music, senão pela participação da Kiesza em algumas de suas composições, finalmente chega ao público e quando ninguém estava esperando. ISSO É UMA EMERGÊNCIA POP.

Suponhamos então que o player abaixo seja o novo disco da cantora e que esse post tenha algum título como “Stream: o novo disco da Rihanna FINALMENTE está entre nós, ouça na íntegra!”. Então você aperta o play.



Logo nas primeiras faixas, já somos colocados no chão. É claro que toda a sonoridade aqui está bem óbvia. Nada que Rihanna nunca tenha feito, não é mesmo? Até os vocais emulados da Sia Furler surgem aqui e ali. Mas nada disso diminui o disco. 

Dando nome aos bois, seria realmente incrível se “Crazy” fosse um single da Rihanna, porque essa música soa como um hit eminente. “My Garden” também soa incrível, mas “Gangsta” e “Fireman” não ficam atrás. Que disco bom, Rihanna!

Quando chegamos em “Mirror”, entendemos que realmente não houve muito o que inovar. Todas são canções que Rihanna poderia ter incluído no “Unapologetic” ou “Talk That Talk”, algumas até cabem no aclamado “Rated R”, mas ninguém esperava um disco que não fosse característico de toda a sua carreira, de forma que nossas expectativas são claramente alcançadas. 

“Lava” flerta com algo bem próximo da Amy Winehouse, “Walk On Water” é boa, mas em momentos soa como uma filler, enquanto “Clocks” traz a cota de reggae do disco e então temos “Just Another Dude” que, dentro desse universo de suposições, seria a composição da Sia no “R8”, afinal, depois do sucesso em “Diamonds”, é claro que a australiana participaria deste novo CD.

Em tempo, a gente se lembra então que tudo não passava de um desafio e esclarece também que o disco não tem qualquer relação com Rihanna e seu oitavo álbum, sendo mesmo o disco de estreia de uma cantora cubano-americana chamada Kat Dahlia. O álbum, por sua vez, se chama “My Garden” e será oficialmente lançado no dia 13 de janeiro, mas pode ser ouvido quantas vezes você achar necessário pela rede mundial de computadores.



Visualmente falando, Dahlia ainda carece de um visual que nos prenda aos seus trabalhos do início ao fim, mas desde os seus primeiros singles, a cantora foi intensamente comparada com a Rihanna e não é para menos. Sua proposta, que nos impacta logo em seus primeiros versos, é agressiva, atraente e, o principal, de uma qualidade inquestionável. O seu primeiro álbum será lançado pelo selo Epic Records e, daqui em diante, esperamos vê-la alcançar o mainstream o quanto antes, pois ela merece. A questão da imagem ela adquire com o tempo, até porque a própria Rihanna não começou neste jogo tão segura quanto a mulher que admiramos hoje.
Seja como for, perdão a viagem quanto ao disco e todas essas relações com a barbadiana, só queríamos cortar caminho quanto ao momento em que você reconhece o valor de um disco que, quando aplicado a alguém sem qualquer peso na indústria atual, talvez soe menos interessante do que realmente é. Em breve, formalizaremos toda essa coisa numa review propriamente dita.
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