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27/11/2012

Review: O fogo que arde sem se ver da inflamável Alicia Keys em seu novo álbum, “Girl On Fire”!

em 27/11/2012

Começo informando: a introdução dessa review pode estar errada, mas, como toda review é algo subjetivo, não estarei pecando – e acho que essa visão está certa. Uma cantora veio em 2011 causar uma quebra no paladar musical da massa pop. Essa cantora é Adele. Com seu “21” Adele injetou fortemente um estilo num público acostumado com músicas dance e afins, e foi extremamente bem sucedida (os números de venda e prêmios resumem). A partir dela os gêneros soul, R&B e afiliados ganharam maior visibilidade – não que eles não tinham antes, no cenário musical como um todo sim, mas na massa pop não.

Desde Adele, vários nomes se lançaram na linha, como Emeli Sandé, Lana Del Rey e Rebecca Ferguson, que detém para o escritor que vos dirige uns dos melhores álbuns do ano (“Our Version Of Events”, “Born To Die” e “Heaven”, na ordem de apresentação). Uma cantora do gênero que domina é Alicia Keys, tanto que a moça tem 14 Grammy de estimação, e neste ano ela lança seu novo álbum, o “Girl On Fire”. Sua missão pessoal: ir além do seu próprio estilo. Sua missão no mercado (aos olhos do público): ser tão boa ou melhor que outras artistas que lançaram álbuns no mesmo estilo no ano. Pegue um extintor de incêndio e deixe aí do lado enquanto ouve o álbum, porque Alicia Keys está em chamas!

01) “De Novo Adagio (Intro)”
O álbum abre calmamente, com uma música desprovida de voz e regada somente ao piano. Parece uma música feita para aquelas caixinhas de música, e já desemboca na segunda faixa.

02) “Brand New Me”
O segundo single do álbum é composto por Keys e Emeli Sandé, que mostra quão talentosa é, e inegavelmente remete a trabalhos do “Our Version Of Events”, e isso é maravilhoso. Ótima música, ótima escolha de single.

03) “When Its All Over”
Poderia ser “When Its All Over (feat. Egypt)”. Para quem não sabe, Egypt é o filho de Chaves, e ele dá um show de fofura no final da música, fazendo o ~dueto ser aquele “awn”. A música começa tranquila até chegar numa batida mais forte e o “everybody say eh eh eh” vicia.

04) “Listen To Your Heart”
Composta com a participação de John Legend (forte grupo de compositores), tem uma sonoridade quebrada, típica do R&B, e dá um esquenta na continuidade do soul que até agora prevalecia.

05) “New Day”
A introdução do R&B com a faixa anterior ganha força com New Day, uma das melhores faixas do álbum. O refrão com o falsete de Keys é maravilhoso. Exagero chamá-la de épica? <3333


06) “Girl On Fire (Inferno Version) (feat. Nicki Minaj)”
O que? Keys e Minaj? Nada a ver pfvr. Pfvr erradíssimo. Se tem um dueto digno de verdade, é esse (ponto-comparativo do dia: Keys grita mais que Aguileira em Your Body). Chaves destrói com os vocais poderosos e o rap de Minaj é perfeito. Posso apostar uns vinténs que Minaj ganha o primeiro Grammy da carreira com esse feat. ESSA GAROTA ESTÁ EM CHAMAS! Melhor música do album, the end.


07) “Fire We Make (feat. Maxwell)”
O fogo que Alicia faz com Maxwell nessa faixa é mais brando que o da faixa anterior, mas a balada à base de palmas e vocais quase como sussurros conquista pela sutileza exorbitante. O falsete agora é de Maxwell que casa perfeitamente com os vocais de Alicia.

08) “Tears Always Win”
Bruno Mars tem o dedo aqui. Bem, eu particularmente desgosto – e muito – do rapaz, mas como compositor ele fez a tarefinha de casa direito. Outro destaque do álbum, uma balada que faria Steve Wonder feliz. Já que não posso ter certeza disso, afirmo que ela me faz feliz, e muito. Sensacional.

09) “Not Even The King”
Outra parceria com Sandé (quanto mais Sandé melhor), outra lindeza para embelezar esse mundo preto e branco. Puramente emocional e sensorial, Alicia e seu piano conseguem tocar mais que certos autotunes e sintetizadores que entopem as rádios por aí, tá?


10) “Thats When I Knew
O piano foi trocado por um violão, e Alicia canta com confiança e a faixa flui naturalmente. Algo sincero, bonito e envolvente. Pode passar despercebida na primeira ouvida, mas vale a repetição. A parte final, mais forte, é show.

11) “Limitedless”
É isso mesmo, Keys? Jogou uma pegada reggae aqui? Pfvr a-m-e-i! A garota em chamas que Alicia apresentou com esse álbum não conhece limites nessa faixa, que para mim é a segunda melhor, e lembra alguns trabalhos de Rihanna, como uma mistura de California King Bed com Man Down. Magnificamente minha.

12) “One Thing”
Uma faixa mais fraca, porém mais sincera, como uma confissão de Alicia (“Eu vou manter uma coisa que foi feita para nós”). Não sei o motivo, mas me fez lembrar de Not Like The Movies da Katy Perry.

13) “101”
Ao ouvir, parece que Keys tá na sua frente, sentada, jogando tudo aquilo em cima de você, numa faixa pesada, com as teclas do piano aos lamentos. O álbum fecha de forma que você saiba que a garota ainda queima, mesmo depois de o play desligado, e outro álbum colocado no lugar. E na parte escondida da música Chaves grita “Aleluia, chute a porta”. A garota está livre para queimar o resto do mundo.

Resumindo: Alicia Keys em chamas é um perigo.