Concert Review: em São Paulo, Kesha faz show divertidíssimo, repleto de hits e pra doutor nenhum botar defeito

“Ninguém pode nos derrubar e vivemos cada noite como se fosse a última”, é mais ou menos assim que Kesha deu início ao seu show em São Paulo no último domingo (25), no Citibank Hall, cumprindo com as quatro repentinas apresentações anunciadas no país logo no começo do ano, que também incluía shows por Salvador, Florianópolis e Rio Grande do Sul.


Uma vez encerrada a turnê com o disco “Warrior”, a californiana, que atualmente briga na justiça americana pelo fim do seu contrato de oito discos com o produtor Dr. Luke e sua gravadora, retorna aos solos tupiniquins com um show bem próximo aos que realizou fora e aparentemente disposta a acertar as contas com os que tiveram uma má impressão desde sua primeira vinda ao Brasil, quando cantou no Rock in Rio em 2011.

Foi pontualmente às 20h deste domingo (25) que Kesha subiu ao palco em São Paulo para uma apresentação de aproximadamente 1h20 e QUE APRESENTAÇÃO, hein? O blogueiro que vos fala sempre foi bem suspeito pra falar da cantora — tanto que, como conto todo ano aqui no blog, foi um verso de “Tik Tok” que inspirou o nome do blog! — e não teve a oportunidade de assisti-la pessoalmente em sua primeira visita, mas a espera, sem dúvidas, valeu a pena.

Uma foto publicada por Gui Tintel (@theycallmetintel) em


Se levando mais a sério, mas sem beirar o chato, a turnê que Kesha nos trouxe apresenta um claro amadurecimento da artista e em vários sentidos. Assim como em seu último show por aqui, ela continuava bem disposta a se divertir, mas não se esquecendo do principal, que é entreter o público, e com qualidade. A setlist, composta por músicas dos seus dois álbuns, a inédita “Machine Gun Love” e a parceria com Pitbull em “Timber”, pareceu balancear bem tudo o que ela já nos mostrou até aqui, contando ainda com arranjos levados para o rock em músicas como “Take It Off” e “Blow” que, definitivamente, levou o público à loucura.


Os pontos altos do show, entretanto, ficaram para os hits “Blah Blah Blah”, “Tik Tok” e “Die Young”, além da faixa-título do seu último CD, que abre o show, “Warrior”. “Party At A Rich Dude’s House”, “Gold Trans Am” e “Dirty Love” também causam um efeito gigantesco no público, o que não poderia ser diferente quando a temos nos convidando para entrar em sua vagina, em tempo que “Animal”, “C’Mon” e “Your Love Is My Drug” acalmam nossos ânimos sem deixar o clima cair. “Backstabber” parece fazer a felicidade dos fãs mais antigos.


Em “Machine Gun Love”, descartada do segundo disco da cantora, Kesha menciona indiretamente seu atrito com Dr. Luke, afirmando “eu queria que essa música estivesse em meu último álbum, mas eles acharam que vocês não fossem gostar, então agora que mandei aquele cara se foder, posso cantá-la pra vocês, porque realmente acho que vão gostar e espero que esteja em meu próximo CD”, e brinca com a ansiedade do público por seus novos trabalhos quando anuncia que cantará “algo nunca ouvido antes por ninguém” e, depois que todos estão com as câmeras de seus celulares posicionadas, entoa “Timber”, sua parceria com o rapper Pitbull, com a inclusão de versos inéditos e um flow de causar inveja em rappers australianas.



A diversão foi algo marcante durante todo o show e a experiência pareceu ter sido ótima para Kesha também, que não tirava o sorrisão do rosto, o que fez a felicidade dos fãs presentes, obviamente. E ela não poupou comentários sobre o público, que vibrava com cada uma de suas palavras, dizendo “vocês são loucos pra caralho”

A última canção da setlist é “Die Young”, sendo que apenas “Crazy Kids” ficou de fora entre os singles apresentados do “Warrior”, e o show termina com cara de fim de festa ao som de “Fight For Right”, com direito à estouro de pinhata e camisinhas (!!) sendo jogadas para o público.



No fim, não poderíamos ter saído mais satisfeitos, afinal, Kesha é mesmo foda, né gente? Tentamos não tietar, mas nesse caso não tem como. Ela tava linda de morrer, arrasa demais e esperamos que consiga o quanto antes resolver os problemas jurídicos com o Luke pra que possa nos mostrar seus novos trabalhos e voltar aqui para cantá-los ao vivo também. Aliás, tinha como ser melhor sim senhor! Cadê “Only Wanna Dance With You” e “Cannibal” na setlist, dona Rose?

Tecnologia do Blogger.